Siro Darlan*
O ódio está no ar. Hoje qualquer reação das minorias diante do poder de coação e crimininalização dos hipossuficientes são tidas como absurdo. Foi o que aconteceu quando do anúncio do Congresso de Criminologia, Direito e Processo Penal retratado na arte de Carlos Latuf com o Estado Policial espancando um trabalhador. A reação foi de condenação à interpretação artística dessa violência real e inegável contra o povo pobre da periferia, os negros, gays e lésbicas. Quem matou Patrícia Acioly com 21 tiros? Quem matou Amarildo? A primeira representando o estado comprometido com o direito a exigir o respeito às leis e o segundo representando a opressão que sofre o povo trabalhador.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017
domingo, 27 de agosto de 2017
O morro não tem vez
Siro Darlan
O aniversário de morte de Getúlio Vargas me fez meditar sobre o atual estado de perdas de direitos que estamos enfrentando na sociedade brasileira. Na magistratura se fala que somos a bola da vez porque estamos na berlinda do ódio dos políticos que se acham vítimas das ações do Ministério Público e do Judiciário. No operariado a tristeza de ver todos os direitos sociais conquistados sendo tungados pela ação legislativa que procura servir os interesses do capital. Se nós magistrados cochilamos quando do primeiro assalto aos direitos constitucionais e aplaudimos a derrubada de uma presidente honesta, devíamos saber que após um golpe permitido pelo judiciário conivente haveria mais o que perder.
O aniversário de morte de Getúlio Vargas me fez meditar sobre o atual estado de perdas de direitos que estamos enfrentando na sociedade brasileira. Na magistratura se fala que somos a bola da vez porque estamos na berlinda do ódio dos políticos que se acham vítimas das ações do Ministério Público e do Judiciário. No operariado a tristeza de ver todos os direitos sociais conquistados sendo tungados pela ação legislativa que procura servir os interesses do capital. Se nós magistrados cochilamos quando do primeiro assalto aos direitos constitucionais e aplaudimos a derrubada de uma presidente honesta, devíamos saber que após um golpe permitido pelo judiciário conivente haveria mais o que perder.
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