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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Walter Benjamin: o marxismo da melancolia
Antônio Cândido
Este livro de Leandro Konder é a introdução ideal ao conhecimento de um dos intelectuais mais atraentes da primeira metade do século [passado]. Claro e preciso, sem vislumbre de pretensão, ele vai desdobrando, conforme um plano bem traçado, os diferentes níveis que é preciso levar em conta: o quadro social, a formação, as relações decisivas, a aquisição das ideias, os escritos, a força do destino que desfecha em tragédia. Graças a isso, podemos encontrar um Walter Benjamin expressivo em sua delicada complexidade, tornado acessível mas nunca simplificado.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Revolta e melancolia, de Michael Löwy e Robert Sayre
Marcelo Ridenti
Acaba de chegar da gráfica Revolta e melancolia: O romantismo na contracorrente da modernidade, o livro definitivo de Michael Löwy e Robert Sayre sobre o veio revolucionário na tradição romântica.
O que é o romantismo? Essencialmente, uma resistência ao modo de vida na sociedade capitalista moderna. Sob a dupla luz da estrela da revolta e do “sol negro da melancolia”, Michael Löwy e Robert Sayre mostram que o movimento se opõe, em todas as áreas (poesia, arte, política e filosofia), à civilização engendrada pela revolução industrial. Longe de ser apenas a cultura típica do século XIX, a visão romântica do mundo persiste influenciando a produção social contemporânea e constitui um questionamento profundo da economia de mercado e da sociedade dominada por ela. O livro integra a Coleção Marxismo e Literatura, coordenada por Michael Löwy na Boitempo.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Clarice Lispector e a armadilha da melancolia
Paulo Gleich
Em 15 de junho de 1968, Clarice Lispector publicou em sua então coluna semanal no Jornal do Brasil uma crônica intitulada Pertencer. No texto, escreve sobre sua sensação de jamais pertencer a nada, a ninguém, e da radical solidão que era sua mais fiel companheira. Também fala do desejo de pertencer:
“…pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.”
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