sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Como cuidar da saúde mental em tempos de notícias difíceis?
Não é fácil digerir o noticiário atual sobre política e direitos humanos. Mas pode ser particularmente difícil para quem se sente alvo direto dessa violência.
Além de estarem presentes nas manchetes, as matérias se tornam temas de conversas nas redes sociais, no almoço ou no jantar em família. No fim das contas, o resultado pode ser positivo, já que estamos falando bem mais de política – mas essas conversas podem ter consequências direta em nossa saúde mental, dizem os especialistas.
'Há uma politização de ressentidos', diz Débora Diniz, antropóloga brasileira exilada
Antropóloga, que saiu do país por causa de ameaças de morte, fala sobre eleições, militarismo, direitos civis e conservadorismo. Para ela, uma das surpresas do governo Jair Bolsonaro pode ser Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça
A entrevista é de Paloma Oliveto, publicada por O Estado de Minas, 26-11-2018.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
“Há um clamor unânime e geral por renda básica de cidadania universal e incondicional”. Entrevista especial com Lena Lavinas
Patricia Facchin | 01 Dezembro 2018
Qual é o saldo das políticas públicas na trajetória macroeconômica brasileira entre 2003 e 2017? Ao responder a essa questão, a economista Lena Lavinas é categórica ao afirmar que elas não foram suficientes para atender às demandas das famílias por mais bem-estar e segurança socioeconômica. As chamadas “classes médias” que estavam em ascensão, pondera, “permaneceram vulneráveis”, porque “quanto mais ganhavam, mais dispendiam, pois apesar de a oferta de emprego estar em alta, não houve provisão pública em educação e saúde que lhes desse um certo fôlego. As classes médias têm gastos crescentes para se manterem como classe média, manterem seu status. São despesas com pagamento de escola e universidade para os filhos, aluguel, despesas de saúde que, no Brasil, são majoritariamente out of pocket (ou seja, independem de adesão a plano de saúde)”.
Qual é o saldo das políticas públicas na trajetória macroeconômica brasileira entre 2003 e 2017? Ao responder a essa questão, a economista Lena Lavinas é categórica ao afirmar que elas não foram suficientes para atender às demandas das famílias por mais bem-estar e segurança socioeconômica. As chamadas “classes médias” que estavam em ascensão, pondera, “permaneceram vulneráveis”, porque “quanto mais ganhavam, mais dispendiam, pois apesar de a oferta de emprego estar em alta, não houve provisão pública em educação e saúde que lhes desse um certo fôlego. As classes médias têm gastos crescentes para se manterem como classe média, manterem seu status. São despesas com pagamento de escola e universidade para os filhos, aluguel, despesas de saúde que, no Brasil, são majoritariamente out of pocket (ou seja, independem de adesão a plano de saúde)”.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Talvez hoje já não se faça mais Generais como antigamente.
Os Generais e os Generais
Sylvio Massa de Campos
O Gal. Mourão, Vice-Presidente da República acaba de anunciar que o Presidente Bolsonaro, pretende privatizar a BR-Distribuidora, a segunda maior empresa nacional em faturamento e importante subsidiaria da também vitoriosa Petrobrás, fracionando a integração consagrada no mundo do petróleo, ”Do Poço ao Posto”.
Sylvio Massa de Campos
O Gal. Mourão, Vice-Presidente da República acaba de anunciar que o Presidente Bolsonaro, pretende privatizar a BR-Distribuidora, a segunda maior empresa nacional em faturamento e importante subsidiaria da também vitoriosa Petrobrás, fracionando a integração consagrada no mundo do petróleo, ”Do Poço ao Posto”.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Ipês Amarelos de João Pessoa começam a aparecer pelas ruas
Katiana RAMOS
Os Ipês Amarelos começaram a decorar alguns pontos da região do Centro de João Pessoa. No Parque Solon de Lucena, a beleza dessas árvores, símbolos da Capital, já começa a aparecer. A expectativa é de que até o início de dezembro ocorra a floração dos cerca de 2 mil ipês existentes na área urbana da cidade, segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Correio PB
Álcool é grande aliado da Violência
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| Marido bêbado e família com medo |
Na maioria dos casos, mulheres e crianças sofrem
Katiana Ramos
A ingestão de bebida alcoólica é mais um agravante para a ocorrência da violência contra a mulher, seja agressão física, verbal ou psicológica. Em muitos casos, as situações em que o agressor estava sob o efeito do álcool durante o ato de violência passa despercebida. Na pesquisa “Violência doméstica e familiar contra a mulher”, divulgada no ano passado pelo Instituto DataSenado, 24% das mulheres entrevistadas acreditam que a agressão que sofreram foi induzida pelo uso de alcool por parte do agressor. A bebida alcoolica também foi apontada como fator que motivou brigas e discussões, além do ciúme doentio.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
O país de Sete Encruzilhadas
Luiz Antonio Simas
A umbanda, religião que comemora o seu mito de origem no dia 15 de novembro, pode ser percebida como um resultado do amálgama entre os ritos de ancestralidade dos bantos, calundus, pajelanças indígenas, catimbós (o culto fundamentado na bebida sagrada do tronco da jurema), encantarias, elementos do cristianismo popular ibérico e do espiritismo kardecista. Seus saberes moram na encruzilhada da cristianização dos ritos africanos e da africanização do cristianismo, com o tempero profundamente indígena, acrescentado aos poucos por diversas contribuições.
A umbanda, religião que comemora o seu mito de origem no dia 15 de novembro, pode ser percebida como um resultado do amálgama entre os ritos de ancestralidade dos bantos, calundus, pajelanças indígenas, catimbós (o culto fundamentado na bebida sagrada do tronco da jurema), encantarias, elementos do cristianismo popular ibérico e do espiritismo kardecista. Seus saberes moram na encruzilhada da cristianização dos ritos africanos e da africanização do cristianismo, com o tempero profundamente indígena, acrescentado aos poucos por diversas contribuições.
A cadeira ao lado da mesa
Carta de agradecimento aos médicos cubanos pela dedicação ao povo brasileiro e o aprendizado proporcionado
Por Marco Túlio Pereira*
Sou supervisor do Programa Mais Médicos para o Brasil no sertão pernambucano desde os seus primórdios. Em uma de minhas primeiras visitas, na zona rural de um município às margens do São Francisco, acompanhando algumas consultas de um médico cubano, uma cena me chamou a atenção. A cadeira dos pacientes não ficava atrás da mesa, mas ao lado. Com isso, não havia um móvel separando o médico do paciente, tornando-os mais próximos. Um dos aspectos que me pareceu mais potente naquela posição da cadeira era a possibilidade do toque, do contato, ato central num diálogo tão envolvido por angústia e sofrimento, como é uma consulta médica. Outro aspecto que me chamou a atenção foi que a cadeira estava amarrada na mesa.
‘O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo’ – Camille Paglia
“A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível.”
– Camille Paglia, em ‘Imagens cintilantes’.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Será nosso futuro o socialismo capitalista chinês?
Apesar de algumas eventuais exceções, já foi considerado como verdade absoluta que democracia e capitalismo andam juntos. A ascensão bem-sucedida da China é um tapa na cara de tal ideia.
Sociólogos oficiais da China pintam um quadro do mundo contemporâneo que permanece basicamente o mesmo da Guerra Fria.
Assim, a luta mundial entre o socialismo e o capitalismo continua inalterada, o fiasco de 1990 foi apenas um revés temporário e os dois grandes adversários não são mais os EUA e a URSS, mas, sim, os Estados Unidos e a China, que continua sendo um país socialista.
“Não sou obrigado”: impaciência e arrogância na esquerda
Por Gabriel Landi Fazzio
Para difundir nossas ideias amplamente, permitindo que sejam conhecidas e assimiladas pela maioria do povo, precisamos estabelecer uma autodisciplina voluntária, coletiva. Nesse sentido, existem dois obstáculos que a agitação política e a propaganda teórica “de esquerda” precisam superar com urgência, em especial nas redes sociais: a arrogância e a impaciência.
Para difundir nossas ideias amplamente, permitindo que sejam conhecidas e assimiladas pela maioria do povo, precisamos estabelecer uma autodisciplina voluntária, coletiva. Nesse sentido, existem dois obstáculos que a agitação política e a propaganda teórica “de esquerda” precisam superar com urgência, em especial nas redes sociais: a arrogância e a impaciência.
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
O campo sutil e a ação política
Por que a racionalidade não nos defendeu do pior, em 2018? As especulações holístico-xamânicas e técnicas como a constelação familiar poderão dizer algo?
Por Débora Nunes
Diante do resultado das eleições do Brasil tem-se feito análises profundas, pertinentes e importantes para nossa história política e para nosso futuro. Mas a pergunta “por que a racionalidade saiu de campo e não nos defendeu do pior?” continua martelando sem uma resposta clara. Analisar a influência do campo sutil pode ajudar a ver como chegamos até aqui no Brasil e sobre o que nos aguarda, pois muito do que aconteceu não está no campo da racionalidade vigente. O paradigma holístico-sistêmico-ecológico traz o reconhecimento da dimensão imaterial do mundo como novo campo de conhecimento. Quando a dimensão material foi dissecada com competência pelo paradigma cartesiano e pelo materialismo histórico e dialético, que é parte dele, e mesmo assim restam tantas perguntas, é hora de ir além.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
“Vamos botar ponto final em todos os ativismos”
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