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domingo, 17 de maio de 2015
A difícil tarefa de perceber o outro
Victória Monteiro
“O império do eu” foi uma expressão utilizada pelo filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) para descrever o fato de que, em última instância, durante toda nossa existência estamos presos a um imperativo: nós mesmos, e nosso esquecimento pragmático e constante de que somos apenas mais um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. E ainda que possamos entender sua filosofia como o “exercício de pensar contra si mesmo”, Cioran já nos advertiu, em sua obra Breviário de decomposição:
quarta-feira, 16 de abril de 2014
A Salvação Pela Arte: Arthur Bispo do Rosário
Artista plástico sergipano reverenciado no seu tempo, Bispo foi imortalizado pela atemporalidade da arte.
A arte enseja desconstruções de concepções para a abertura do desaprendizado instigante de significações, ou seja, a arte contemporânea “não fornece respostas, ela problematiza, inquieta… Há articulações de questionamentos possibilitando pluralidade de leituras’’, evidenciando o que Bispo do Rosário ressoou com suas rupturas estéticas e perturbadoras.
Experimentou-se dentro dos muros de instituições psiquiátricas, principalmente na Colônia Juliano Moreira (diagnosticado como esquizofrênico paranoide), depois de perambular, por dias, pela Igreja da Candelária e Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, proferindo a salvação e julgamento dos vivos e mortos pela sua determinação; começando esse seu primeiro surto após ouvir vozes de anjos o consagrando como Jesus Cristo, numa data bastante simbólica; meia-noite de 24 de dezembro de 1938.
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