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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gramsci: hegemonia e luta de classes

Cezar Xavier

No debate ocorrido em São Paulo, nesta quinta-feira (21), o estudioso de Antonio Gramsci, o filósofo italiano Gianni Fresu, mostrou como o pensamento daquele teórico, morto a exatos 80 anos, é a continuidade e avanço de temas importantes para Lênin, assim como permitem a compreensão da estratégia para o processo revolucionário, ainda que tantos esforços tenham sido feitos por setores à direita e à esquerda, para tornar o autor um mero reformista social-democrata.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Subjetividades no ponto cego da esquerda


Diante da falência de perspectivas, qual a alternativa proposta pela esquerda? A direita estilo-Trump acena com a restauração dos projetos nacionais autoritários, cujos modos de subjetivação – centrados no macho-adulto-branco – são velhos conhecidos.

Tatiana Roque

Meritocracia e empreendedorismo são as palavras da moda, com todo o léxico que as acompanha: capacitação, coaching, diferenciação, profiling e por aí vai. Ideias e valores derivados dos princípios da concorrência que estruturam o projeto neoliberal. Sabemos que o neoliberalismo não se reduz a um sistema econômico. Em escala pouco visível, atuam mecanismos para instalar a concorrência em todas as relações sociais e, por isso, as subjetividades viraram alvos do governo neoliberal. Governar não significa apenas deter o poder político, significa organizar, facilitar e estimular a concorrência nos mais diversos âmbitos da vida social, como resume Foucault¹ .

domingo, 10 de abril de 2016

Que julgamento é possível na era do empobrecimento da subjetividade?


Marcia Tiburi e Rubens Casara

A ausência de reflexão é uma das causas da personalidade autoritária. A crença no uso da força para resolver os mais variados problemas sociais é característica dessa personalidade. A percepção de que os direitos e garantias fundamentais são obstáculos tanto à eficiência repressiva do Estado quanto ao funcionamento do mercado são, por sua vez, sintomas de uma sociedade formada por pessoas que se acostumaram com o arbítrio e que se revelam incapazes de compreender a importância dos limites ao exercício do poder inerentes ao Estado Democrático de Direito.

sábado, 12 de abril de 2014

Negri: Deve haver uma maneira de reconhecer a derrota sem sermos derrotados


Do estudo de Espinosa à inspiração na poética de Leopardi, o projeto negriano encontra “o pleno do ser comum” entre o vazio inicial e o nada final

Giuseppe Cocco


É sempre difícil escrever em pouco espaço sobre um autor tão complexo. Ainda mais quando se trata de um amigo e parceiro. Contudo, o que vivenciamos no Brasil desde junho de 2013 torna essa tarefa mais desejável e até urgente. Não cabe aqui apresentar o conjunto do pensamento do Negri, desde sua participação na renovação heterodoxa do marxismo da década de 1960 até o período de seu diálogo com o pós-estruturalismo francês, passando pela autonomia operária da década de 1970, a prisão, o exílio, e novamente a prisão. Mas podemos tentar apresentar alguns pontos que nos parecem particularmente atuais na conjuntura brasileira dos desdobramentos do levante de junho de 2013, o que faremos em três momentos: (1) a persistência do perspectivismo revolucionário; (2) o método da tendência; (3) uma avaliação de algumas das teses de GlobAL, o livro que escrevemos juntos sobre o impacto da globalização (da constituição imperial) na América Latina.
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