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segunda-feira, 27 de agosto de 2018
domingo, 15 de julho de 2018
Uma plataforma de reivindicações tem uma natureza distinta de um programa eleitoral.
Valério Arcary
Não é incomum que se confunda um programa eleitoral com uma plataforma de reivindicações sindicais ou populares. Uma plataforma de reivindicações expressa demandas que uma categoria de trabalhadores, como os professores em luta pela valorização salarial, ou um movimento popular, como o de luta pela moradia ou pela terra, apresentam como exigências a um governo de plantão. São reivindicações específicas. Mas, mesmo quando são reivindicações unitárias, uma plataforma de reivindicações tem uma natureza distinta de um programa eleitoral.
Não é incomum que se confunda um programa eleitoral com uma plataforma de reivindicações sindicais ou populares. Uma plataforma de reivindicações expressa demandas que uma categoria de trabalhadores, como os professores em luta pela valorização salarial, ou um movimento popular, como o de luta pela moradia ou pela terra, apresentam como exigências a um governo de plantão. São reivindicações específicas. Mas, mesmo quando são reivindicações unitárias, uma plataforma de reivindicações tem uma natureza distinta de um programa eleitoral.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Plínio Arruda: A urgência de uma alternativa de esquerda!
Plínio de Arruda Sampaio Jr.
A prisão do ex-presidente acelera a exaustão do lulismo como referência política da classe trabalhadora brasileira.
As jornadas de Junho de 2013 manifestou a possibilidade de construirmos um "partido das ruas" no Brasil
O processo que culmina com a condenação e prisão de Lula agrava a crise terminal da Nova República e catalisa a derrocada do lulismo. Os dois fenômenos confundem-se e reforçam-se reciprocamente. Eles revelam a absoluta impossibilidade de conciliar capitalismo, democracia e igualdade social nas economias de origem colonial submetidas a violentos processos de reversão neocolonial.
A prisão do ex-presidente acelera a exaustão do lulismo como referência política da classe trabalhadora brasileira.
As jornadas de Junho de 2013 manifestou a possibilidade de construirmos um "partido das ruas" no Brasil
O processo que culmina com a condenação e prisão de Lula agrava a crise terminal da Nova República e catalisa a derrocada do lulismo. Os dois fenômenos confundem-se e reforçam-se reciprocamente. Eles revelam a absoluta impossibilidade de conciliar capitalismo, democracia e igualdade social nas economias de origem colonial submetidas a violentos processos de reversão neocolonial.
domingo, 8 de abril de 2018
Juiz ou chefe de Partido
Wagner Batista
“...é preciso tomar cuidado com o discurso que se vale do pretenso combate à corrupção para destruir adversários políticos. Quando juízes se portam como chefes de partido, não se pode falar em justiça.”
quinta-feira, 5 de abril de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
PSOL une forças contra um golpe que segue em curso
A Executiva Nacional do PSOL aprovou uma resolução com o objetivo de explicar a posição do partido em relação ao Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil, assinado pela Fundação Lauro Campos e outras fundações partidárias da esquerda.
No documento, o partido ressalta que a elaboração do manifesto não significa qualquer aliança de outra natureza. “Tratam-se de diretrizes políticas construídas pelas fundações partidárias para nortear as ações parlamentares e a necessária unidade de ação nos enfrentamentos à agenda conservadora imposta na atual conjuntura, que envolve o golpe parlamentar contra uma presidenta eleita, a realização de contrarreformas como a trabalhista e previdenciária e o congelamento de investimentos em áreas sociais fundamentais, intervenção federal em estados, privatizações do patrimônio público e a esdrúxula proposta de implementar um sistema semi parlamentarista no Brasil”, destaca a Executiva do partido.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
Nunca existiu governo do PT
A maioria dos chamados “erros do PT” são erros de uma coalizão entre partidos de esquerda e de direita que governaram o país nos últimos treze anos
Tenho evitado escrever sobre a situação brasileira aqui na coluna. A ideia original era que eu escreveria sobre Paris, sobre o que vejo e sobre o que encontro ou nas viagens que faço por aqui. Além do mais, como estou distante, fica mais difícil acompanhar tudo o que está acontecendo, mesmo que a primeira coisa que eu faça, todos os dias, ao acordar, seja ler os jornais brasileiros. Também tento me informar através dos blogs de jornalistas independentes (chamados pela direita brasileira de blogs sujos) e também um pouco através do que as pessoas postam no Facebook e das conversas por áudio e câmera com amigos e familiares. Mas isso é diferente de estar no Brasil, vivendo no dia-a-dia a coisa mesma.
Tenho evitado escrever sobre a situação brasileira aqui na coluna. A ideia original era que eu escreveria sobre Paris, sobre o que vejo e sobre o que encontro ou nas viagens que faço por aqui. Além do mais, como estou distante, fica mais difícil acompanhar tudo o que está acontecendo, mesmo que a primeira coisa que eu faça, todos os dias, ao acordar, seja ler os jornais brasileiros. Também tento me informar através dos blogs de jornalistas independentes (chamados pela direita brasileira de blogs sujos) e também um pouco através do que as pessoas postam no Facebook e das conversas por áudio e câmera com amigos e familiares. Mas isso é diferente de estar no Brasil, vivendo no dia-a-dia a coisa mesma.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
sábado, 4 de novembro de 2017
Zaidan Quando a barbárie neo-fascista bate à nossa porta
Michel Zaidan Filho
Estamos vivendo dias de muita intranquilidade e angústia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Enquanto o senhor reitor instala um verdadeiro Panopticon no campus universitário e permite que a cidade universitária seja policiada e periciada pelo PM e a PF, assistimos com horror - sem nenhuma manifestação de preocupação com os alunos, professores e funcionários - cenas de violência, agressão física, intolerância e censura à liberdade de expressão e organização. Isto numa instituição pública (laica, republicana e acadêmica), lugar por excelência de debates, pluralidade de opiniões, do contraditório. Queixou-se o senhor ministro da (des)educação, devidamente assessorado pelo grande pensador Alexandre Frota, q ue o ENEM - além das fraudes corriqueiras - não devia ser instrumento de políticas de ódio. Não se deu conta o político de Pernambuco que o grande responsável pelo incitamento aos crimes de ódio e intolerância é a ideologia da "escola sem partido" (ou de" partido único") e do movimento MBL, este sim, uma verdadeira tropa de choque neo-nazista, atuando de fora para dentro, com instrumentos de agressão física contra os que defendem idéias contrárias às suas.
Estamos vivendo dias de muita intranquilidade e angústia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Enquanto o senhor reitor instala um verdadeiro Panopticon no campus universitário e permite que a cidade universitária seja policiada e periciada pelo PM e a PF, assistimos com horror - sem nenhuma manifestação de preocupação com os alunos, professores e funcionários - cenas de violência, agressão física, intolerância e censura à liberdade de expressão e organização. Isto numa instituição pública (laica, republicana e acadêmica), lugar por excelência de debates, pluralidade de opiniões, do contraditório. Queixou-se o senhor ministro da (des)educação, devidamente assessorado pelo grande pensador Alexandre Frota, q ue o ENEM - além das fraudes corriqueiras - não devia ser instrumento de políticas de ódio. Não se deu conta o político de Pernambuco que o grande responsável pelo incitamento aos crimes de ódio e intolerância é a ideologia da "escola sem partido" (ou de" partido único") e do movimento MBL, este sim, uma verdadeira tropa de choque neo-nazista, atuando de fora para dentro, com instrumentos de agressão física contra os que defendem idéias contrárias às suas.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
O Socialismo com Características Chinesas na Nova Era e sua principal contradição
Xi: "O que enfrentamos agora é a contradição entre o desenvolvimento desequilibrado e inadequado e as necessidades cada vez maiores do povo por uma vida melhor".“Deng Xiaoping uma vez teorizou que quando a China cumprisse uma série de objetivos em seu desenvolvimento, apontaria um caminho alternativo aos povos oprimidos do mundo. Demonstrando, portanto, a superioridade do socialismo frente ao capitalismo como a única solução para um desenvolvimento sustentável, científico e humano.”
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Giannotti diz que PSDB morreu
Antiga cabeça do PSDB, José Arthur Giannotti diz que partido morreu
Jornal GGN - Amigo de Fernando Henrique Cardoso e apontado por anos como uma das referências intelectuais do PSDB, o professor de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap, José Arthur Giannotti, afirma que a atual crise política vivida no país é pior do que o golpe do regime militar de 1964, e que o PSDB morreu.
"Quer que eu fale de defuntos? O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Jornal GGN - Amigo de Fernando Henrique Cardoso e apontado por anos como uma das referências intelectuais do PSDB, o professor de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap, José Arthur Giannotti, afirma que a atual crise política vivida no país é pior do que o golpe do regime militar de 1964, e que o PSDB morreu.
"Quer que eu fale de defuntos? O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Escola de partidos, sem partido ou de partido único? (por Michel Zaidan)
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Discutiu-se de uma perspectiva crítica os desdobramentos e desvios daquela grande revolução, com as idéias inspiradoras do movimento. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a atitude de um grupo de jovens libertários (anarco punk) que, de maneira muito enfática e agressiva, acusava a mesa de “doutrinação ideológica” pelo simples fato de discutir a ocorrência da revolução e as idéias que ajudaram a fazê-la. Na mesa, havia defensores dos anarquistas e críticos da repressão ao movimento anarquista na Rússia.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Aliança política: antes só que mal acompanhado
Alianças políticas no contexto de golpe de Estado – De 1990, que foi quando o primeiro presidente brasileiro após a ditadura civil militar de 1964 tomou posse e passou a exercer seu mandato, até 31 de agosto de 2016, quando foi consumada a destituição definitiva da presidenta eleita Dilma Rousseff, do cargo de presidenta da República, através de um processo de impeachment sem base jurídica consistente, nós estávamos vivendo em um momento denominado de “redemocratização”, no qual havia eleições e seus resultados eram respeitados, salvo quando havia denúncias, provas e vontade política para que a lei fosse cumprida e então se cassasse o mandato.Aliança com o centro é necessária para governar
As provocações de Quaquá
Miguel do Rosário
Esse artigo de Quaquá* deve ter irritado alguns desavisados, que só leram o título. Então vai um spoiler, para quebrar o gelo e fazer o leitor se aproximar de um texto deveras interessante para se analisar a conjuntura nacional: o tal partido “lulista, burguês e reformista” não seria o PT, e sim um outro partido, novo ou velho, de orientação ideológica centrista, que serviria para atrair setores da burguesia insatisfeitos com o atual rumo do governo Temer, e saudosos do pacto social inaugurado por Lula, que fez todos ganharem.
Miguel do Rosário
Esse artigo de Quaquá* deve ter irritado alguns desavisados, que só leram o título. Então vai um spoiler, para quebrar o gelo e fazer o leitor se aproximar de um texto deveras interessante para se analisar a conjuntura nacional: o tal partido “lulista, burguês e reformista” não seria o PT, e sim um outro partido, novo ou velho, de orientação ideológica centrista, que serviria para atrair setores da burguesia insatisfeitos com o atual rumo do governo Temer, e saudosos do pacto social inaugurado por Lula, que fez todos ganharem.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Ideia estapafúrdia: um partido lulista, burguês e reformista
A “ideia" de um partido lulista, burguês e reformista
Jaldes Meneses
As analogias históricas sem pé nem cabeça estão em moda. Circula por aí no debate político de esquerda na internet uma ideia estapafúrdia de ares panegíricos. É a seguinte: assim como Vargas fundou dois partidos em 1945 - o PTB para abrigar os trabalhadores emergentes, e o PSD, para abrigar as oligarquias regionais e os quadros burocráticos conservadores do Estado Novo - Lula fundaria um novo partido “lulista, reformista e burguês”.
Jaldes Meneses
As analogias históricas sem pé nem cabeça estão em moda. Circula por aí no debate político de esquerda na internet uma ideia estapafúrdia de ares panegíricos. É a seguinte: assim como Vargas fundou dois partidos em 1945 - o PTB para abrigar os trabalhadores emergentes, e o PSD, para abrigar as oligarquias regionais e os quadros burocráticos conservadores do Estado Novo - Lula fundaria um novo partido “lulista, reformista e burguês”.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Por um partido lulista, burguês e reformista!
Por Washington Siqueira Quaquá
O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscinta o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.
O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência.
O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscinta o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.
O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
terça-feira, 20 de junho de 2017
O Povo unido governa sem Partido
Crítica à forma Partido.
"Existe uma diferença entre resistir e se insurgir. E quando a esquerda rejeita a forma partido, você tende a duas ações: uma delas é a de resistência, ou seja, imprimir obstáculos em face de uma certa política; e o outro é produzir modos de vida paralelos ao que existe hegemonicamente.
Essas duas formas de ação - produzir modos de vida paralelos e resistir produzindo obstáculos - não incidem diretamente na estrutura de poder, que permanece existindo. Ela pode não avançar em face desses obstáculos mas, fora isso, ela fica intacta.
"Existe uma diferença entre resistir e se insurgir. E quando a esquerda rejeita a forma partido, você tende a duas ações: uma delas é a de resistência, ou seja, imprimir obstáculos em face de uma certa política; e o outro é produzir modos de vida paralelos ao que existe hegemonicamente.
Essas duas formas de ação - produzir modos de vida paralelos e resistir produzindo obstáculos - não incidem diretamente na estrutura de poder, que permanece existindo. Ela pode não avançar em face desses obstáculos mas, fora isso, ela fica intacta.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Três correntes políticas, dois projetos
João Sicsú
O partido dos fisiológicos e patrimonialistas é acéfalo, não tem projeto próprio, aderiu implacavelmente ao projeto do partido da Globo
Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.
Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.
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