sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Indústria do alumínio: A floresta virada em pó




Reportagem produzida pelo Núcleo Amigos da Terra Brasil mostra casos de destruição social e ambiental que empresas transacionais provocam nos Estados do Pará e Maranhão, onde está concentrada mais de 80% da bauxita explorada no Brasil. O alumínio é uma das principais commodities brasileiras e o país é o 6º produtor mundial do metal, atrás da China, Rússia, Canadá, Austrália e EUA. O Brasil possui a terceira maior jazida de bauxita do mundo e é o quarto maior produtor mundial de alumina.

Bruna Engel, do Núcleo Amigos da Terra Brasil


Violação aos direitos humanos e degradação da natureza andam juntos quando o tema é territórios ocupados pelas corporações de mineração e produção de alumínio. Tão útil e adaptado aos modos de vida moderno, por ser leve, macio e resistente, esse metal esconde um processo industrial penoso e degradante. A reportagem cinematográfica publicada aqui revela casos de destruição social e ambiental que empresas transacionais provocam nos Estados do Pará e Maranhão, onde está concentrada mais de 80% da bauxita explorada no Brasil.


Ao percorrer todas as etapas do processo industrial (mineração da bauxita, transporte por mineroduto, refino da alumina e a redução desta para obtenção do alumínio), a equipe de repórteres flagra diversas ameaças aos povos tradicionais e aos trabalhadores da indústria, e dá voz aos afetados. São populações rurais de baixa renda e sem assistência dos poderes públicos - com exceção do Ministério Público Federal, que ainda exige o cumprimento das leis e busca assegurar as reparações aos povos afetados.

A maioria das comunidades, até que a destruição comece, desconhece as estratégicas de inserção e apropriação de territórios exercidos pelas corporações mineiras, assim como seus direitos e a legislação que rege as relações comerciais do setor no Brasil.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PT de João Pessoa, PB., vai deixar Conselho Político



PT municipal revela acordo que fez com Nacional e Estadual para deixar Conselho Político de Agra



 Pedro Callado



O presidente do diretório municipal do PT, Antônio Barbosa, explicou que chegou a um acordo com o diretório estadual e o nacional para deixar o Conselho Político do prefeito Luciano Agra (PSB), e ressalta que não foi uma ordem da Nacional, mas sim, uma sugestão.


Barbosa contou que foi até São Paulo conversar com o presidente nacional do partido e ele fez uma ponderação, para que o PT de João Pessoa deixasse o Conselho de Agra até que fosse definido o projeto político para as eleições de 2012. “Foi um acordo que fizemos, nossa parte é deixar o Conselho e o diretório estadual deve se abstiver das declarações de que o PT já tem um candidato definido, o que não é o caso”, disse.


“O PT tem um pré-candidato (deputado estadual Luciano Cartaxo), isso é um fato, mas ainda não é definido. Isso será decidido apenas no dia 18 de março, só aí vamos saber se teremos um candidato-próprio. Enquanto isso, continuamos aliados do prefeito Luciano Agra, isso não mudou”, colocou.


O presidente municipal revelou que teve uma surpresa desagradável, “o PT em Campina Grande faz parte do Conselho Político do PMDB, então a estadual faz toda essa pressão para sairmos do Conselho aqui em João Pessoa, mas em Campina Grande isso não existe”, ponderou.



Paraíba.com

Por que tanto medo de regular a radiodifusão?


 

Eugênio Bucci, jornalista, é professor da Eca-USP e da ESPM - O Estado de S.Paulo

Existe um tabu na imprensa brasileira: ela não gosta de falar sobre a necessidade de um novo marco legal para as emissoras de rádio e TV. Os grandes jornais só entram no assunto muito raramente. Os telejornais, então, quase nunca. Não obstante, estamos falando de um déficit que engessa a nossa democracia. É quase inacreditável que até hoje inexistam regras jurídicas modernas para disciplinar o funcionamento da radiodifusão. E, quanto a isso, a principal manifestação da nossa imprensa tem sido o mutismo.
Há exceções? É evidente que sim. Aqui e ali pipocam referências ocasionais ao tema. Este jornal, por exemplo, às vezes toca na ferida. Agora mesmo, há pouco mais de uma semana, no dia 4 de dezembro, um editorial do Estado reafirmou: "A necessidade de modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas, é absolutamente pacífica". Exceções à parte, porém, o que predomina é mesmo o silêncio.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Brasil no mundo dominado por criminosos do mercado financeiro



Mauro Santayana: O Brasil e os tempos de crise


Sarkozy teme que a Europa exploda, e quer uma solução urgente para o problema econômico do continente. O Tratado de Roma, de março de 1957, envelheceu. As confederações, e a Europa Unida é uma delas, têm a vigência das circunstâncias, amarradas ao perigo ou à esperança, mas se dissolvem quando um estado ou um grupo de estados pretendem nelas exercer a hegemonia.

Assim ocorreu com a Confederação de Delos, que havia unido o mundo grego contra os persas. Ela sucumbiu diante do imperialismo ateniense, que levou à Guerra do Peloponeso. A definitiva dissolução ocorreu com a invasão de Filipe da Macedônia, em 378 a.C. – e a Grécia, também nisso, foi um modelo de todas as confederações e impérios do Ocidente.

O mundo chegou a essa exasperação da crise por falta de estadistas. Chegamos a uma situação na qual Ângela Merkel e Sarkozy resolvem ditar o comportamento dos demais países da Europa, e encontram o contraponto de um velho rival histórico, a Inglaterra – também sob o poder nominal de outro governante medíocre, David Cameron. Todos eles estão fazendo de conta, porque quem está mandando não são eles: é o quase senhor do mundo, o Goldman Sachs Bank que, neste momento, exerce o poder de fato e de direito na Itália, com Mário Monti; na Grécia, com Lucas Papademos; e dirige a economia de todo o continente, mediante o Banco Central Europeu, com Mário Draghi. Todos os três são empregados do Goldman.

Cruz Vermelha no Trauma, JP: Procurador x Jornalista




Procurador do Trabalho na Paraíba compara jornalista a Pinóquio



Em um artigo contundente, o procurador Chefe do Trabalho na Paraíba critica a postura de um jornalista paraibano e chega a compará-lo a um Pinóquio, postando imagem do boneco mentiroso em seu blog.

Não costumo responder ao que a imprensa publica a respeito de minha atuação como membro do Ministério Público da União. Sempre defendi a liberdade de expressão plena dos jornalistas e creio que um Estado Democrático de Direito não existe com censura à informação.

Contudo, ainda que eu seja um republicano, não devemos confundir liberdade de expressão com abuso de direito. Pois é! Sendo eufemístico, foi a isso, no mínimo, que o jornalista LUÍS TÔRRES procedeu em seu blog, ao estourar a manchete sensacionalista "TCU DESMENTE VARANDAS E NEGA CONCLUSÃO DE RELATÓRIO CONTRA CRUZ VERMELHA NA PB".

Não devo explicações ao referido "folhetim" virtual. Não tenho o menor pudor em assegurar que meu trabalho é sério, imparcial e compromissado EXCLUSIVAMENTE com a legalidade e a Justiça. Aliás, se assim não o fosse, tamanha a quantidade de interesses que contrario neste feudo, os marginais de colarinho branco e gravata italiana já teriam estampado escândalos comigo na grande imprensa.

De toda sorte, a postura do senhor Luís Tôrres feriu minha moral ilibada e minha conduta funcional, e à sociedade, somente a esta, devo explicações na condição de homem público.

Asseguro que o post do jornalista é inverídico, irresponsável, tendencioso e transgressor da ética e dos primados da comunicação social.

Chauí: movimentos sociais construíram a democracia


Marilena Chauí: “Grupo oligárquico não admite nenhuma contestação”

Chauí: movimentos sociais construíram a democracia

Aos 70 anos, a filósofa Marilena Chauí segue avaliando os rumos da política e as grandes transformações sociais e culturais em curso no Brasil e no mundo. Pelo seu diagnóstico, o coração da democracia brasileira está muito debilitado, uma vez que todas as formas de conflito são abafadas ou combatidas com a repressão do Estado, o que impede o avanço na garantia de direitos e no aprimoramento da própria democracia.
“No Brasil, incessantemente, o conflito é transformado em crise e se joga a polícia e o Exército contra a população e os movimentos sociais. A única maneira de afirmar a legitimidade e a necessidade do conflito é mostrar que o mesmo é o coração da democracia”, falou Marilena ao Sul21.

Grupo oligárquico é o núcleo da sociedade brasileira

São Paulo: Defensoria Pública sob ameaça


 






Nesta terça-feira (13), será discutido e votado na Assembleia Legislativa de São Paulo projeto de lei complementar que coloca em risco a manutenção e ampliação da Defensoria Pública do Estado



O projeto, patrocinado pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP), visa alterar a gestão do Fundo de Assistência Judiciária, hoje sob responsabilidade autônoma da Defensoria Pública, para a Secretaria de Justiça do Governo do Estado. Organizações da sociedade civil, movimentos populares e pessoas comprometidas com o acesso à justiça e a advocacia popular prometem fazer barulho na Assembléia e pressionar pelo arquivamento do projeto de lei 65/11.
A alteração da gestão deste fundo significa um duro golpe para a população de baixa renda e para os movimentos sociais em geral, pois foi a partir da luta incansável destes movimentos que a Defensoria de São Paulo foi finalmente criada em 2006, com quase 20 anos de atraso após a promulgação da Constituição de 1988, sendo uma das últimas do país a ser constituída. A mobilização que culminou na sua criação envolveu mais de 400 entidades da sociedade civil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Contra a banalização das Medidas Provisórias


Deputado denuncia banalização de Medidas Provisórias

O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) informou durante entrevista ao Portal PB Agora que vai apresentar um projeto de emenda constitucional para alterar a Constituição do Estado da Paraíba e acabar com a banalização das Medidas Provisórias (MPs). Só este ano foram 30 MPs apresentadas pelo Governo do Estado.

“Existe uma banalização do uso de Medidas Provisórias no Estado da Paraíba. Esse ano está beirando a casa de 30 MPs encaminhadas para a Assembleia Legislativa. Para acabar com isso estamos apresentando um projeto de emenda constitucional que altera a constituição da Paraíba e extingue esse processo de edição de MPs”, explicou Luciano.

O Parlamentar disse ainda que a banalização de MPs acaba deixando de lado a importância e a prioridade dessas medidas. “Para editar uma MP tem que levar em conta a relevância e a urgência. Nenhuma das medidas encaminhadas pelo Governo nesta Casa atende esse pré-requisito. Outros governos também vem utilizando MPs o que atrapalha o processo legislativo”.

Para Cartaxo a solução encontrada foi encaminhar um projeto de emenda constitucional que altera a constituição do Estado da Paraíba e extingue esse processo de edição de MPs. 

“Queremos utilizar a lei delegada que é uma lei importante onde o governador encaminha para essa Casa um pedido de autorização para editar uma lei ordinária. São estabelecidas condições necessárias de relevância e urgência na Assembleia. Essa lei passa por uma análise e se atender esses dois pré-requisitos será autorizada para governador fazer a Lei Ordinária”.

O deputado finaliza a explicação dizendo que dessa forma os três poderes sairão fortalecidos, além de garantir a autonomia e preservar o processo legislativo.

PB Agora

Separação de presos provisórios e definitivos


Tribunal de Justiça de São Paulo ordena separação de presos provisórios e definitivos


Por maioria, a 3ª Câmara de Direito Público decide no mesmo sentido da tese apresentada pela Conectas no caso

Como defendido pela Conectas no processo, a 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu manter a condenação da Fazenda Pública estadual a não encarcerar e nem manter encarcerados presos com condenação definitiva que estejam em cadeias públicas e delegacias de polícia, determinando a remoção dos que já se encontram nessa situação para estabelecimentos prisionais adequados. 

A importância da decisão está no fato de que a demanda apresentada pelo Ministério Público estadual insere-se em um quadro mais amplo de superlotação carcerária. Sabe-se que as cadeias públicas comportam um número muito maior de pessoas do que a sua capacidade permite, o que está diretamente associado à condição desumana e insalubre em que vivem os presos nesses locais. A própria estrutura física de estabelecimentos destinados a receber presos provisórios não é projetada para manter pessoas encarceradas por um longo período de tempo. A ocorrência de maus tratos e tortura também são constantes, o que se agrava a partir do momento em que presos ficam sob custódia de autoridades investigativas. 

Conectas contribuiu com o julgamento oferecendo dados atualizados que ilustram que as sistemáticas violações de direitos humanos das pessoas presas ainda são realidade no Estado de São Paulo, mesmo que já tenham se passado mais de dez anos da propositura da ação. O pedido de ingresso como amicus curiae foi indeferido pelo desembargador relator do caso, porém a petição foi mantida nos autos e os argumentos considerados pelo desembargador Antônio Malheiros durante o julgamento. 



Entenda melhor o caso:

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público de São Paulo em face da Fazenda Pública do Estado de São Paulo em 1998. O pedido foi julgado improcedente em primeira instância, porém a sentença foi reformada em sede de apelação pela 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, proibindo o recolhimento e a custódia de presos definitivamente condenados em Cadeias Públicas dos Distritos Policiais e Delegacias Especializadas da Capital e determinando a imediata remoção para estabelecimentos prisionais adequados dos que já se encontram nessa situação.

Como houve um voto vencido nesse julgamento, a Fazenda opôs embargos infringentes, que hoje foram rejeitados por três votos a dois, contra o voto do desembargador relator, Ângelo Malanga, mantendo-se a decisão anterior (autos nº 9092747-45.2002.8.26.0000). 

Leia na íntegra o amicus curiae apresentado pela Conectas. 

“Militantes de teclado” e intelectuais públicos


Oposição social na era da Internet


Os “activistas de teclado” não arriscam nada e pouco realizam. O intelectual público faz a ligação entre o descontentamento dos indivíduos e o activismo social da colectividade
Por James Petras, Global Research

A relação entre as tecnologias da informação, e mais precisamente a internet, com a política é uma questão central para os movimentos sociais contemporâneos. Tal como outros avanços tecnológicos no passado, as tecnologias da informação (TI) servem um duplo propósito: por um lado contribuem para acelerar os movimentos de capitais (sobretudo de capitais financeiros), facilitando uma globalização imperialista. Por outro, a internet fornece importantes fontes alternativas de análise, assim como uma forma fácil de comunicação, que pode servir para a mobilização dos movimentos populares.
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Comentários finais: “militantes de teclado” e intelectuais públicos
A oposição social é definida pela intervenção pública: pela presença das colectividades nos comícios políticos, pelos indivíduos que discursam em encontros públicos, por activistas que se manifestam em praças públicas, sindicalistas militantes que defrontam os patrões, pessoas pobres que exigem aos governantes locais para morar e serviços públicos…
Discursar activamente num comício público, formular ideias e programas, propor estratégias através da acção política, constitui o papel de um intelectual público. Sentar-se a uma secretária num escritório para, num esplêndido isolamento, enviar cinco manifestos por minuto define um “militante de teclado”. Esta é uma forma de pseudo-militância que separa as palavras dos actos. A “militância” de teclado é um acto de inacção verbal, de “activismo” inconsequente, uma revolução mental de faz-de-conta. A comunicação via internet torna-se um acto político quando se enquadra em movimentos sociais que desafiam o poder. Necessariamente, isto envolve riscos para um intelectual público: desde ataques policiais no espaço público até represálias económicas na esfera privada.
Os “activistas de teclado” não arriscam nada e pouco realizam. O intelectual público faz a ligação entre o descontentamento dos indivíduos e o activismo social da colectividade. O professor universitário vem ao local de acção, fala e regressa ao seu gabinete. O intelectual público fala e faz um compromisso pedagógico de longo termo com a oposição social na esfera pública, tanto através da internet como de frequentes encontros diários cara a cara.
Outras Palavras

O PT da Paraíba – Crise de legitimidade


Zizo Memede




O maior problema do Partido dos Trabalhadores da Paraíba na atualidade está na ausência de legitimidade da presidência estadual da legenda na pessoa do companheiro Rodrigo Soares.Não que Rodrigo seja o único culpado. Todos nós somos culpados – uns mais outros menos – e ninguém entre seus dirigentes sai ileso desta situação pantanosa em que o partido se atolou.

 Todos são sabedores dos erros cometidos no último PED a nível estadual, com destaque para a disputa em Campina Grande, onde a força da prefeitura submeteu o partido ao projeto estadual do PMDB.

Essa interferência do PMDB na economia interna do PT se repetiu em vários municípios pelo Estado a fora e quando o deputado Luiz Couto, derrotado na disputa pela presidência estadual, quis encaminhar um pedido de anulação do PED junto à Direção Nacional nós botamos panos quentes, desanimamos Luiz Couto com a alegação de que isto só iria piorar ainda mais o que já estava muito ruim. Luiz Couto recuou mas nunca engoliu essa história.

Uma vez que o Processo de Eleição Direta não foi tacitamente reconhecido por uma significativa parcela de petistas, o desdobramento imediato, a estratégia política e eleitoral para 2010 seria o palco de uma guerra fratricida. E foi! O partido como um todo perdeu, mas os vitoriosos no PED foram os grandes derrotados. “Ganharam” o partido para a política de Zé Maranhão, com Rodrigo passando a perna no aliado Luciano Cartaxo, mas perderam no voto popular. A política do PMDB da Paraíba para o PT foi derrotada no voto. Nas urnas. A base social mais próxima do PT renegou a política traçada por Rodrigo Soares e seus cúmplices.

Agora estamos num impasse. A ala do PT que foi vitoriosa nas urnas em 2010 não tem maioria na Direção Estadual para construir uma nova hegemonia e uma nova política para o partido. A maioria da Direção Estadual é um balaio de gatos com forças dos mais diversos matizes, do PT de Caaporã, passando por Luciano Cartaxo, aos últimos herdeiros de Trotsk. Essa maioria só se encontra num ponto: Fazer uma oposição raivosa e intransigente ao Governo de Ricardo Coutinho.

Tudo isto vem se somar a um histórico recente de erros políticos e de estratégias eleitorais equivocadas. As melhores lutas eleitorais do PT estão distantes na agenda do passado: nas campanhas de Chico Lopes e Luiz Couto para a prefeitura de João Pessoa e na campanha de Avenzoar em 2002. A partir deste ponto o partido desceu ladeira abaixo. E para um partido onde praticamente todas as forças que adotaram grande pragmatismo eleitoral, não cabem meias palavras: O PT da Paraíba está numa encalacrada.

Na disputa interna que já começou para 2012, João Pessoa tornou-se a grande trincheira das duas bandas do PT. João Pessoa não é a Paraíba, mas o que acontece ali reflete no Estado.

No mais, o que se vê é um partido onde o presidente não é nem de longe uma metáfora da rainha da Inglaterra. Lá a rainha que não manda pelo menos simboliza a unidade da nação. O nosso presidente aqui não dirige porque não tem legitimidade e a sua maioria na direção estadual também não tem política para o partido. Rodrigo Soares não se toca.

Não temos perspectiva de unidade mínima pelo menos até o próximo PED, quando o PT será passado a limpo.

Em tempo: Por que Luciano Cartaxo não apóia o Governo de Ricardo Coutinho?

Por Zizo Mamede

domingo, 11 de dezembro de 2011

A cidade e seus nomes: Cidade Real, Filipéia, Friederickstadt, Parahyba e João Pessoa,

A cidade e seus nomes: Cidade Real, Filipéia, Friederickstadt,   Parahyba e João Pessoa,


Parayba. Post, Frans Jansz, 1612-1680 (il.).


 


Assim, no mesmo ano de 1574, o jovem Rei D. Sebastião resolveu desmembrar a Capitania de Itamaracá, criando a Capitania Real da Paraíba a partir de Igarassu, no sentido norte, até a Baía da Traição. Ocorre que grande parte dessa área era habitada pelos índios potiguaras, povo de índole guerreira, e isso foi um complicador que atrasou em 11 anos a conquista do território.

Somente após 5 expedições, e com o apoio dos índios tabajaras, os portugueses conseguiram derrotar os potiguaras, expulsar os franceses e fundar a Cidade Real de Nossa Senhora das Neves[1] no dia 05 de agosto de 1585. A Cidade de Nossa Senhora das Neves foi a terceira cidade fundada no Brasil do século XVI (1501-1600) após Salvador (1549) e Rio de Janeiro em 1565. Apesar de derrotados os valentes potiguaras continuaram a infernizar a vida dos habitantes da cidade até 1599 quando, já sem apoio dos franceses que lhes forneciam suprimentos e sob uma epidemia arrasadora de varíola trazida pelos colonos europeus, foram pressionados a assinar a paz com o governador Feliciano Coelho de Carvalho e se retiraram para o norte.

O marco zero de fundação da cidade foi escolhido 18 Km acima da embocadura do Rio Paraíba, numa colina que domina todo o atracadouro na margem direita do Rio Sanhauá, afluente do Paraíba. Além do cuidado com a defesa da povoação o local visava facilitar o comércio e o apoio militar à vizinha Capitania de Pernambuco. A povoação, por estar sob domínio da União Ibérica [2] desde 1580, teve as primeiras ruas edificadas dentro de uma geometria de traçados regulares, como vemos na gravura abaixo, obedecendo aos padrões encontrados nas demais colônias espanholas do continente americano, o que diferia das povoações fundadas pelos portugueses.

Aos interessados em saber detalhes sobre a saga da fundação da cidade, disponibilizamos o "Sumário das Armadas", documento com 50 páginas apresentado à Corte de Filipe II pelo jesuíta Cristovam de Gouvea, Padre Visitador da Companhia de Jesus de toda a Província do Brasil. O documento é uma verdadeira certidão de nascimento da cidade Real.





OS NOMES


1585
Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, foi o nome escolhido quando da sua fundação, no dia 5 de agosto, em homenagem ao santo do dia.

1588
Filipéia de Nossa Senhora das Neves em homenagem ao Rei Filipe II da Espanha, durante o período em que a Coroa Portuguesa foi incorporada à Coroa Espanhola (União Ibérica 1580-1640).

1634
Friederickstadt (Cidade de Frederico) ou Frederica em homenagem ao príncipe de Orange, Frederico Henrique de Nassau, durante os 20 anos de ocupação holandesa no nordeste brasileiro.

1654
Cidade da Parahyba ao iniciar o período de restauração após a expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro.

1930
João Pessoa numa homenagem ao político João Pessoa de Albuquerque, paraibano de Umbuzeiro, então presidente do Estado da Paraíba, assassinado na cidade de Recife em julho de 1930.


http://leonardodado.blogspot.com/2011/08/parabens-pra-minha-querida-terra-joao.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Publicidade infantil invade a TV



 
TADEU BREDA

A maior parte das propagandas diz respeito a produtos com baixos valores nutricionais, com grandes quantidades de açúcar, sódio ou refrigerantes. Além disso, a publicidade pode incentivar a erotização precoce

Por Clara Roman, Carta Capital

Sem leis que regulamentem exclusivamente a publicidade infantil, anúncios para crianças pipocam na programação nas tevês brasileiras. Uma pesquisa recente do Instituto Alana, que monitorou 15 canais pouco antes do Dia das Crianças, constatou que 64% das propagandas são direcionadas para este público. O estudo focou em canais da TV aberta, como Globo, SBT, Bandeirantes e Record, e em canais da tevê fechada exclusivos para o público infantil, como Cartoon Network, Discovery Kids e Disney XD.
A empresa de brinquedos Mattel foi o destaque da pesquisa como a que mais anuncia para crianças. Em segundo lugar, a também multinacional Hasbro. A falta de legislação sobre o assunto permite que a publicidade infantil transcorra livremente. Mas, segundo o Instituto Alana, reclamações de pais são bastante comuns. O Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (CONAR) é financiado pelas próprias empresas e não tem caráter governamental.

CNJ E MORDOMIA DE MAGISTRADOS



Minuta apresentada pela Corregedoria Nacional veda o transporte e a hospedagem pagos por empresas



O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deverá regulamentar a participação de magistrados em eventos patrocinados por empresas públicas e privadas. Diante da repetição de encontros de juízes em resorts e hotéis de luxo com despesas pagas por empresas, a corregedoria nacional de Justiça quer proibir a aceitação de convites para reuniões com transporte e hospedagem por conta dos anfitriões.

“Acho que está ficando muito comum a promoção de encontros com poucas palestras ou objetivos culturais, e mais com o tom de recreação”, diz a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

Construção Civil, política e eleições



Sinduscon/RN e a inversão da noção de interesse público

 


O sindicato da indústria da construção civil do estado do Rio Grande Do Norte (SINDUSCON/RN) sinalizou com a perspectiva de participar do pleito eleitoral do ano que vem, subsidiando, segundo ele, os natalenses com pesquisas eleitorais e de opinião sobre a corrida municipal e temas polêmicos que gravitam na esfera pública. Conforme seu presidente, Arnaldo Gaspar Jr, será uma forma de contribuir para o debate.

DEMOCRACIA

A aspiração da entidade é legítima. Numa democracia toda e qualquer pessoa/instituição pode – acredito que deve – se manifestar no sentido de apresentar seus pontos de vista sobre aquilo que entende ser relevante. No entanto, como também num regime democrático, não somos obrigados a concordar com os argumentos do proponente.

Neste sentido, é possível identificar um conjunto de incongruências ideológicas na fala do presidente da instituição.

PASSADO ESQUECIDO?

Primeiro, não é verdade que só agora o Sinduscon irá figurar como agente político em uma sucessão eleitoral. O Sinduscon vem firmando posições, através do apoio de candidaturas que defendem os seus interesses. O referido sindicato foi, apenas para apontar uma intervenção recente, um dos principais responsáveis pela vitória de Micarla de Sousa, na medida em que ajudou fortemente em seu financiamento de campanha.

VENDER O INDIVIDUAL COMO INTERESSE DE TODOS

Segundo, a preocupação não é em contribuir para o bem da cidade e gerar informação para os natalenses. Mas de promover uma articulação ainda maior do grupo de construtores, difundindo visões de mundo que vão ao encontro dos seus interesses enquanto agrupamento econômico.
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