terça-feira, 4 de setembro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
A derrota eleitoral das candidaturas do golpe será desenlace extraordinário e espetacular
Valerio Arcary
Claro que uma derrota eleitoral das candidaturas do golpe – Bolsonaro, Alckmin, Marina Silva, Meirelles, Álvaro Dias, Amoêdo - seria um desenlace extraordinário e muito positivo. Na verdade, seria espetacular e surpreendente. Seria espetacular porque teria alguma justiça poética. Afinal, teria sido muito previsível uma derrota eleitoral do PT em 2018, se o governo Dilma Rousseff tivesse cumprido seu mandato até o fim, em função tanto do agravamento da recessão prolongada iniciada em 2014, quanto da repercussão da Lava Jato.
Face a Face com o Eleitor
Wanderley Guilherme dos Santos
O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.
A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.
O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.
A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
O "fenômeno" Bolsonaro
Michel Zaidan Filho:
Viajei, neste fim de semana, com 3 jovens, trabalhadores autônomos, que votam em Jair Bolsonaro e são encarniçadamente. Fiquei imaginando o que leva essas pessoas tão jovens e de escassa experiência na vida política brasileira a defender a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República e a anatemizar a figura do ex-presidente LULA, isso numa cidade que é majoritariamente lulista, mas que também realiza nesses próximos dias um Congresso Eucarístico Nacional. É quando me lembro da foto de um outro congresso, o congresso dos integralistas, realizado em 1937. Teria a religião - numa modalidade de fé fundamentalista, ultramontana e conservadora - sido responsável pela formação de uma mentalidade pequeno-burguesa tão reacionária, sobretudo entre os mais jovens.? Fiquei com uma interrogação na cabeça e pus-me a refletir sobre as fontes que alimentam o 'fenomeno' bolsonarista.
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Cartas na Mesa (Wanderley Guilherme)

Wanderley Guilherme dos Santos
A euforia petista facilita demarcar divergências em relação a outras vertentes progressistas. Não é em momento de depressão ou de reduzido prestígio social do PT, mas quando dirigentes e militantes antecipam possível vitória no primeiro turno de Lula/Haddad, que faço um descarrego pessoal.
O vício de origem do processo que encarcerou o candidato Lula/Haddad não basta para cobranças de adesão a qualquer decisão emanada da direção do PT ou do próprio Lula.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
ESTOMAGO: NA HORA DA MESA, HÁ DIFERENÇA ENTRE OS QUE QUEREM MATAR A FOME E OS QUE SACIAM SEU PALADAR
Wagner Batista
Nos anos 1970, Celso Furtado, paraibano de Pombal, discorreu sobre carências. Sobre a profunda diferença que existe entre a falta de uma garrafa de vinho e um naco de pão numa mesa familiar. O decisivo em eleições não é o estomago dos que têm fome, mas o apetite insaciável dos pantagruéis que definem o cardápio político, a agenda do judiciário, as regras e o resultado do jogo de cartas marcadas..
Razão não depende de geografia
No imaginário nacional, o Nordeste segue como a terra que vota com o estômago
Fabiana Moraes
Somos um país de pobres que detesta a pobreza. Aprendemos que ela é abjeta e que em seu interior há pouca chance de dignidade. “Cara de pobre”, “coisa de pobre”, “pobreza pega”. O que é dito como brincadeira guarda seus enunciados de verdade. Logo, é comum soltar um “os pobres precisam parar de ter filhos”.
terça-feira, 31 de julho de 2018
Brasil: um País sem futuro
Aldo Fornazieri
Ao se estudar a história particular de cada país se verá uma variedade de situações e de circunstâncias que aproximam algumas e distanciam outras. Uma dessas situações diz respeito ao fato de que alguns países são inovadores, conseguem superar as condicionalidades de um passado difícil e se modernizam com igualdade, justiça e progresso, enquanto que outros não conseguem se desenvolver e permanecem prisioneiros das determinações do passado e se tornam cativos da desigualdade, das injustiças e do atraso. O Brasil, certamente, é do segundo tipo. Aqui o passado determina o presente e bloqueia o futuro e os mortos governam os vivos.
A Ópera Triste
Wanderley Guilherme dos Santos
A declaração do Partido dos Trabalhadores de que o candidato indicado será a sombra de Lula é uma declaração indecente. A naturalização da figura de “poste de Lula” como legítimo representante da população é acintosa. Trata-se de convite explícito ao eleitorado a que cooneste uma farsa, descrita com requinte. Segundo membros da Executiva do PT, o indicado terá que ser leal e limitar-se a ser o intermediário da palavra de Lula. Na campanha, dirá que todas as suas decisões serão decisões de Lula. Ora, jamais um candidato das forças populares teve a ousadia de se apresentar como boneco falante. As declarações, transcritas pelo jornalista Luiz Nassif, não foram contestadas.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
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