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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os Índios do Médio Tiete


Xavantes
Kaiapo
Como já foi dito no primeiro capítulo, o povo paulista antigo nasceu do cruzamento de duas raças: do europeu vindo da península ibérica com indígenas do tronco tupi. Desse cruzamento, portanto, surgiram os mamelucos (caboclos), que, conforme nos conta Sergio Buarque de Hollanda (1), eram a maioria da população paulista nos tempos coloniais: 

“0 que se verificou particularmente em São Paulo, terra em que os bastardos, como então se chamavam, compuseram por largo tempo o grosso das classes populares”. 

A infIuência indígena foi tão grande que o tupi chegou a ser a língua falada pelas elites e pelo povo de São Paulo e da Amazônia. Para se ter uma idéia, Domingos Jorge Velho, o conquistador dos Palmares, após longa convivência com o gentio, desaprendeu a língua portuguesa, apenas conseguindo expressar-se em "nheengatu" (tupi moderno). O português foi adotado como língua única só a partir de 1750, depois das medidas tomadas pelo marquês de Pombal.

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