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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Os direitos do imbecil



No sábado, dia 4, o STF derrubou o item 14.9.4 do Enem, que previa nota zero nas redações cujo teor desrespeitasse os direitos humanos. Com a decisão, o STF garantiu ao imbecil, na prova do dia seguinte, seu direito à imbecilidade -e, por mais triste que seja, me parece ter sido o correto.


O imbecil também é gente e se quiser defender a volta das crucificações, a instalação de um pato guilhotina diante da Fiesp ou a indicação do Alexandre Frota para o Ministério da Educação, não cabe ao Estado calá-lo, mas a todos os não imbecis rebatê-lo racionalmente.


sábado, 12 de novembro de 2016

Eleições americanas: uma reflexão de Judith Butler

Há duas questões que os e as eleitoras da esquerda estão se perguntando nos Estados Unidos: quem são estas pessoas que votaram em Trump? E por que não nos preparamos, de modo algum, para este desfecho? A palavra “devastação” apenas começa a chegar perto do sentimento com relação a esse momento entre aquelas e aqueles que conheço. Não sabíamos da raiva generalizada contra as elites; da profunda raiva de homens brancos contra o feminismo e o movimento dos direitos civis; de como as pessoas foram desmoralizadas pela espoliação (dispossession) econômica. Não sabíamos como as pessoas podem ficar excitadas com o isolacionismo, a perspectiva de novos muros e a belicosidade nacionalista. Esta é a nova “reação branca” (whitelash)? Por que não percebemos o que estava por vir?
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