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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Senzala oprimida, feitor violento. Quem é essa mulher ?

Paloma Gomes

Em 1981 foi lançada a canção Angélica, dos compositores Chico Buarque e Miltinho. As rimas tão delicadamente sobrepostas retratam a busca incansável de Zuzu Angel por seu filho Stuart Angel Jones. Stuart, ativista político, desapareceu para nunca mais ser encontrado, após ser preso por militares durante a ditadura.

A coragem de Zuzu ainda hoje ressurge em cada mãe que busca esclarecimentos sobre as mortes e desaparecimentos de seus filhos, vítimas de um infeliz e fatal encontro com agentes do Estado. Esta também é a história de Elaine Soares.

No dia 12 de outubro de 2016, o filho de Elaine, Thiago Soares, à época com 22 anos, foi ao Parque da Cidade, em Brasília, participar de uma festa em comemoração ao dia das crianças.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Vidraças pichadas ou estilhaçadas merecem mais mídia que a chacina de 10 trabalhadores rurais

João Telésforo

Que país é esse, onde vidraças pichadas ou estilhaçadas merecem mais espaço na maioria das mídias do que a chacina de 10 trabalhadores rurais, 9 homens e uma mulher, pelo Estado? Quanto vale uma vida?

Pau d’Arco : Não houve confronto, foi massacre, disse Ed.

Não mexa com as vidraças



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Marcha sobre Brasília foi tremenda vitoria popular

Breno Altman

A mídia monopolista e o governo usurpador tratam de inventar sua narrativa sobre a formidável mobilização sindical e popular que tomou conta de Brasilia desde o final da manhã.

Seu esforço é marcar o protesto como bagunça e vandalismo, em manobra para ocultar sua dimensão e propósito.

O que assistimos foram mais de 100 mil trabalhadores de todos os cantos do país marchando para a capital com o intuito de lutar, organizada e pacificamente, contra o governo Temer, as reformas da previdência e trabalhista, por diretas já.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Os que apodrecem

Índio é nós 

As flechas empunhadas pelos indígenas que ocuparam Brasília na semana passada podem indicar. É contra os mais vulneráveis, os que ninguém liga, os grandes outros do Brasil que as mãos corrompidas avançam sem a necessidade de disfarçar sequer no discurso. É desta aldeia chamada Funai que vem se arrancando peça por peça e talvez em breve o dia amanheça e já não existam sequer cadeiras. É ali que o pior de ontem é melhor do que o pior de hoje. E no amanhã a frase “nenhum direito a menos” pode deixar de fazer qualquer sentido porque já se foram todos. É com os índios que acontece primeiro. Desde 1500, como se sabe. Mas, não custa lembrar: “Índio é nós”.
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El País

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Moradores de rua são presos no DF por “crime contra o ordenamento público”



Defensoria Pública categorizou como abuso de autoridade da Polícia Civil a retirada dos moradores da quadra 910 da Asa Norte

A Polícia Civil predeu nesta terça-feira onze pessoas que viviam em situação de rua em uma área conhecida como Colina, próxima à Universidade de Brasil, no DF. Os moradores foram acusados de ocupação de terra pública e crime contra o ordenamento urbano e poluição. 

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