Wanderley Guilherme dos Santos
A candidatura Ciro Gomes conquistou lugar estratégico na antevéspera do desbaratamento provocado pela tragédia política de Luiz Inácio Lula da Silva. A fraternidade real das boas intenções dará lugar à virulência dos conflitos sectários. Provavelmente, a direita assistirá boquiaberta a delações gratuitas de um movimento popular contra outro, a um líder repelindo com veemência a quem, ainda ontem, era seu irmão em armas, e à transformação de amantes da humanidade em ciumentos leões de chácara de sua legenda exclusiva. Não será muito diferente o dia seguinte ao dia em que, Lula e PT, anunciarem que, enfim, chegaram ao fim da atual estratégia dilatadora e de frustrações sucessivas.
Mostrando postagens com marcador conflitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conflitos. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 12 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
Vladimir Safatle: Alternativa da esquerda passa pela politização dos conflitos distributivos
Durante esta semana, vimos várias reações virulentas a respeito da tese da unidade necessária da esquerda face às próximas eleições. Tal problematização merece análise mais ponderada que evite recorrer a estereótipos tão abundantes ao se submeter problemas políticos a cálculos eleitorais de circunstância.O primeiro estereótipo consiste em ver nessa questão a expressão de pretensa incapacidade secular das forças à esquerda em deixar de lado os desejos de hegemonia e se unir em situação de adversidade.
A leitura é, entretanto, incorreta. Basta lembrar como a esquerda brasileira demonstrou unidade exemplar na luta contra o impeachment de Dilma Rousseff, congregando até mesmo atores que nunca participaram dos governos petistas e que não tinham com ele relação. Ou seja, o problema não é de pretensa incapacidade estrutural de composição.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Em livro de ensaios, Daniel Aarão Reis faz mosaico de visões da Revolução Russa
Historiador analisa período que vai de 1905 ao fim das guerras civis, em 1921
Historiador Daniel Araao Reis defende que os conflitos internos tiveram papel fundamental na ascensão do autoritarismo na União Soviética
Leonardo Cazes
RIO - Cem anos depois, a Revolução Russa continua a suscitar debates apaixonados. Nos ensaios do livro “A revolução que mudou o mundo” (Companhia das Letras), o historiador e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Daniel Aarão Reis procura construir um mosaico de um período que vai de 1905, com a primeira grande crise do czarismo, até o fim das guerras civis, em 1921. Em entrevista ao GLOBO, ele defende que os conflitos internos tiveram papel fundamental na ascensão do autoritarismo na União Soviética e afirma buscar uma terceira via entre a historiografia liberal, que demoniza, e a historiografia comunista, que celebra a revolução.
Historiador Daniel Araao Reis defende que os conflitos internos tiveram papel fundamental na ascensão do autoritarismo na União Soviética
Leonardo Cazes
RIO - Cem anos depois, a Revolução Russa continua a suscitar debates apaixonados. Nos ensaios do livro “A revolução que mudou o mundo” (Companhia das Letras), o historiador e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Daniel Aarão Reis procura construir um mosaico de um período que vai de 1905, com a primeira grande crise do czarismo, até o fim das guerras civis, em 1921. Em entrevista ao GLOBO, ele defende que os conflitos internos tiveram papel fundamental na ascensão do autoritarismo na União Soviética e afirma buscar uma terceira via entre a historiografia liberal, que demoniza, e a historiografia comunista, que celebra a revolução.
Assinar:
Postagens (Atom)