Carlos Heitor Cony
De todas as violências e ilegalidades postas em prática pela quartelada de 1º de abril, a mais repugnante, a mais abjeta é a oficialização e santificação da delação. Não acreditei como totalmente verídica, no primeiro momento, a notícia de que o Ministro da Educação teria institucionalizado tal crime em sua repartição. Mas era verdade, E não só verdade para o Ministério da Educação, como verdade para todo o aparelho político –militar que sufoca o País. No governo da Guanabara, em outros governos, no IAPC, nos demais institutos, na cidade e no País a delação foi guindada a mérito, com direito a recompensa.
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quarta-feira, 18 de abril de 2018
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Zaidan : O drama da classe média
Michel Zaidan Filho
Segundo Aristóteles, a classe média é a salvação da democracia. Para ele, ela atenuava a desigualdade social. Quando maior fosse, impedia que uma pequena minoria fosse muito rica; e a grande maioria pobre. Ou seja, quando mais extensa ela fosse, mais o risco de um desequilíbrio social seria evitado. Este sábio pensamento do estarigita poderia ter evitado a corrupção da democracia ateniense e o advento dos demagogos e tiranos na ágora de Atenas. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Caiu a democracia, Atenas tornou-se imperialista e foi derrotada por Esparta.
No resto do mundo, quando se fala em “classe média” é o terceiro Estado, o povo e a burguesia, ou num estrato da população que é conhecido como trabalhadores de “colarinho branco”, para se diferenciar do marrom dos macacões dos operários da indústria. Nos EE.UUs. onde se tem notícia da maior classe média do planeta, esta classe costuma ser a âncora do capitalismo (e da economia de mercado) e da democracia americana. Para onde for a classe, vai o regime político dos “Yanques”, que se gabam de ter um regime político estável em razão da força de sua classe média, enquanto consumidora e eleitora.
Segundo Aristóteles, a classe média é a salvação da democracia. Para ele, ela atenuava a desigualdade social. Quando maior fosse, impedia que uma pequena minoria fosse muito rica; e a grande maioria pobre. Ou seja, quando mais extensa ela fosse, mais o risco de um desequilíbrio social seria evitado. Este sábio pensamento do estarigita poderia ter evitado a corrupção da democracia ateniense e o advento dos demagogos e tiranos na ágora de Atenas. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Caiu a democracia, Atenas tornou-se imperialista e foi derrotada por Esparta.
No resto do mundo, quando se fala em “classe média” é o terceiro Estado, o povo e a burguesia, ou num estrato da população que é conhecido como trabalhadores de “colarinho branco”, para se diferenciar do marrom dos macacões dos operários da indústria. Nos EE.UUs. onde se tem notícia da maior classe média do planeta, esta classe costuma ser a âncora do capitalismo (e da economia de mercado) e da democracia americana. Para onde for a classe, vai o regime político dos “Yanques”, que se gabam de ter um regime político estável em razão da força de sua classe média, enquanto consumidora e eleitora.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Um novo regime?; por André Singer
Preservar o núcleo democrático representado por eleições livres e competitivas é a tarefa do momento.
As comparações entre 1964 e 2016 devem ser feitas com cuidado. No primeiro caso houve o golpe de Estado clássico do século 20: tomada do poder violento pelas Forças Armadas e supressão das liberdades democráticas. No segundo, usaram-se as próprias regras democráticas. Foi um golpe por dentro, parlamentar, por isso, preservando, até aqui as liberdades básicas de expressão, reunião e organização.
domingo, 13 de março de 2016
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