sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nove bairros de João Pessoa com tubos de amianto


Nove bairros de JP são abastecidos por tubulação de amianto


Além dos vazamentos constantes a tubulação de amianto pode potencializar o surgimento de vários tipos de câncer.

Angélica Nunes


Pelo menos nove bairros de João Pessoa ainda recebem água nas casa através das antigas tubulações feitas de cimento amianto. Além de causar inúmeros transtornos com os constantes vazamentos, esse tipo de tubulação também pode causar risco à saúde da população. Só para se ter uma ideia, nas áreas mais antigas atendidas pelo Sistema de Abastecimento de Água de Marés, a rede corresponde a 300 quilômetros (km), o que corresponderia à distância entre as cidades de João Pessoa a Patos.

Os bairros da capital onde ainda é possível encontrar tubulação em amianto são o Centro, Tambiá, Róger, Oitizeiro, Jardim Planalto, Cristo, Torre, Bairro dos Estados e Tambauzinho. O mineral utilizado há décadas pela indústria, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), pode provocar inúmeras doenças como câncer do pulmão, da laringe, do ovário e do trato digestivo.

Por uma nova Defesa Civil no país. Já!





Minha solidariedade às populações das 116 cidades em estado de calamidade ou emergência da minha Minas Gerais em decorrência das cheias deste verão; aos familiares das vítimas das enchentes também no Rio e no Espírito Santo; e o meu apoio à decisão da presidenta Dilma Rousseff, de mobilizar integralmente seu governo na ajuda aos atingidos e na busca de soluções.

Inclusive, e principalmente, meu apoio nesta hora à criação da Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência. A Força, composta por grupo interministerial que começou a atuar imediatamente nos trabalhos de prevenção de desastres naturais e reconstrução de municípios atingidos é uma resposta à altura.

A presidenta da República, que determinou o imediato deslocamento de vários ministros para as áreas conflagradas pelas inundações reabriu os créditos do fundo nacional destinado à prevenção de catástrofes, que atualmente acumula R$ 444 milhões.

Falham as defesas civis municipais, estaduais e a nacional

Como se vê, o governo trabalha, age, mas eu reitero o que tantas vezes já cobrei aqui no blog: a Força e demais iniciativas adotadas ontem são medidas de emergência. Há tempo aqui no blog, em artigos, entrevistas e palestras temos cobrado a reorganização geral da Defesa Civil do país que não está mais à altura nem da dimensão do Brasil e nem do crescimento dos desastres naturais que anual e sistematicamente nos têm assolado.

É hora de mudar tudo nessa área. Esta mudança é cada dia mais necessária. Porque não foi feita até agora, não tem explicação, já que temos bons exemplos de iniciativas adotadas nestes momentos e em outros que deram certo, e experiência não faltam. Inclusive nas Forças Armadas.

Nem é o caso de discutir se o momento é o mais adequado ou não, se temos de fazer hoje, ou depois de priorizar os socorros às vítimas, como faz o governo agora. Vamos mudar já!



Dirceu

Governo não paga troca de prótese de silicone não rompida


Governo recebe críticas por não pagar troca de próteses de silicone não rompidas


A decisão do governo brasileiro de não garantir a substituição das próteses de silicone da francesa PIP e da holandesa Rofil que ainda não se romperam assusta pacientes e preocupa médicos.

Enquanto as autoridades de saúde francesas e alemãs recomendam que todas as pacientes sejam operadas — como orientou a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética —, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu que o SUS vai pagar a troca apenas das próteses que se romperem. A Sociedade Brasileira de Mastologia alertou que os implantes apresentam um índice de ruptura sete vezes maior que os demais.

— O SUS não tem dinheiro para pagar remédio para todos, como vai pagar essas cirurgias caríssimas?


Eles fizeram isso para encobrir a incompetência da Anvisa — diz André Luiz de Miranda Barbosa, cirurgião plástico e professor da Faculdade de Medicina de Santo Amaro.

Dez dias de conflito na cracolândia: o que dizem os especialistas?



Para debater a operação, apontar erros e mostrar acertos, o 'Estado' entrevistou dez personalidades


Adriana Ferraz, Bruno Paes Manso e Guilherme Russo

SÃO PAULO - Nesta sexta faz dez dias que a Polícia Militar cercou a região da cracolândia. Do dia 3 até as 17h de quinta, 69 pessoas foram presas - a maioria microtraficantes -, 152 usuários de drogas foram encaminhados a tratamento e 3.607 passaram por revistas. No total, policiais apreenderam 0,63 kg de crack e funcionários da Prefeitura retiraram 78 toneladas de lixo. Do ponto de vista operacional, esse é o resumo da ação.


Mas, mais do que colecionar números, a operação fez São Paulo voltar a discutir um território degradado e até então quase autônomo bem no coração da metrópole. Opiniões favoráveis e contrárias se amontoaram no período, principalmente quando os viciados começaram a vagar por ruas do centro para fugir da polícia.


A estratégia da operação - de dificultar o acesso dos usuários ao crack e, por meio de "dor e sofrimento", forçar que procurem tratamento - também virou motivo de debate,

Quando as crianças são o alvo



O afã de destruição total de uma mulher (pelo seu marido ou companheiro) corporizado no assassinato de um filho, fornece uma prova cabal de que infância e gênero devem ser abordados de uma forma integral. Não se pode trabalhar com problemáticas da infância perdendo de vista a perspectiva de gênero. E não se pode construir o caminho da consciência de gênero se não se leva em conta que há outras vítimas, além das mulheres. O artigo é de Cristina Fernández, no Página/12.

Cristina Fernández (*) - Página/12

(*) Artigo publicado originalmente no jornal Página/12.

Não é possível fazer uma análise profunda e exaustiva da violência de gênero se não se leva em conta como ela afeta meninos, meninas e adolescentes, ao mesmo tempo que atinge as mulheres adultas.

Primeiro caso: tinha 17 anos e um pai violento. Vivia em uma província conservadora do interior. A família pertencia a uma comunidade na qual a violência de todo tipo era moeda corrente e aceita. Cinco meses antes de completar os 18 anos ela fugiu de casa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Moradores pobres ameaçados de expulsão


Moradores são ameaçados de expulsão no interior de São Paulo




Mais de 2.000 famílias pobres de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, podem sofrer um verdadeiro massacre por parte da Polícia Militar. Às 15h desta quarta-feira (11), um Oficial de Justiça leu a ordem de reintegração de posse do terreno conhecido por Pinheirinho, localizado na zona sul da cidade.

A área tem 1.382.000 m² e supostamente pertence à massa falida da empresa Selecta, do mega especulador Naji Nahas. Ela foi ocupada em 2004 e hoje abriga cerca 10 mil pessoas, em sua grande maioria mulheres e crianças.

O crack no centro das atenções






Alice Marcondes


O crack invadiu as manchetes dos jornais e as casas dos brasileiros por conta de uma ação policial na região central de São Paulo, mas há quem defenda medidas menos autoritárias e mais focadas em saúde pública para enfrentar o problema do vício.

Conhecido por ser uma droga de efeito rápido e intenso, o crack surgiu em meados dos anos 1980 e foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1989, quando foi feita a primeira apreensão da droga por policiais. Ganhou popularidade inicialmente entre as classes mais pobres, por conta de seu baixo custo, mas se espalhou por todos os níveis sociais e hoje é considerado por muitos uma epidemia mundial. 

No Brasil, o consumo da droga cresce a olhos vistos. Não existem ainda dados concretos do número de usuários, mas o crack já é a segunda maior causa de procura por atendimento nos centros especializados em abuso de álcool e drogas do Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), está presente em 98% das cidades.

Celular fora do trabalho pode dar hora extra





Lei que altera CLT, sancionada pela presidente Dilma, acaba com distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância

Advogados entendem que funcionário possa receber adicional por trabalho com mensagens fora do expediente

MAELI PRADO
PRISCILLA OLIVEIRA


Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.

A legislação, que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivale, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados.

De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.

Reservas particulares: aliadas da biodiversidade












 Proteger a biodiversidade é responsabilidade dos líderes do Brasil, mas o governo, sozinho, dificilmente será capaz de criar em curto e médio prazos tantas unidades de conservação (UCs) quanto o país precisa para manter parcelas significativas de seus principais ecossistemas e biomas.


A participação da iniciativa privada é, portanto, fundamental para reforçar as ações públicas, e isso pode ser feito por meio do estabelecimento de UCs privadas, as chamadas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Essas reservas, que ainda são pouco conhecidas pela população, precisam ser mais valorizadas, principalmente porque poderão ter sua importância duplicada: se as mudanças no Código Florestal forem aprovadas, as RPPNs se tornarão um dos poucos redutos privados de natureza conservada.


Existem no Brasil 1.062 reservas particulares reconhecidas pelos órgãos federal, estaduais e municipais. 

EUA semeando democracia e civilização


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que move o partido-imprensa




Gilson Caroni Filho

A leitura diária dos jornais pode ser um interessante exercício de sociologia política se tomarmos os conteúdos dos editoriais e das principais colunas pelo que de fato são: a tradução ideológica dos interesses do capital financeiro, a partitura das prioridades do mercado. 

O que lemos é a propagação, através dos principais órgãos de imprensa, das políticas neoliberais recomendadas pelas grandes organizações econômicas internacionais que usam e abusam do crédito, das estatísticas e da autoridade que ainda lhes resta: o Banco Mundial (Bird), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC). É a eles, além das simplificações elaboradas pelas agências de classificação de risco, que prestam vassalagem as editorias de política e economia da grande mídia corporativa.

Claramente partidarizado, o jornalismo brasileiro pratica a legitimação adulatória de uma nova ditadura, onde a política não deve ser nada além do palco de um pseudodebate entre partidos que exageram a dimensão das pequenas diferenças que os distinguem para melhor dissimular a enormidade das proibições e submissões que os une. 

Brasil: a curiosa conversa da oligarquia financeira






por Antonio Martins







Afirma-se que é preciso cortar serviços públicos agora, para (mais tarde…) reduzir os juros. Veja o que está por trás deste argumento.


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu de férias (3/1), por quinze dias, segundo informou a repórter Luciana Otoni, no Valor. A motivação do jornal, cujo público inclui executivos financeiros, não é, claro, o merecido descanso do ministro. A viagem de Mantega – substituído interinamente pelo secretário-executivo do ministério, Nelson Barbosa – indica que deverá ficar para fevereiro a decisão do governo sobre um possível corte no Orçamento da União para 2012. 

Ao contrário do que fez o Estadão, no domingo, o Valor reconhece que a decisão não está tomada. Portanto, talvez haja tempo para promover o que a oligarquia financeira (para conhecê-la, leia Patrick Viveret) mais teme: um debate sem mistificações sobre o tema.


Nos últimos anos, cresceu muito, entre a sociedade, o desconforto em relação ao pagamento dos juros da dívida pública – por meio dos quais o Estado transfere maciçamente recursos, do conjunto da população para uma ínfima minoria de grandes aplicadores endinheirados. 

Dois modelos disputam o futuro da China em 2012





Em meio à crise global e com a sucessão do atual líder Hu Jintao à vista, dois modelos disputarão o futuro no Congresso Geral do Partido Comunista, em novembro. No gigantesco município de Chonging, Bo Xilai (foto) encabeça um novo estatismo para lidar com a crescente desigualdade no país. Na usina exportadora chinesa, Guagndong, o secretário geral do PC, Wang Jiang, propõe um modelo liberal que aprofunde a abertura econômica e estimule a independência dos poderes. O artigo é de Marcelo Justo.

Marcelo Justo - Correspondente da Carta Maior em Londres

O pacto fáustico da China com a globalização – salários rebaixados e descomunal crescimento exportador – está atingindo seu limite em um ano político fundamental. Em meio à crise global e com a sucessão do atual líder Hu Jintao à vista, dois modelos disputarão o futuro no Congresso Geral do Partido Comunista, em novembro. 


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lei federal autoriza criação de pedágio urbano por prefeituras




Texto também exige que todas cidades com mais de 20 mil habitantes criem, em até três anos, planos de mobilidade


Marta Salomon, Iuri Dantas e Andréa Jubé Vianna


BRASÍLIA - Os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis, segundo a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada na última semana pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos é estimular o transporte coletivo e reduzir a emissão de poluentes.

A nova lei autoriza a cobrança de tributos pelo uso da infraestrutura urbana, "visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade". A receita gerada pelo pedágio ou outra forma de tributação deve ser destinada ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa. O uso de bicicletas também precisa ser estimulado, segundo o texto.

O Judiciário como problema

 Xango, orixa da Justiça 


A trindade política das cúpulas do Judiciário



O embate estabelecido em torno dos poderes investigatórios do CNJ, até o momento, somente atingiu a credibilidade do Judiciário, aliás, o que mais deveria ser preservado. Os representantes da tríade institucional protagonista de tanta perplexidade não tiveram a percepção de cuidar da imagem da Magistratura nacional.

João Ricardo dos Santos Costa

A crise instaurada no Poder Judiciário nacional, sem sombra de dúvidas, resulta da conjunção de três instituições de cúpula do Judiciário: Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Supremo Tribunal Federal (STF) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O embate estabelecido em torno dos poderes investigatórios do CNJ, até o momento, somente atingiu a credibilidade do Judiciário, aliás, o que mais deveria ser preservado. Os representantes da tríade institucional protagonista de tanta perplexidade não tiveram a percepção de cuidar da imagem da Magistratura nacional. Ao que tudo indica a credibilidade do Judiciário é uma questão secundária nessa disputa de forças.

É necessário analisar as responsabilidades de cada um dos atores desse processo que atinge de forma tão negativa a Justiça brasileira.



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