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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Estupros, assédios, investidas e paqueras

Contardo Calligaris

Esta é só uma contribuição à discussão entre as mulheres de #MeToo e as mulheres (francesas e não) para quem investidas e paqueras, por desagradáveis que sejam, devem ser preservadas, sem confundi-las com assédios ou estupros.

Não há como diferenciar estupros, assédios, investidas e paqueras catalogando vários comportamentos. No primeiro ano de ensino médio, minha classe aturou um camarada que, sentado na última fileira, mostrava e masturbava seu pênis, gozando duas ou três vezes por dia. Talvez o espetáculo fosse "engraçado" para algumas e alguns, mas era traumático para outras e outros. Ainda hoje, não sei se, para mim, a experiência foi só risível.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quem merece ser estuprada?


Márcia Pinna Raspanti.

" Branca para casar, negra para trabalhar e mulata para f…”

Infelizmente, o estupro tem sido um tema de constantes debates na sociedade brasileira nos últimos tempos, sempre por motivos alarmantes. O deputado Jair Bolsonaro causou polêmica e revolta ao declarar que não estupraria uma colega parlamentar porque ela “não merece”. Recentemente, o 8º Anuário de Segurança Pública divulgou que ocorrem mais de 50 mil casos por ano no Brasil, o que é um número já assustador, mas que fica mais preocupante ainda quando pensamos na quantidade de ocorrências não registradas.

Bolsonaro: "Não vou estuprar você porque você não merece”


domingo, 7 de dezembro de 2014

Raio - X da Violência no Brasil em 10 Pontos

Luis Kawaguti 

O número de assassinatos no Brasil atingiu a marca de 50.806 vítimas no ano de 2013, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isso significa que em média uma pessoa é morta a cada 10 minutos no país.

A marca é 1,6 vezes maior que os homicídios cometidos no México no mesmo período (30.632, segundo o governo local) e cinco vezes maior que as mortes ocorridas no Iraque em 2013 (9.742, segundo levantamento da ONG Iraq Body Count).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Assédio: por que as explicações fáceis não satisfazem


Não responsabilize apenas indivíduos, nem aceite saídas superficiais, como vagões segregados. Que tal rever relações entre “homem”, “mulher” e sexo?

Por Marília Moschkovich

No meio de tanto debate sobre o assédio que as mulheres sofrem diariamente em espaços públicos – metrô, trens, praças, pontos de ônibus, na rua, entre outros –, uma questão tem passado batida. Curiosamente, é a única questão que nos permitirá pensar em soluções eficazes para esse tipo de problema: de onde vem o assédio? Por que o assédio acontece?

sábado, 14 de setembro de 2013

MP da Paraíba quer estender condenação à TV Correio por exibir cenas de estupro



O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) recorreu da decisão da 3ª Vara Federal que condenou a TV Correio, afiliada da Rede Record no estado, ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos por ter exibido, em 30 de setembro de 2011, cenas de estupro de uma adolescente na cidade de Bayeux (PB). O recurso foi unido aos autos em 6 de setembro de 2014 e tramitará perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Recife (PE). MP quer cassar concessão da emissora por ter apresentado cenas do estupro

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Religiões: quando o cristianismo é pura intolerância



Extremistas católicos e evangélicos querem agora vetar lei que regulamenta atendimento do SUS às vítimas de estupro. Decisão está com Dilma

Gabriela Leite

Certas leis podem, no máximo, reduzir danos. É o caso de um texto aprovado no último dia 11, no Congresso Nacional. Proposto no século passado (em 1999) pela deputada Iara Bernardi (PT-SP), ele estabelece as normas para atendimento, no Sistema Único de Saúde, das mulheres que foram vítimas de estupro. É um problema sabidamente grave, mas crescente.

sábado, 13 de julho de 2013

Os perigos do Estatuto do Nascituro



Já aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação e aguardando designação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o Estatuto provocou a indignação de movimentos sociais ligados à defesa dos direitos humanos. 

Se aprovado, a mulher estuprada que viesse a engravidar seria submetida à tripla humilhação de (1) ter sido agredida sexualmente, (2) ser coagida pelo Estado a carregar no ventre as lembranças de ato tão nefasto, e (3) conviver com o agressor, que seria obrigado a pagar pensão à criança.
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