Camilla Costa
Bom funcionamento faz com que pacientes como Cintia (à direita) deixem atendimento privado.
Cintia Vieira Leal, de 29 anos, começou a frequentar o Posto de Saúde da Família (PSF) de seu bairro em Uberlândia (MG) apenas "enquanto o novo convênio não ficava pronto". Ao descobrir uma doença durante a gravidez, no entanto, decidiu abandonar o tratamento privado em favor do SUS. "Nunca fui tão bem tratada", disse à BBC Brasil.
Apesar dos problemas na implantação do modelo de atenção básica no Brasil, médicos de família e comunidade - os especialistas que atuam na atenção básica - entrevistados pela BBC Brasil dizem que histórias de pacientes que trocaram o plano de saúde pelo acompanhamento com equipes de Saúde da Família são mais comuns do que parecem, quando o modelo funciona bem em um município.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Gestão da saúde
O sistema hospitalar brasileiro é um retrato do país, pelos seus contrastes. De um lado, pacientes aguardando atendimento em macas nos corredores, emergências fechadas por falta de produtos básicos e, principalmente, de médicos. De outro, centros de excelência, nos quais pacientes recebem tratamento equivalente ao dos melhores hospitais do mundo. A boa notícia é que a preocupação com a qualidade e a segurança do atendimento ganha força tanto nos estabelecimentos públicos quanto nos privados.
Dados do Ministério da Saúde (MS) indicam a existência de 7.211 hospitais no Brasil em 2013, dos quais 5.674 fazem atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - 2.907 são públicos, 1.811 filantrópicos, 954 privados e dois de entidades sindicais. No ano passado, foram realizadas 11,4 milhões de internações pelo SUS. Apenas com essa despesa, o ministério gastou R$ 11,6 bilhões, 14,85% a mais do que em 2011.
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