Ex-ministro das Finanças grego alerta: para que nova onda de robotização não seja devastadora, é preciso distribuir a riqueza social. Mega-corporações devem pagar a conta
Yanis Varoufakis
O direito à preguiça tem sido tradicionalmente desfrutado apenas pelos ricos. Os pobres são obrigados a lutar por salários, condições de trabalho decentes, proteção contra o desemprego e a invalidez, assistência pública à saúde e outros itens indispensáveis a uma vida digna. A ideia de que os pobres devem ter direito uma renda incondicional, suficiente para viver, tem sido anátema não só para os ricos e poderosos mas, também, para o movimento sindical, que abraçou uma ética que gira em torno das contribuição para a sociedade.
