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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Efeitos perversos da salvação do país


Juremir  Machado

A ideia era boa. Combater a corrupção. Eles se vestiram de verde e amarelo e foram às ruas. Eram homens e mulheres de meia idade com alguns anos de trabalho pela frente. Eram senhoras e senhores aposentados. Eram jovens preocupados com o futuro. A causa era tão urgente que, para tirar os corruptos do governo, aceitaram colocar no lugar deles gente de reputação duvidosa, mas que lhes parecia menos pior. Panelas bateram. Manifestações multiplicaram-se. Parques, antes reservados ao lazer das elites, viraram palcos de ação política.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O apelo do passado


"Entre os atributos mais surpreendentes da alma humana", diz Lotze, "está, ao lado de tanto egoísmo individual, uma ausência geral de inveja de cada presente com relação a seu futuro".

Essa reflexão conduz-nos a pensar que nossa imagem da felicidade é totalmente marcada pela época que nos foi atribuída pelo curso da nossa existência. A felicidade capaz de suscitar nossa inveja está toda, inteira, no ar que já respiramos, nos homens com os quais poderíamos ter conversado, nas mulheres que poderíamos ter possuído.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Zaidan: Memória e libertação, rememoração, experiência e salvação



Michel Zaidan Filho,

 “O esquecimento é uma forma de reificação. A memória, de libertação”

Jorge Semprum
 
O tema da memória e da rememoração (anamnese) passou a ter importância no mundo moderno a partir da perda da dimensão social e coletiva da memória. A divisão social do trabalho e o aparecimento de um tipo de sociabilidade anômala, egoísta e desenraizada socialmente. É a temática da alienação e reificação típicas do capitalismo tardio ou administrado, onde os indivíduos não se reconhecem na organização e nem mantém entre si qualquer laço ou relação humana.

sábado, 17 de outubro de 2015

Memória e Libertação, Rememoração, Experiencia e Salvação



Michel Zaidan

“0 esquecimento é uma forma de reificação. A memória, de libertação”. Jorge Semprum.


0 tema da memória e da rememoração (anaminese) passou a ter importância, no mundo moderno, a partir da perda da dimensão social e coletiva da memória. A divisão social do trabalho e o aparecimento de um tipo de sociabilidade anômala, egoísta e desenraizada socialmente. É a temática da alienação e reificação típicas do capitalismo tardio ou administrado, onde os indivíduos não se reconhecem na organização e nem mantém entre si qualquer laço ou relação humana.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A beleza salvará o mundo



Luiz Felipe Ponde

Caro leitor, cara leitora, que sua semana se abra com tamanha beleza: "Meu único amor, nascido de meu único ódio! Cedo demais o vi, ignorando-lhe o nome, e tarde demais fiquei sabendo quem é. Monstruoso para mim é o nascedouro desse amor, que me faz amar tão odiado inimigo". É uma fala de Julieta, na peça "Romeu e Julieta" de William Shakespeare.


E mais: "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora! Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Salvação Pela Arte: Arthur Bispo do Rosário


Artista plástico sergipano reverenciado no seu tempo, Bispo foi imortalizado pela atemporalidade da arte.

A arte enseja desconstruções de concepções para a abertura do desaprendizado instigante de significações, ou seja, a arte contemporânea “não fornece respostas, ela problematiza, inquieta… Há articulações de questionamentos possibilitando pluralidade de leituras’’, evidenciando o que Bispo do Rosário ressoou com suas rupturas estéticas e perturbadoras.

Experimentou-se dentro dos muros de instituições psiquiátricas, principalmente na Colônia Juliano Moreira (diagnosticado como esquizofrênico paranoide), depois de perambular, por dias, pela Igreja da Candelária e Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, proferindo a salvação e julgamento dos vivos e mortos pela sua determinação; começando esse seu primeiro surto após ouvir vozes de anjos o consagrando como Jesus Cristo, numa data bastante simbólica; meia-noite de 24 de dezembro de 1938.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

“A ideia da salvação imediata causa angústia”



Conferência da britânica Karen Armstrong abriu o Fronteiras do Pensamento de 2013.

Iuri Müller

Durante a noite de segunda-feira (6), no Salão de Atos da UFRGS, a escritora Karen Armstrong inaugurou a série de conferências do Fronteiras do Pensamento em 2013. Com diversos livros publicados no Brasil, a britânica defendeu a religião como “habilidade prática”, contou que encontrou “genialidades” em todas as religiões que estudou, e comentou assuntos que há tempos geram discussões no Brasil, como o sincretismo religioso e o crescimento das igrejas neopentecostais. No final da conferência, Armstrong ainda deixou “uma recomendação” para o papa Francisco.
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