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sábado, 17 de junho de 2017

Governo Temer quer esconder crimes do sistema financeiro


Em artigo, presidenta do PT fala sobre MP 784. “Pretendem passar uma borracha nas irregularidades e crimes cometidos pelas instituições financeiras”

Em meio a toda turbulência do julgamento de Temer no TSE, o governo editou medida provisória que é um escândalo: segundo a MP-784 bancos que forem flagrados por terem cometido crimes como lavagem de dinheiro ou outras operações ilegais na mira da Operação Lava Jato poderão ficar livres de processo administrativo ou até ter a investigação suspensa para “atender ao interesse público”, caso o investigado assine um termo de compromisso com o Banco Central.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como as elites agem para manter os juros altos

Um trabalho acadêmico desmente justificativa “técnica” para termos as taxas mais altas do planeta. Surge outra explicação: além dos banqueiros, grande indústria e agronegócio beneficiam-se da política monetária atual

Carlos Drummond

A confirmação, pelo Banco Central, no final de agosto, dos juros mantidos há mais de um ano em 14,25% cristaliza o país como caso raro de estabilidade no topo [dos juros globais], em um mundo com predominância de taxas zero, insignificantes ou cadentes.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

BC, “comitê executivo” do capital financeiro?.



Senado aprova Goldfajn: há conflito de interesses em ex-sócio do Itaú presidir BC?
 

Mariana Schreiber  

Goldfajn era economista-chefe do Itaú e sócio da instituição    

O Senado aprovou no fim da tarde desta terça-feira, por 56 votos a 13, a nomeação de Ilan Goldfajn, indicado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) para comandar o Banco Central.  Antes da aprovação pelo plenário, o economista foi sabatinado por quase quatro horas pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, que deu seu aval à sua nomeação por 19 votos a 8.    

Conforme esperado, senadores de oposição o questionaram sobre um possível conflito de interesses na sua nomeação para o comando do BC devido ao seu longo vínculo com um dos maiores bancos do país, o Itaú.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Novo presidente do BC defendeu desemprego como forma de combate à inflação


Laura Carvalho
 

O novo presidente do BC escreveu esse famoso artigo em 2013, defendendo o aumento do desemprego como única forma de controlar a inflação. Conclui dizendo:

"Não está claro se há consciência na sociedade de que, para manter a inflação sob controle, possa ser necessário temporariamente reduzir o consumo e desaquecer o mercado de trabalho."

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

'O BC no Brasil estrangula a economia', diz Nobel de Economia


Para Joseph Stiglitz, a política monetária deveria se contrapor aos efeitos depressivos da queda do preço das exportações e da Operação Lava Jato

Às vésperas da reunião do Copom, em que se acredita que o Banco Central pode subir mais uma vez os juros, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, disse em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, que o BC brasileiro estrangula a economia. Para ele, a política monetária do Brasil deveria se contrapor aos efeitos depressivos da queda do preço das exportações e da Operação Lava Jato.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Juros altos: falso “remédio amargo” do rentismo e da especulação



Calcula-se que o estoque da dívida publica brasileira hoje corresponda a cerca de R$ 3,8 trilhões (dívida interna), somados aos US$ 546 bilhões da dívida externa, o que – ao câmbio atual de R$ 4,04 – significa outros R$ 2,2 trilhões. Isto é, os detentores de títulos da dívida pública controlam a quantia de cerca de R$ 6 trilhões. Superior ao PIB de 2014, que foi de R$ 5,5 trilhões.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Banco Central está Suicidando o Brasil



A Saída: Redução do custo financeiro da Dívida


Cottani: a saída da crise brasileira está na redução do custo financeiro da dívida

Fabrício Augusto de Oliveira*

Por essa provavelmente os economistas do mercado – os mansuetos, alexandres e pessôas, entre outros – não esperavam e devem estar se sentindo traídos por alguém supostamente integrante de suas fileiras. Em artigo publicado no Valor Econômico, de 28 de dezembro, intitulado “Desequilíbrios da economia pedem medidas inovadoras”, o economista-chefe para a América Latina da Standard & Poor Rating Services, Joaquín Cottani, aponta uma saída para a crise da economia brasileira diametralmente oposta à de nossos ortodoxos tupiniquins e bem mais próxima à de nossos “dinossauros” heterodoxos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Um Banco Central contra o povo e pela especulação



O Banco Central brasileiro se tornou uma caricatura ideológica neoliberal que rouba dinheiro do povo e transfere para os ricos.
 
J. Carlos de Assis*
 

Semelhante à mulher de César, que não basta ser honesta mas tem que parecer honesta, ao Banco Central do Brasil não basta ser uma espécie de vampiro da sociedade brasileira, sugando-lhe o sangue em favor de especuladores financeiros. Ele se vê no direito de confessar publicamente essa condição quando defende sua política como direito divino, o que transparece, mensalmente, ao anunciar as taxas de juros sempre crescentes nas reuniões do Copom (diretores), num sentido que invariavelmente desagrada 99,9% dos brasileiros.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Rentistas predadores querem aumento do juro


 

'Aumentar juros seria um erro de estratégia'
 


Para Antonio Corrêa de Lacerda, professor de Economia da PUC-SP, há grande pressão do mercado financeiro para uma elevação da taxa de juros.  
 
O Banco Central tem dado sinais de que deve retomar a trajetória de alta na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, que acontece em 19 e 20 de janeiro. Para o professor de Economia da PUC-SP, Antonio Corrêa de Lacerda, uma decisão nesse sentido seria uma “grande incoerência” e um “erro de estratégia”.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Theotonio: Teoria econômica e políticas econômicas


Theotonio dos Santos

Muitos governos eleitos se encontram subjugados aos seus bancos centrais, sob o pretexto de que são instituições independentes, acima das práticas “imorais” dos políticos. Por “política” deve-se entender eleições e participação dos povos que são os principais atingidos pelas decisões e ações “políticas” destes bancos. É assim a forma como interesses absolutamente minoritários da população comandam a economia mundial e conseguem obrigar as grandes maiorias a subjugar-se à ditadura tecnocrática chamada bancos centrais “independentes”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Autonomia do BC pode prejudicar reforma tributária

Najla Passos

Brasília - Dar autonomia ao Banco Central pode significar a interdição completa da agenda de uma reforma tributária progressiva, que contribua com a justiça social. Quem afirma é o professor da Pós-graduação em Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Evilasio Salvador, autor do estudo “As implicações do sistema tributário brasileiro nas desigualdades de renda”, lançado nesta quinta (11) pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

domingo, 14 de setembro de 2014

Uma aposta de classe

André Singer

Dilma Rousseff realizou inflexão à esquerda nesta semana. Ao declarar que a independência do Banco Central (BC), defendida por Marina Silva, significaria entregar a instituição aos banqueiros, com todas as consequências que seguiriam, a presidente tomou partido progressista em matéria nevrálgica. Além disso, assumiu compromisso com a proteção do emprego e da renda, o que não é simples no quadro de estagnação em curso.

Como fará para cumprir tais promessas e ao mesmo tempo reaproximar-se dos empresários, como deseja, é um problema a ser analisado adiante. Por ora, cabe registrar que a direção da campanha, talvez ciente de pesquisas desconhecidas do público, enxergou um caminho promissor pelo viés classista e a candidata se engajou nele com gosto.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O Banco Central ja não é independente desde o governo Lula ?



Ou melhor, não são os humores do"Mercado" que vem orientando a direção do BC desde a administração Meireles do governo Lula ??

sábado, 30 de agosto de 2014

Pochmann diz que proposta de Marina e Aécio para BC prejudica democracia

Marcio Pochmann: autonomia do Banco Central é prejudicial à democracia

O economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, considera que as propostas de autonomia do Banco Central são prejudiciais à democracia brasileira, ainda em construção, e que é fundamental que a população possa influenciar diretamente nas ações de controle do sistema financeiro.

“É difícil imaginar um país que conceda na lei uma autonomia ao Banco Central. Isso a meu ver compromete ainda mais a democracia porque o povo trabalhador sempre tem poucas oportunidades de manifestar sua opinião”, avaliou Pochmann em seu comentário de desta quarta-feira (27), à Rádio Brasil Atual. “A eleição é uma demonstração de opinião, de consciência do povo. O núcleo estratégico de um governo passa a ser autônomo, sem ter voto, sem ter participação popular. Isso, obviamente, dá uma oportunidade adicional para ser um núcleo que termina contaminado pelos interesses econômicos predominantes no país.”

Programa de Marina tem política econômica "tucana"

Documento propõe enxugar o Estado, facilitar lucros, reaproximar-se dos EUA e confirma BC independente. Contra competição, Aécio Neves expõe Armínio Fraga

André Barrocal

A presidenciável Marina Silva (PSB) lançou seu programa de governo nesta sexta-feira 29 com uma política econômica igual à defendida pelo PSDB nesta eleição e em anteriores. Marina propõe diminuir o tamanho do Estado com o corte de ministérios e gastos públicos, medidas facilitadoras dos lucros empresariais, reduzir a ação dos bancos estatais para que os privados possam fazer mais negócios e a busca de uma reaproximação comercial com os Estados Unidos, entre outras coisas.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Rui Falcão: controle para o capital especulativo


Falcão: política econômica deve ser obra de quem foi eleito

André Guilherme Vieira

BRASÍLIA - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse na noite desta terça-feira, 13, ao Valor PRO — serviço de informação em tempo real do Valor — que o Banco Central "não pode ser um banco que formule a política econômica do País". Segundo Falcão, "o presidente do Banco Central não é eleito pela população".



O presidente do PT confirmou defender um controle rigoroso para o capital especulativo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O lucro do Itaú e a farra dos bancos


Jaciara Itaim

O grupo Itaú-Unibanco registrou em 2013 o maior lucro anual de um banco no Brasil. Nunca antes na história desse país a banca ganhou tanto dinheiro

Todo mês de fevereiro a história se repete. Pouco a pouco começam a pipocar pela imprensa notícias a respeito dos resultados econômicos dos bancos para o exercício do ano anterior. Em geral, os números são indecentes, para dizer o mínimo! Aquela coisa mesmo que chega ao ponto de causar vergonha alheia, em especial para quem tem um mínimo de preocupação com noções como justiça distributiva e equidade social.
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