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sexta-feira, 25 de maio de 2018

A centralidade do petróleo no golpe de 2016

Washington têm necessidade dramática de fontes de energia baratas e vê como inadmissível um país com imensas reservas aliado à China e Rússia, no contexto dos BRICS

José Álvaro de Lima Cardoso

Quem não entender que o petróleo está no centro do processo golpista em operação no Brasil terá dificuldade de compreender a conjuntura econômica e política nacional. Os EUA, que dão as coordenadas principais do golpe no Brasil, têm uma necessidade dramática de fontes de suprimentos, na medida em que é o maior consumidor de petróleo do mundo, mas não em quantidade suficiente para suprir o consumo do país.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Crime de Lesa - Pátria

Michel Zaidan Filho

Vendidas as reservas de Petróleo da camada do Pré-Sal, pela bagatela de 7.000.000.000 de reais (quando originalmente estava estimada em 700.000.000.000 de reais), se consumiu o crime de lesa-pátria, cometido pela quadrilha que assaltou o poder, com o afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff.

A dimensão verdadeiramente criminosa não está apenas no aviltamento do valor venal desse tesouro estratégico, mas no que a venda significa para a busca da autossuficiência de petróleo refinado no Brasil.

sábado, 28 de outubro de 2017

Pré-sal, o maior roubo da história do Brasil: 900 bi por 6


Thiago dos Reis

O maior roubo da história do Brasil aconteceu hoje; não vai ter destaque na mídia, são mais de 800 bilhões. 75% desse dinheiro iria para a educação e 25% para a saúde mas a lei de autoria de José Serra, votada após o golpe mudou o regime de partilha para um leilão. E o Brasil vendeu tudo por quase 200 vezes menos que o preço de mercado.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ANP inicia desmonte da política de conteúdo local.

Alex Prado

A Agência Nacional do Petróleo e do Gás Natural (ANP) decidiu, na semana passada, isentar de multas petroleiras que descumprirem as regras de conteúdo local. Em decisão inédita, a agência entendeu que não há no País embarcações de apoio que atendam às exigências aplicadas desde 2008.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Trabalho, face oculta do ouro negro


Estudo desnuda a exploração ocultada dos trabalhadores do petróleo em alto-mar

Oswaldo Sevá Filho

Os homens levantam muito cedo, em cidades tão distantes quanto Londrina (PR), Salvador (BA), Lajes (SC), Juiz de Fora e Uberlândia (MG), Campinas e Sorocaba (SP), e várias outras nos estados do Rio de Janeiro, da Bahia, do Espírito Santo. Vão quase todos para a cidade do Rio de Janeiro, alguns por via aérea, muitos em ônibus de linha. Têm que passar pela rodoviária Novo Rio, onde fazem a baldeação para o norte fluminense; ainda viajam mais três horas e tanto pela BR 101, num dos trechos mais mortíferos do país, após o término da pista dupla em Rio Bonito.

Na estação rodoviária de destino, Macaé ou Campos, pegam mais ônibus e vans até os heliportos mais movimentados do país, no litoral de Macaé e de Atafona – de onde vão finalmente “subir”. Ou seja: embarcar em helicópteros e voar ainda por meia hora, uma hora ou mais, até pousar em cada uma das dezenas de plataformas petrolíferas cravadas ou ancoradas no meio do alto-mar, de oitenta a quase duzentos quilômetros da costa. O quase desconhecido, e muito propagandeado, mundo do “off-shore”.
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