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domingo, 17 de fevereiro de 2019
terça-feira, 8 de maio de 2018
Do boom ao caos econômico: erros e acertos da política petista.
Entrevista especial com Laura Carvalho
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
sábado, 7 de abril de 2018
A prisão do único mediador entre elites e massas no Brasil
Leonardo Avritzer
Luiz Inácio Lula da Silva é um radical de esquerda tal como alguns órgãos de mídia insistem em apresenta-lo? Analisemos a sua trajetória antes de dar uma resposta a esta questão. Lula emergiu como liderança política no final dos anos 70 e liderou um conjunto de greves a partir do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Estas greves que tensionaram uma cultura de intervenção nos sindicatos existente no Brasil, desde os anos 30, ajudaram a acelerar o fim da ditadura militar. Preso na sede do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Lula recebeu o apoio do conjunto da classe política naquele momento o que selou a sua liderança política no Brasil, e abriu caminho para a formação do P.T.
Luiz Inácio Lula da Silva é um radical de esquerda tal como alguns órgãos de mídia insistem em apresenta-lo? Analisemos a sua trajetória antes de dar uma resposta a esta questão. Lula emergiu como liderança política no final dos anos 70 e liderou um conjunto de greves a partir do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Estas greves que tensionaram uma cultura de intervenção nos sindicatos existente no Brasil, desde os anos 30, ajudaram a acelerar o fim da ditadura militar. Preso na sede do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Lula recebeu o apoio do conjunto da classe política naquele momento o que selou a sua liderança política no Brasil, e abriu caminho para a formação do P.T.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Fascismo em marcha: a judicialização e criminalização da política econômica e seus formuladores
William Nozaki
Há uma década a minha geração de pós-graduação, enquanto se formava, pôde ver em ação uma equipe de grandes economistas navegando, para além do tripé macroeconômico, contra a grande crise financeira internacional de 2008.
Os que sempre observei com mais atenção, por predileção, foram: Guido Mantega (Fazenda), Arno Augustin (Tesouro), Luciano Coutinho (BNDES), Jose Sergio Gabrielli (Petrobras), Marcio Pochmann (IPEA). Todos tiveram papel fundamental para que o país saísse maior da crise, prestaram um serviço à nação.
Os que sempre observei com mais atenção, por predileção, foram: Guido Mantega (Fazenda), Arno Augustin (Tesouro), Luciano Coutinho (BNDES), Jose Sergio Gabrielli (Petrobras), Marcio Pochmann (IPEA). Todos tiveram papel fundamental para que o país saísse maior da crise, prestaram um serviço à nação.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Maioria quer mudanças na economia, e não na Previdência Social, diz pesquisa
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Pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT ouviu 2 mil pessoas em todos os estados. Quase 90% condenam adoção de medidas que dificultem aposentadorias. Para 83%, juros altos atrapalham o país.
Eventuais mudanças nas regras da Previdência Social são rejeitadas pela maioria dos trabalhadores de todas as faixas de renda, idade e escolaridade de todas regiões do país, segundo pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, a pedido da CUT. O levantamento identifica ainda uma elevado nível de rejeição a cortes em programas sociais, especialmente na Região Nordeste, onde 90,5% dos pesquisados reprovam que recursos de programas sejam reduzidos para socorrer as contas dos governos.
Presidente do PT cobra de Dilma mudança de rumo na economia
Em artigo publicado na página do partido na internet, Rui Falcão defende o fim da alta dos juros e dos cortes em investimentos. Para ele, governo precisa adotar medidas para retomar a confiança
Rui Falcão: pauta econômica precisa devolver à população a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, cobrou do governo Dilma Rousseff mudanças na condução da economia brasileira. Em artigo publicado na página do partido na internet, Falcão defendeu que o governo dê um basta à alta dos juros e ao corte de investimentos. Segundo o petista, Dilma precisa adotar medidas entre o fim deste ano e o início do próximo para devolver à população a confiança perdida no governo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
MST contra a política econômica recessiva, que penaliza o conjunto da sociedade brasileira
Para Movimento Sem Terra, defesa da democracia não abandona crítica ao governo Tatiana Farah
Manifestações contra o impeachment não livram a presidenta Dilma Rousseff [Partido dos Trabalhadores – PT] de cobranças para mudar a política econômica e garantir direitos sociais, diz Gilmar Mauro. Liderança nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ele afirma que os movimentos sociais, mais uma vez, sairão em defesa do mandato da presidenta, mas cobram ações do governo em prol dos trabalhadores e uma política agrária que contemple os sem-terra.
O MTST [Movimento dos Sem Teto] deixou claro que a mobilização desta quarta-feira, 16 [d dezembro], é contra o impeachment, mas não é um endosso ao governo da presidenta Dilma. Esta é a posição do MST?
domingo, 20 de setembro de 2015
O garrote vil da chantagem e dos juros
Mauro Santayana
Pressionada, ainda antes de sua vitória nas urnas, pela oposição, o discurso neoliberal de enxugamento do Estado, e pelos erros - em princípio bem intencionados - cometidos nas desonerações, durante seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff fez mal em trocar a equipe econômica, e, de olho nas agências internacionais de "qualificação", ter cedido à chantagem do "mercado", colocando banqueiros para cuidar da economia brasileira, seguindo a receita ortodoxa de mais juros e mais arrocho, sob o mal disfarçado rótulo de "ajuste".
quarta-feira, 22 de julho de 2015
CUT convoca ato para dia 28 de julho contra rumos da economia
Manifestação será na sede do Ministério da Fazenda em Brasília. Economista critica política de Levy. “O ajuste fiscal é de curto prazo, pois está centrado no corte de benefícios sociais”
sábado, 18 de julho de 2015
Taxa de juros ou depósito compulsório?
Paulo Kliass –
As pressões inflacionárias não serão resolvidas apenas pelo aumento da Selic, cuja alta compromete a própria tentativa de conter gastos públicos. Uma alternativa curiosamente pouco lembrada nos meios do sistema financeiro e na imprensa, mas que poderia ser mais eficaz, é o aumento da alíquota do depósito compulsório
terça-feira, 2 de junho de 2015
Reforma financeira dispensaria o ajuste fiscal
Em recente entrevista publicada em Carta Maior (ver aqui) o professor Ladislau Dowbor reafirma o que pensam muitos e bons economistas brasileiros: o principal problema da economia brasileira situa-se no setor financeiro, e não nas finanças públicas.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Perdemos de novo, professora Maria da Conceição?
Mal ou bem, forças progressistas estão à frente do governo há 12 anos: o 'enrosco', com ela diz , é pilotado pelo campo progressista. E o atinge diretamente.
Saul Leblon
A professora Maria da Conceição Tavares tem dois motivos para não querer falar nesse momento. A gripe alegada, que acentua o grave característico da voz, é o menor deles. O quadro difícil da crise brasileira, o mais contundente. Estamos falando, porém, de uma mulher que não costuma deixar desaforo esperando na soleira da porta.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
“Onde está a contribuição dos bancos e dos mais ricos?”
Em manifesto, movimentos sociais condenam o arrocho de Dilma:
Manifesto pela Mudança na Política Econômica e Contra o Ajuste
O Brasil mudou nos últimos anos. Houve redução do desemprego e melhoria da renda do trabalhador. Milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e outros tantos conquistaram a casa própria. Além disso, milhões ingressaram e concluíram o ensino superior e o ensino técnico. Foram também iniciados e concluídos importantes projetos de infraestrutura.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Ajuste, política e religião
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| O Fim do Mundo |
Gilberto Maringoni
O ajuste fiscal não é uma iniciativa do terreno da economia. É obra profundamente política, com pitadas de religião
O ajuste de Joaquim Levy materializa uma opção feita pela administração federal em favor de um setor da sociedade: o de cima
Por uma Nova Política Econômica, com o Estado a serviço do povo:
sábado, 14 de março de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Por que Levy não tributa as fortunas?
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Que é necessário e urgente fazer um ajuste fiscal para colocar as contas do governo em ordem, estamos todos de acordo. Não tem mesmo outro jeito. Ninguém pode eternamente gastar mais do que arrecada, nem a padaria da esquina, muito menos um país.
Por isso, reuniões e mais reuniões se sucedem freneticamente em Brasília para garantir a aprovação no Congresso Nacional do pacote fiscal embrulhado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, encomendado pelo governo Dilma-2. O objetivo é economizar R$ 18 bilhões no orçamento. E quem vai pagar esta conta?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Desenvolvimento: assegurar Emprego e Renda crescentes
A peça decisiva do quebra-cabeça brasileiro
Articulações em marcha, entre centrais e autoridades econômicas, para evitar um ciclo de demissões no setor automobilístico, sinalizam uma avenida a percorrer.
Saul Leblon
O quebra-cabeça brasileiro inclui uma peça-chave cuja movimento no tabuleiro pode mudar o desfecho do jogo.
O nome dessa peça é repactuação política do desenvolvimento.
Seus atores são os movimentos sociais organizados, as centrais sindicais, as entidades empresariais --sobretudo as da indústria, e o governo.
Articulações em marcha, entre centrais e autoridades econômicas, para evitar um ciclo de demissões no setor automobilístico, sinalizam uma avenida a percorrer.
Saul Leblon
O quebra-cabeça brasileiro inclui uma peça-chave cuja movimento no tabuleiro pode mudar o desfecho do jogo.
O nome dessa peça é repactuação política do desenvolvimento.
Seus atores são os movimentos sociais organizados, as centrais sindicais, as entidades empresariais --sobretudo as da indústria, e o governo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
"O Salário Mínimo Cresceu Demais"
Chamando o Dunga
Esta é uma especialidade brasileira, muito utilizada em momentos de impasse no qual os modelos se esgotam e só produzem resultados pífios. Depois de um jogo catastrófico, todos percebem que uma transformação é necessária. As ruas começam a clamar por mudanças, renovação. Então, os dirigentes convocam a imprensa e, com ar grave, como se estivessem sob o tribunal de um limiar histórico, dizem às câmeras: "Diante do clamor por mudanças e pelo novo, precisamos ter coragem de inovar. Por isto, apresentamos o novo técnico da seleção... Dunga".
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