Rubens Nóbrega
O combate à corrupção e a defesa dos direitos humanos são lutas siamesas. Uma não pode se separar da outra, por risco de as duas perecerem. Aí, o prejuízo será ainda maior para todos nós. Afinal, os corruptos ocupam lugar de destaque na galeria dos grandes violadores dos direitos humanos em todo o planeta. Graças a eles, melhor dizendo, por desgraça da existência deles, bilhões de reais, dólares ou euros- que deveriam financiar programas relevantes e produtivos de inclusão social- acabam no bolso, na conta bancária ou no paraíso fiscal para onde o bandido travestido de empresário ou agente público leva o dinheiro do povo. Dinheiro desviado da escola para a criança, do remédio para o idoso, da casa para o pobre e do respeito aos direitos dos exilados da cidadania em geral, como diria o Professor Cristovam Buarque.
