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domingo, 15 de julho de 2018

A nova (des)ordem mundial

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Publicado na quarta-feira 4 de julho no jornal Valor, o artigo de Martin Wolf, editor do Financial Times, denuncia as manobras de Donald Trump para implodir a ordem mundial. “São características destacadas do comportamento de Trump suas invenções, sua autocomiseração e sua prática da intimidação: os outros, inclusive os aliados históricos, estão “zombando de nós” em relação ao clima ou “nos enganando” em relação ao comércio exterior. A União Europeia, argumenta ele, “foi implantada para tirar proveito dos EUA, certo? Não mais... Esse tempo acabou”.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Desigualdade, desenvolvimento e alianças políticas

Cláudio de Oliveira 

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o economista Thomas Piketty defendeu a redução da desigualdade social como condição necessária para o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo ele, pela experiência dos países desenvolvidos, um forte mercado interno é um motor imprescindível para o crescimento [1].

Para alcançar tais objetivos, propôs o caminho clássico da social-democracia europeia: a constituição de um Estado democrático de Bem-Estar Social financiado por um sistema tributário progressivo, especialmente a taxação das altas rendas.


domingo, 10 de setembro de 2017

À frente de seu tempo

Tereza Campello

O crescente avanço no desmonte do Estado de Bem-Estar Social, lamentavelmente, não é uma exclusividade brasileira. Em vários países estamos assistindo ataques permanentes aos direitos sociais e restrição de acesso à bens e serviços públicos, especialmente, para os mais vulneráveis, que apontam para um aumento da desigualdade.

Frente a este horizonte, o arcabouço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que definem metas globais até 2030, é uma agenda da ONU para todos os países e tornou-se importante referencial para unificar os que acreditam e lutam por um mundo mais justo e igualitário.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Menos Estado de bem-estar social leva a mais Estado penitenciário

As prisões da miséria
Laura Carvalho

Depois de 134 mortes registradas nos últimos 15 dias em prisões brasileiras, o presidente Michel Temer anunciou na terça-feira (17) a liberação das Forças Armadas para atuar em presídios estaduais, lembrando os tempos da monarquia, que reservava ao Exército tarefas típicas dos capitães do mato, como a prisão de escravos em fuga.

Além da falta de preparo dos militares para esse tipo de situação, a medida recebeu a mesma crítica que o anúncio da abertura de novas vagas em prisões feito anteriormente: nenhuma delas ataca a origem do problema.
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