Patricia Facchin | 01 Dezembro 2018
Qual é o saldo das políticas públicas na trajetória macroeconômica brasileira entre 2003 e 2017? Ao responder a essa questão, a economista Lena Lavinas é categórica ao afirmar que elas não foram suficientes para atender às demandas das famílias por mais bem-estar e segurança socioeconômica. As chamadas “classes médias” que estavam em ascensão, pondera, “permaneceram vulneráveis”, porque “quanto mais ganhavam, mais dispendiam, pois apesar de a oferta de emprego estar em alta, não houve provisão pública em educação e saúde que lhes desse um certo fôlego. As classes médias têm gastos crescentes para se manterem como classe média, manterem seu status. São despesas com pagamento de escola e universidade para os filhos, aluguel, despesas de saúde que, no Brasil, são majoritariamente out of pocket (ou seja, independem de adesão a plano de saúde)”.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Renda básica universal: a última fronteira do Estado de bem-estar social
Os testes com salário garantido para todos os cidadãos independente de estar trabalhando se multiplicam pelo mundo.
Miguel Ángel García Veja
Os céus ameaçam tempestade. Os especialistas ainda não sabem se cairá com a suavidade de uma garoa ou a violência de um furacão, mas está chegando. Se demorará cinco anos ou uma década, mas está chegando. O homem terá de procurar abrigo sob novos sistemas de proteção social. Porque aqueles que existem são cada vez menos eficazes diante da desigualdade ou do desaparecimento de milhares de empregos por causa da robotização, da economia dos algoritmos e da inteligência artificial.
Miguel Ángel García Veja
Os céus ameaçam tempestade. Os especialistas ainda não sabem se cairá com a suavidade de uma garoa ou a violência de um furacão, mas está chegando. Se demorará cinco anos ou uma década, mas está chegando. O homem terá de procurar abrigo sob novos sistemas de proteção social. Porque aqueles que existem são cada vez menos eficazes diante da desigualdade ou do desaparecimento de milhares de empregos por causa da robotização, da economia dos algoritmos e da inteligência artificial.
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
“Instaurar uma renda básica universal ajudaria a criar emprego”, afirma Guy Standing
“Ainda que possa parecer curioso, as rendas básicas ajudam a criar emprego”. A reflexão foi feita pelo economista britânico Guy Standing, na Faculdade de Economia e Empresa, da Universidade de Oviedo, em uma das jornadas organizadas pelo Instituto Asturies 2030, nas quais foram analisados os prós e os contras de se instaurar este tipo de renda mínima para combater a pobreza. O inglês é um firme defensor destas contribuições. Na palestra também participaram o porta-voz parlamentar do Podemos em Astúrias, Emilio León, o decano da Faculdade, Julio Tascón, e o catedrático de Fazenda Pública, Javier Suárez Pandiello.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Uma renda básica na sociedade da inteligência
Milagros Pérez Oliva
A terceira revolução industrial começou em meados do século passado, mas só agora começamos a notar as profundas mudanças que ela acarreta. Com uma aceleração sem precedentes na incorporação da inovação tecnológica aos processos produtivos e à vida cotidiana, estamos entrando totalmente no que alguns especialistas chamam de sociedade da inteligência, por causa do papel nela desempenhado pela informática, pelos robôs e pela automação. A cada dia vemos diferentes máquinas substituírem empregados que até recentemente se sentiam muito seguros, de modo que a inquietação com o futuro causa calafrios até mesmo nas pessoas mais preparadas. Está claro que não haverá trabalho para todos.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Eduardo Suplicy: A Renda Básica de Cidadania
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Rendimento Básico Incondicional. "Há mais liberdade para ter um trabalho, remunerado ou não”
"Se tivesse um Rendimento Básico Incondicional - RBI a rondar 400 euros, gastaria o dinheiro facilmente, sentiria-se “mais feliz e confiante por viver numa república de cidadãos livres e iguais que se protegem”, mas não mudaria nada em relação ao trabalho que tem.
Entre outros aspectos do currículo, Roberto Merrill, que se dedica às teorias da justiça distributiva, doutorou-se em Filosofia Política em Paris, tem um mestrado na Sorbonne, e é professor na Universidade do Minho.
Um dos projetos que os militantes do RBI de Portugal querem concretizar este ano passa por, recorrendo a crowdfunding e a municípios, dar um RBI a habitantes de algumas aldeias portuguesas. No final, haveria um colóquio para analisar o que foi feito.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Rentistas predadores querem aumento do juro
'Aumentar juros seria um erro de estratégia'
Para Antonio Corrêa de Lacerda, professor de Economia da PUC-SP, há grande pressão do mercado financeiro para uma elevação da taxa de juros.
O Banco Central tem dado sinais de que deve retomar a trajetória de alta na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, que acontece em 19 e 20 de janeiro. Para o professor de Economia da PUC-SP, Antonio Corrêa de Lacerda, uma decisão nesse sentido seria uma “grande incoerência” e um “erro de estratégia”.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Por que apoio a Renda Básica Universal
“Além disso, a renda básica universal e incondicional teria efeitos morais e psicológicos positivos para a sociedade; agiria como para-choque contra os ataques adversos, diminuiria as armadilhas da precariedade, eliminaria a incerteza na qual vivem os mais desfavorecidos e fomentaria a liberdade pessoal do conjunto da população”. A análise é de Diego Llanes Ruiz, em artigo publicado por SinPermiso, 22-02-2015. A tradução é de André Langer.
Eis o artigo.
Há muitas razões para defender a implantação de uma renda básica universal e incondicional (RBU), uma renda que em nosso país [a Espanha] representaria ingressos de 7.500 euros para cada residente legal maior de idade e cerca de 20% dessa quantia para os menores.
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