Carlos Heitor Cony
RIO DE JANEIRO - Li com atenção a crônica de Ruy Castro, "Nós em 2214", em que coloca o juízo que a posteridade fará do nosso tempo. Segundo Ruy, a humanidade daqui a 200 anos, não entenderá a idolatria que temos pelo automóvel, o maior vilão de nossa atualidade.
O autor de "O Anjo Pornográfico" explica com humor as razões da vilania dos carros. Concordo com ele, mas não confio na opinião das gerações futuras. Pilatos se justificou: "todos os dias aparecia um cara que se dizia filho de Deus. Os judeus pediam que eu crucificasse os charlatões".
RIO DE JANEIRO - Li com atenção a crônica de Ruy Castro, "Nós em 2214", em que coloca o juízo que a posteridade fará do nosso tempo. Segundo Ruy, a humanidade daqui a 200 anos, não entenderá a idolatria que temos pelo automóvel, o maior vilão de nossa atualidade.
O autor de "O Anjo Pornográfico" explica com humor as razões da vilania dos carros. Concordo com ele, mas não confio na opinião das gerações futuras. Pilatos se justificou: "todos os dias aparecia um cara que se dizia filho de Deus. Os judeus pediam que eu crucificasse os charlatões".