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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Higienismo na Paraíba
PORRE DE DEMOCRACIA
Marcos Tavares
Até água demais é nocivo como prova o afundamento do Titanic. A inércia do Estado brasileiro e dos seus aparelhos de segurança diante da crescente onda de vandalismo nas grandes cidades mostra um governo atônito, desnorteado, incapaz de garantir a segurança dos seus cidadãos e a tranquilidade de suas cidades.
A ameaça do higienista hipermoderno
Juremir Machado
O higienista hipermoderno é um pré-moderno acelerado.
Ele quer o mesmo que seus equivalentes do século XIX, mas usa uma linguagem ligeiramente mais suave, salvo quando despenca para o insulto. O higienista teme o outro. Teme a diferença.
É fanático por segurança. Quer cercar tudo para evitar o contato com o que chama de “marginália”, englobando nessa categoria tudo que o horroriza: homossexuais, drogados, pequenos delinquentes, negros pobres, gente da periferia, funkeiros, pagodeiros, moradores de rua, vagabundos, etc.
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