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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Cartas na Mesa (Wanderley Guilherme)


Wanderley Guilherme dos Santos 


A euforia petista facilita demarcar divergências em relação a outras vertentes progressistas. Não é em momento de depressão ou de reduzido prestígio social do PT, mas quando dirigentes e militantes antecipam possível vitória no primeiro turno de Lula/Haddad, que faço um descarrego pessoal.


O vício de origem do processo que encarcerou o candidato Lula/Haddad não basta para cobranças de adesão a qualquer decisão emanada da direção do PT ou do próprio Lula. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ou o Brasil acaba com a Globo, ou a Globo acaba com o Brasil.

O bravo Leonel Brizola dizia com todas as letras que se eleito presidente da República cassaria a concessão da Rede Globo de televisão. Difícil duvidar do cumprimento dessa promessa, por mais interesses poderosos que viesse a contrariar, pois certamente não faltaria coragem a um homem de sua têmpera, que entrou para a história das lutas democráticas do país ao comandar a campanha da legalidade pela posse de Jango, entrincheirado e de armas na mão no seu Rio Grande.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Confronto entre poderes abre chance de equilíbrio

Nem governos, parlamentares, juízes, procuradores e promotores têm o monopólio “da boa vontade, pois, se assim fosse, seria o caso de conceder-lhe poder ilimitado, o qual, como ensinou Montesquieu, abriria caminho para a tirania.´

André Singer

Em meio à enxurrada de más notícias do ano que começa a terminar, o embate desta semana em torno do abuso de autoridade pode gerar, ao fim, algum resultado positivo.

sábado, 12 de março de 2016

Morais: Elite teme a continuidade do projeto implantado há 13 anos



Em entrevista ao jornal O Tempo, de Minas Gerais, o escritor Fernando Morais afirmou que, diferentemente do que diz grande mídia, Lula não está nem nunca esteve envolvido em esquemas de corrupção.
 

“Ele, Dilma e o PT apenas são os alvos visíveis. O que se teme é o novo projeto de nação que vem sendo implantado há 13 anos no Brasil. O que está acontecendo é que a elite que dominou esse país durante meio milênio tem medo da continuidade e da consolidação desse projeto que, entre outras virtudes, tirou 40 milhões de brasileiros da miséria, que fez uma revolução sem dar um tiro. É disso que eles têm medo”, enfatizou o escritor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Monopólios da mídia: eis por que a onda conservadora caminha a passos tão largos


Apesar da democratização da mídia ser uma bandeira histórica das esquerdas, os governos Lula e Dilma muito pouco - ou quase nada - fizeram por ela.

Najla Passos

A presidenta Dilma Rousseff sancionou na noite desta quarta (12) a lei que regulamenta o direito de resposta, uma conquista democrática da sociedade civil brasileira prevista na Constituição de 1988, mas suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2009, quando a corte cassou a Lei de Imprensa.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Regulação da mídia aguça democracia, não o contrário, alertam especialistas


Pamela Mascarenhas

Os debates sobre a necessidade de regulação da mídia no Brasil já vêm há muito tempo. Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Espanha e até Argentina, mesmo contra a força do grande conglomerado de mídia que significava o Clarín, já passaram pelo processo. No Brasil, quando se fala no assunto, ainda se remete, na maioria dos debates, à ideia de que haveria um objetivo escondido de controlar a imprensa e tolher a liberdade de expressão. A ação, contudo, se baseia em questões legais para garantir justamente o contrário, destacam especialistas. Como se trata também, todavia, de combater monopólios e oligopólios de mídia, natural que o debate seja desvirtuado, completam.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A hipocrisia dos que combatem a regulação da mídia


Randolfe Rodrigues, do PSOL.

A afirmação do novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, de que reabrirá o debate sobre a regulamentação econômica da mídia, foi atacada de modo desvairado por lideranças políticas que defendem a manutenção do status quo da mídia, posicionamento coerente com a mobilização conservadora que marcou forte presença no debate eleitoral recente.

Ao invés de enfrentar com franqueza o debate, assumindo publicamente que defendem que as empresas de comunicação permaneçam nas mãos de meia dúzia de famílias, os adversários da regulamentação buscam desqualificar um debate necessário, apresentando toda tentativa de quebrar o monopólio — proibido pela Constituição — como um caricato exercício autoritário.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Manifesto da Altercom à sociedade brasileira


A realidade dos meios de comunicação no Brasil aponta, cada vez mais, para dois tipos de concentração: o da informação e o das verbas publicitárias.

O maior anunciante público do país, o governo federal, em 2013 investiu 2,3 bilhões de reais em publicidade. Desse total, 1,5 bilhão foi para TV; 309 milhões para jornais e revistas; 176 milhões para rádio; 139 milhões para Internet e 176 milhões em outras mídias. Do montante investido em TV, 1,3 bilhões (86%) foram direcionados para as cinco grandes redes de sinal aberto, sendo que só a Globo ficou com cerca de 570 milhões.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Massacre Midiático:

Adicionar legenda

Guilherme Boulos 

A opinião pública, outrora mais comedida, aderiu de forma radical ao antipetismo. PT virou sinônimo de bandalheira e seus eleitores são ignorantes que parasitam em torno dos programas sociais. Opinião pública, já disse Millôr Fernandes, nada mais é do que aquilo que se publica.


Antes de tornar-se um discurso amplamente difundido –em especial no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país– o antipetismo foi cuidadosamente fermentado por um grupo bem mais seleto, o daqueles que publicam. Os 30 Berlusconi brasileiros na definição da organização europeia Repórteres Sem Fronteiras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dilma e a “regulação econômica da mídia”: meios de comunicação não podem ser monopólio ou oligopólio

Constituição proíbe oligopólio

Por que o monopólio midiático teme Dilma?

Por Theófilo Rodrigues*

Compreensível o temor expresso em editoriais, matérias, colunas e programas de rádio e televisão de determinada empresa de comunicação com relação a possibilidade de reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Estranho seria se assim não fosse.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Liberdade de expressão: Por uma opinião pública democrática no Brasil

Ana Paola Amorim, Juarez Guimarães e Venício A. de Lima

Introdução de "Em defesa de uma opinião pública democrática: Conceitos, entraves e desafios", de Ana Paola Amorim, Juarez Guimarães e Venício A. de Lima (orgs.), Coleção Temas de Comunicação, Editora Paulus, 2014; intertítulos do OI. Publicado no Observatório da Imprensa.

A maioria dos brasileiros nos últimos anos, sem desertar de suas convicções democráticas, mas em razão mesmo delas, já construíram amplamente um diagnóstico crítico do modo de funcionamento do atual sistema político no Brasil e anseiam por reformas políticas. Há muitas evidências de que já está se firmando em um número cada vez maior de brasileiros a consciência de que também o sistema de comunicações de massas, privatizado, altamente concentrado e oligopolizado, não serve à democracia do país e precisa ser regulado a partir de princípios republicanos e pluralistas.
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