Ninguém mais duvida de que a crise brasileira envolve
aspectos políticos, econômicos, éticos e sociais de enorme complexidade, os
quais atrapalham a real identificação de boa parte de suas origens,
consequências e possíveis desdobramentos e superações. Vivemos uma conjuntura
embaralhada de tal maneira que no corre-corre dos acontecimentos muitas vezes
tomamos decisões e miramos alvos de menor relevância para o enfrentamento da
crise. Somos tragados por fatos e factoides produzidos no Palácio do
Planalto, no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal, na Operação
Lava Jato e na mídia e redes sociais. Temos gasto energia supérflua e
corremos o risco de chegar a lugar nenhum, reproduzir o que está aí e não
mudar a situação atual.