Candido Grybowski
Sociólogo, diretor do Ibase
Estamos mergulhados no clima de disputa pré-eleitoral como nunca. Cada dia amanhece com notícias novas. A registrar alguns picos sinalizadores de extrema incerteza sobre o que será o amanhã. Já tivemos aquele momento amorfo de nenhuma expectativa de mudança. Veio aquele outro, de morte trágica de um candidato até viável, que alternou a disputa de ponta cabeça. Depois, a ascensão vertiginosa de uma mulher, Marina Silva, que galvanizou o mal-estar difuso com a política que está no impregnado ambiente público desde as surpreendentes manifestações de junho de 2013. Num curto espaço de tempo, todas as expectativas se desfizeram e refizeram em outras bases. Aécio não evaporou, mas naufragou na planície. As rochas sólidas de um PT bem implantado nacionalmente e as inegáveis conquistas sociais nos últimos 12 anos não só seguraram a Dilma como a deixam numa posição vantajosa. Que quadro eleitoral! Só uma viva democracia é capaz de produzir isto.
