Vladimir Safatle
Há dias um juiz negou o pedido de uma ex-funcionária do banco Itaú para processar seu antigo empregador por fazê-la trabalhar em horas extras não pagas, além de praticar assédio, obrigá-la a acúmulo de função e desrespeitar outros direitos trabalhistas elementares.
No entanto, baseado na nova lei trabalhista, o juiz em questão resolveu obrigar a trabalhadora a pagar os custos dos advogados do banco, ou seja, R$ 67 mil. Ele deve esperar, com isto, criar uma jurisprudência que desestimule de vez trabalhadores a acreditar terem o direito de usar a Justiça para se defender de seus empregadores.
domingo, 17 de dezembro de 2017
sábado, 16 de dezembro de 2017
As guerras culturais que estamos desenvolvendo no Brasil.
Pablo Ortellado
Está instigante a pesquisa sobre as guerras culturais no Brasil que estamos desenvolvendo. A medida que vamos recolhendo dados históricos, revisando a literatura e processando dados das redes sociais, vamos tentando intuir o filme a partir dos fragmentos de fotograma. O estágio atual da hipótese é a seguinte.
Como o Andrew Hartmann sugere, quem disparou o primeiro tiro das guerras culturais foram os novos movimentos sociais — sobretudo o movimento negro, o movimento de mulheres e o movimento gay (que adotava esse nome antes da nomenclatura LGBTT). Eles exigiram reconhecimento, ampliaram direitos e politizaram as relações da vida privada.
Está instigante a pesquisa sobre as guerras culturais no Brasil que estamos desenvolvendo. A medida que vamos recolhendo dados históricos, revisando a literatura e processando dados das redes sociais, vamos tentando intuir o filme a partir dos fragmentos de fotograma. O estágio atual da hipótese é a seguinte.
Como o Andrew Hartmann sugere, quem disparou o primeiro tiro das guerras culturais foram os novos movimentos sociais — sobretudo o movimento negro, o movimento de mulheres e o movimento gay (que adotava esse nome antes da nomenclatura LGBTT). Eles exigiram reconhecimento, ampliaram direitos e politizaram as relações da vida privada.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Eleição sem Lula é fraude.
Jaldes Meneses
É preciso ter bem claro: a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição política. O recurso de recorrer ao expediente espúrio de melar o jogo no tapetão sucede porque o golpe do Impeachment de Dilma fracassou no principal objetivo, apesar dos êxitos parciais: criar um regime político de estabilidade conservadora por longos anos.
É preciso ter bem claro: a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição política. O recurso de recorrer ao expediente espúrio de melar o jogo no tapetão sucede porque o golpe do Impeachment de Dilma fracassou no principal objetivo, apesar dos êxitos parciais: criar um regime político de estabilidade conservadora por longos anos.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Quando o Judiciário é o oposto da Justiça
Emir Sader
Os chacais têm pronta a condenação do Lula em segunda instância. Não importa que lhes sobrem convicções e lhes faltem, absolutamente, provas.
São chacais, buscam tirar do povo o direito de escolher quem deve dirigir o país. Estão a serviço do golpe quer assalta o Brasil na cara deles, mas com quem eles frequenta coquetéis e diante de quem se verguem com genuflexões de subalternos.
São chacais, buscam tirar do povo o direito de escolher quem deve dirigir o país. Estão a serviço do golpe quer assalta o Brasil na cara deles, mas com quem eles frequenta coquetéis e diante de quem se verguem com genuflexões de subalternos.
Cinema: chegou a hora dos melhores do ano. Como escolher entre os estrangeiros?
Luiz Fernando Zanin Oricchio
Todo ano é assim. Dizemos que foi tudo medíocre, que a safra é péssima, mas, quando damos início à lista, descobrimos que temos muito mais candidatos que vagas para preencher.
Fui jogando no papel os filmes que me chamaram a atenção durante 2017.
Deem uma olhada no meu universo de escolha:
Todo ano é assim. Dizemos que foi tudo medíocre, que a safra é péssima, mas, quando damos início à lista, descobrimos que temos muito mais candidatos que vagas para preencher.
Fui jogando no papel os filmes que me chamaram a atenção durante 2017.
Deem uma olhada no meu universo de escolha:
Conto: "Mineirinho" | Clarice Lispector
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Michel Zaidan Filho: As nuances da renovação comunista no Brasil
A velha política de alianças, praticada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), já foi apontada como o exemplo do melhor patrimônio político do partido, nesses últimos 50 anos. Há quase um consenso, no campo comunista, em torno do acerto dessa política – também chamada de “frente democrática”, durante os anos de chumbo – como o justo caminho para a restauração do regime democrático em nosso País. Mas, enquanto alguns sempre pensaram na “frente democrática” de um ponto de vista meramente tático – de olho numa outa frente ou ainda por puro pragmatismo político, através do expediente de adaptações parciais da sua linha à cada conjuntura – havia também aqueles militantes que buscaram oferecer um fundamento estratégico para a experiência frentista no brasil e defendiam a democracia (sem adjetivos) como valor histórico-universal. Seriam estes a quem chamaríamos os responsáveis pelo processo de renovação da política comunista entre nós.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Aliança? Com quem e para que?
- Gato, qual o caminho correto?
- Depende, Alice, para onde você quer ir?
- Não sei, estou perdida.
- Para quem não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.
- Depende, Alice, para onde você quer ir?
- Não sei, estou perdida.
- Para quem não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.
(Alice no pais das maravilhas, Lewis Carol)
Emir Sader
Para a política de alianças, vale a referência. Com quem se deve caminhar? Depende de para onde se quer ir. As alianças dependem da política, de qual o programa que se quer colocar em prática. Os que estão de acordo, cabem. Ha também os que concordam com partes e cabem em parte.
A escolha não é individualizada: com este sim, com aquele não. Do que se trata é de se definir o programa e, a partir daí se define quem cabe. Esse é o critério político das alianças.
Emir Sader
Para a política de alianças, vale a referência. Com quem se deve caminhar? Depende de para onde se quer ir. As alianças dependem da política, de qual o programa que se quer colocar em prática. Os que estão de acordo, cabem. Ha também os que concordam com partes e cabem em parte.
A escolha não é individualizada: com este sim, com aquele não. Do que se trata é de se definir o programa e, a partir daí se define quem cabe. Esse é o critério político das alianças.
Papai Noel é alvo de pedradas de crianças ao ficar sem balas
Um Papai Noel voluntário de Itatiba (SP) levou um susto enquanto desfilava de trenó pelas ruas do bairro Porto Seguro, no domingo (10), ao distribuir doces para os moradores.
A apresentação foi comprometida quando as crianças descobriram que as balas haviam acabado e começaram a atirar pedras na equipe do "bom velhinho".
Ninguém ficou ferido, mas um dos membros do grupo quase foi atingido na cabeça enquanto estava de costas para os agressores.
De acordo com o rapaz, o grupo era formado por cerca de sete crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 12 anos. "Eles estavam correndo atrás do trenó e jogando as balas de volta. Eles chamavam a gente de filho da p* e mandando ir tomar no c*", relata.
A apresentação foi comprometida quando as crianças descobriram que as balas haviam acabado e começaram a atirar pedras na equipe do "bom velhinho".
Ninguém ficou ferido, mas um dos membros do grupo quase foi atingido na cabeça enquanto estava de costas para os agressores.
De acordo com o rapaz, o grupo era formado por cerca de sete crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 12 anos. "Eles estavam correndo atrás do trenó e jogando as balas de volta. Eles chamavam a gente de filho da p* e mandando ir tomar no c*", relata.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
ALUNOS DA ESTÁCIO REPUDIAM DEMISSÃO EM MASSA DE PROFESSORES
Entendemos que essa reestruturação, se de fato for necessária, seja feita de forma gradual e digna. Com isso pedimos que a Universidade Estácio de Sá, cesse imediatamente as demissões, a fim de preservar um mínimo de segurança aos seus alunos, e que no mínimo se retratem com os profissionais dispensados, da forma cruel ao qual foram demitidos, aponta manifesto assinado pelos alunos; demissão é consequência da reforma trabalhista de Temer, que suprimiu direitos
Do Cafezinho – Os estudantes da Estácio de Sá emitiram nota em protesto contra a demissão de 1.200 professores da universidade.
Do Cafezinho – Os estudantes da Estácio de Sá emitiram nota em protesto contra a demissão de 1.200 professores da universidade.
Nota de repúdio
Descompromisso com o Brasil
É assim que o economista Antonio Corrêa de Lacerda, diretor da Faculdade de Economia, Administração, Ciências Contábeis e Atuariais, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (FEA-PUC-SP), e conselheiro da CNTU, define política econômica do governo Temer.
Professor Lacerda defende um projeto de nação para garantir um Brasil com menos problemas.
Ele está preocupado com o conjunto de medidas econômicas e sociais que o governo Temer vem adotando, que tem significado, como diz, não a solução de debilidades e problemas do País – como a desigualdade social –, mas que está criando ainda mais distorções graves. “De novo vemos um governo brasileiro cumprindo uma agenda de interesses internacionais e de empresas específicas”, lamenta.
Professor Lacerda defende um projeto de nação para garantir um Brasil com menos problemas.
Ele está preocupado com o conjunto de medidas econômicas e sociais que o governo Temer vem adotando, que tem significado, como diz, não a solução de debilidades e problemas do País – como a desigualdade social –, mas que está criando ainda mais distorções graves. “De novo vemos um governo brasileiro cumprindo uma agenda de interesses internacionais e de empresas específicas”, lamenta.
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