Eleições e Cláusulas Condicionantes
Wanderley Guilherme dos Santos
Faz-se eleição porque não há nada mais indicado para substituir pacificamente os governantes. Depois, as coisas podem melhorar ou piorar, mas em caso algum ficarão paradisíacas, até porque o melhor para alguns costuma ser o purgatório para outros. Os candidatos a governar sabem disso, quero dizer, os candidatos responsáveis, e, em geral, moderam as promessas e advertem sobre eventuais custos da democracia. Mas os eleitores esquecem, não importam desapontamentos antigos. Mesmo os beneficiados por administrações anteriores só relembram o bem estar da chegada, raramente o tempo e frustrações que a antecederam. Mas faz-se eleição, de qualquer modo, porque não há oferta mais atraente em circulação. Ou eleição ou pior.
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terça-feira, 12 de junho de 2018
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Voto nulo ou branco
Renato Janine Ribeiro
Voto nulo ou branco. É certamente um direito. Faz muito mais sentido no segundo turno do que no primeiro.
No primeiro, beira a arrogância. Em nossa democracia imperfeita (um pleonasmo!), quem não gostar de nenhum partido existente pode criar um novo. Dá trabalho, mas temos 28 com representação na Câmara, por que não o seu? Então, é preguiça.
Voto nulo ou branco. É certamente um direito. Faz muito mais sentido no segundo turno do que no primeiro.
No primeiro, beira a arrogância. Em nossa democracia imperfeita (um pleonasmo!), quem não gostar de nenhum partido existente pode criar um novo. Dá trabalho, mas temos 28 com representação na Câmara, por que não o seu? Então, é preguiça.
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