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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Não repetir os erros de Lula e Dilma


...Para repetir os governos de Lula-Dilma? Com suas alianças escabrosas, suas políticas de “gestão do sistema”, sua promiscuidade com empresários e políticos safadíssimos? Este é o preço indispensável para “chegar lá”? Esquerdas financiadas por grandes bancos e imensas empreiteiras?...

Daniel Aarão


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A bancada da bíblia.


Rene Carvalho

Um ponto de partida possível é compreendermos que não existe uma bancada evangélica. Existem pastores e lideranças de igrejas que professam posições de direita / extrema direita e buscam se apresentar como representantes da massa evangélica e protestante. O que temos na verdade são deputados de direita que se reclamam do Evangelho. Muitos dos quais se aproveitam da exploração descarada de temores básicos presentes na população. Medo da morte, da pobreza, de comportamentos morais e sexuais considerados “desviantes” e que são por eles demonizados e até medo “do comunismo”...

domingo, 27 de agosto de 2017

O morro não tem vez

Siro Darlan

O aniversário de morte de Getúlio Vargas me fez meditar sobre o atual estado de perdas de direitos que estamos enfrentando na sociedade brasileira. Na magistratura se fala que somos a bola da vez porque estamos na berlinda do ódio dos políticos que se acham vítimas das ações do Ministério Público e do Judiciário. No operariado a tristeza de ver todos os direitos sociais conquistados sendo tungados pela ação legislativa que procura servir os interesses do capital. Se nós magistrados cochilamos quando do primeiro assalto aos direitos constitucionais e aplaudimos a derrubada de uma presidente honesta, devíamos saber que após um golpe permitido pelo judiciário conivente haveria mais o que perder.

sábado, 15 de julho de 2017

A rebeldia das senadoras

Daniel Aarão Reis

Já dizia um antigo: de um céu azul não relampejam faíscas. A faísca mais recente aconteceu no Senado. Enquanto durou, como imaginou Benjamin, ela iluminou as ruínas de uma República democrática que se desmancha.

O desmanche começou com o não reconhecimento da eleição de Dilma. Desdobrou-se no longo processo que se encerrou com o afastamento da presidente.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sociedade da corrupção: o que leva políticos e empresários a se entregar à indecência escancarada?

No Brasil, corromper se tornou modo de vida, apoiado no tripé impunidade, vício e banalidade. Mas o que levou uma legião de políticos, servidores e empresários a se entregar à indecência escancarada?

Jurandir Freire Costa

É de Thomas Jefferson a frase: “Estremeço por meu país quando reflito que Deus é justo; que Sua justiça não pode dormir para sempre”. Deixemos de lado o tom religioso do apelo feito a Deus por um dos artífices da democracia ocidental. No discurso de Jefferson, o que salta à vista é o temor de que certas iniquidades atropelem a justiça mundana e exijam uma força transcendente para barrar sua expansão.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Temer luta por concessão de rádio e tv para políticos


Temer agrada políticos: Concessão de rádio e TV
Temer vai ao STF para evitar proibição de concessões de rádio e TV para políticos


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Quinze dias depois


Democracia ?
 Marco Aurélio Nogueira - Maio 2016
 
O governo Temer continua a se mexer com dificuldade. A estratégia de blindar a economia e as relações exteriores, dando-lhes estrutura técnica superior, e de negociar o resto para obter maioria parlamentar tem feito com que acerte no atacado, mas erre no varejo. Na escolha dos ministros, mostrou que é prisioneiro do sistema político e permeável às suas chantagens. Com isso, distanciou-se da sociedade. Nem sequer conseguiu entabular relação produtiva com a opinião pública.

sexta-feira, 13 de março de 2015

HSBC: o Silêncio




HSBC: apenas a ponta do iceberg

Punir banco que ajudou super-ricos a sonegar é primeiro passo. Mas essencial será compreender — e desmontar — políticas que permitiram à aristocracia financeira concentrar riquezas como nunca

“O que é recompensado pelo alto é punido por baixo…
Os lucros são privatizados, os prejuízos são socializados”

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O sentimento de (in)justiça

Contardo Calligaris

As campanhas eleitorais são momentos de vale-tudo, ou quase. Mentir sobre o adversário (seu programa, seu caráter etc.) é de praxe.

Afinal, o que importa é ganhar, não é? Então, vamos lá: Sicrano vai acabar com o Bolsa Família, Fulano vai proteger só os interesses dos grandes bancos, o outro destruirá o agronegócio e o outro ainda abolirá a propriedade privada.

Alguns, sábios, temem que essa avalanche de mentiras e calúnias comprometa o amanhã. Afinal, o vencedor terá que governar com alguns entre os derrotados. Depois de tamanho derramamento de "sangue", como é que eles conseguirão cooperar no interesse do país? Como construirão alianças viáveis?

Coronelismo, antena e voto: a apropriação política das emissoras de rádio e TV

O coronelismo é antidemocrático

Como a prática, recorrente no Brasil, de políticos eleitos se tornarem proprietários de empresas concessionárias de rádio e televisão ou de radiodifusores serem eleitos para cargos do poder público e passarem a legislar em causa própria é prejudicial à democracia

Carlos Gustavo Yoda*

“Coronel” é patente militar em quase todos os exércitos do mundo. O mais alto posto antes de “general” dentro das Forças Armadas do Brasil, figura responsável pelo regimento de uma ou mais tropas ou companhias. No Nordeste brasileiro, “coronel” também é sinônimo de grandes proprietários de terra, “os coroné”, quem manda, aquele que dita as regras. Daí o termo “coronelismo”, cunhado, em 1948, no clássico da ciência política moderna Coronelismo, Enxada e Voto, do jurista Victor Nunes Leal, para dar nome ao sistema político que sustentou a República Velha (1889-1930). Entre as interpretações de documentos, legislações e dados estatísticos, o livro explica como o mandonismo local se misturava aos altos escalões das estruturas de poder.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Antônio Mariz, o último estadista da Paraíba


A Vala Comum da Insignificãncia

Ademir Alves de Melo*

Afirmo, reiteradamente, sem medo de erra: Antônio Mariz foi o último estadista da Paraíba. Foi um homem de estatura intelectual, humanística, política e moral como poucos que este estado já gerou. Demonstrava extraordinária capacidade de trabalho, mesmo quando o organismo fraquejava e negava-lhe energias físicas, consumido como estava por uma enfermidade silenciosa, agressiva e implacável. Ainda assim, hauria forças - não se sabe de onde - para seguir adiante com a sua missão histórica.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Imaginário político pernambucano: "Eu sou mameluco, eu sou leão do norte...."


Michel Zaidan Filho:

Como as épocas históricas, os povos não são tradicionalistas por vocação. São por necessidade. Desde a Revolução de 30, quando as oligarquias estaduais perderam parte do poder de que gozavam, produziu-se um discurso saudosista, cujo objetivo era provar que o Brasil, a brasilidade, os brasileiros tinham nascido no Norte, no Nordeste, em Pernambuco ou em Apipucos, Olinda, nos Montes Guararapes ou no marco zero....

Essa astuta engenharia simbólica produziu uma religião, uma igreja e seus sacerdotes. O seu grão-mestre chamava-se Gilberto Freyre, e sua obra "a brasilidade nordestina".
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