Zygmunt Bauman: 'Três décadas de orgia consumista resultaram em uma sensação de urgência sem fim'
A frouxidão de nossa era está novamente sob escrutínio do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Criador do conceito de modernidade líquida, que acusa a fragilidade das relações atuais, ele se volta às angústias destes “dias de interregno”: quando os velhos jeitos de agir já não servem, mas os novos não foram inventados. “Trinta anos de orgia consumista resultaram em um estado de emergência sem fim”, diz – e indica uma saída: “O que pensávamos ser o futuro está em débito conosco. Para superar a crise, temos de ‘voltar ao passado’, a um modo de vida imprudentemente abandonado”
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
terça-feira, 9 de agosto de 2016
O medo leva ao autoritarismo e Estado de exceção
"Os vínculos se despedaçam, o espírito de solidariedade enfraquece, a separação e o isolamento tomam o lugar do diálogo e da cooperação", afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você
“As redes sociais são uma armadilha”
Ricardo de Querol entrevista Zygmunt Bauman (Trecho)
R.Q.: As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?
Ricardo de Querol entrevista Zygmunt Bauman (Trecho)
R.Q.: As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?
domingo, 20 de dezembro de 2015
Sou visto, logo existo: Bauman e a Cegueira Moral
Erick Morais
“A participação na sociedade confessional é convidativamente aberta a todos, mas há uma grave penalidade para quem fica de fora. Os que relutam em ingressar são ensinados (em geral do modo mais duro) que a versão atualizada do cogito de descartes é “sou visto, logo sou” – e quanto mais pessoas me veem, mais eu sou...”
Pascal já dizia que o encontro mais doloroso da vida é entre o eu e o mim. Passados mais de trezentos anos, o homem moderno com toda sua inteligência e exuberância, ainda teme esse encontro, pois sabe que enxergar-se sem uma máscara pode não ser uma experiência das mais entusiásticas.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Bauman: Onde está a força educacional?
Zygmunt Bauman derruba utopias e diagnostica o nosso tempo
Os estudos do sociólogo polonês Zygmunt Bauman põem em xeque nossas ilusões e autoenganos. Suas observações sobre o hiperconsumismo (em que desejamos ser consumidores e também consumidos), a fragilidade dos laços humanos, as incertezas e fobias da vida líquido-moderna, os impasses da economia global, a busca de segurança total que provoca ainda maior insegurança são acompanhadas por análises que nos obrigam a colocar os pés no chão. Num chão que não cessa de tremer.
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