Em quase metade dos municípios do Ceará (44%) e da Bahia (43,8%) os benefícios que a população recebe da Previdência são superiores à receita total dos municípios. Em consequência, caso a Reforma da Previdência atual seja aprovada, é praticamente inevitável um forte abalo na economia destes dois estados.
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segunda-feira, 22 de abril de 2019
Golpe na Previdência afetará municípios
Em quase metade dos municípios do Ceará (44%) e da Bahia (43,8%) os benefícios que a população recebe da Previdência são superiores à receita total dos municípios. Em consequência, caso a Reforma da Previdência atual seja aprovada, é praticamente inevitável um forte abalo na economia destes dois estados.
sexta-feira, 12 de abril de 2019
terça-feira, 26 de março de 2019
Como a China subverte a ortodoxia econômica
Governo gasta, sistematicamente, mais do que arrecada. Para as teorias convencionais, país estaria quebrado. Mas tornou-se uma superpotência global. Haverá algo errado com as velhas fórmulas de “austeridade”?
MERCADO X DEMOCRACIA
por David Deccache
MERCADO X DEMOCRACIA
por David Deccache
domingo, 17 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
“Há um clamor unânime e geral por renda básica de cidadania universal e incondicional”. Entrevista especial com Lena Lavinas
Patricia Facchin | 01 Dezembro 2018
Qual é o saldo das políticas públicas na trajetória macroeconômica brasileira entre 2003 e 2017? Ao responder a essa questão, a economista Lena Lavinas é categórica ao afirmar que elas não foram suficientes para atender às demandas das famílias por mais bem-estar e segurança socioeconômica. As chamadas “classes médias” que estavam em ascensão, pondera, “permaneceram vulneráveis”, porque “quanto mais ganhavam, mais dispendiam, pois apesar de a oferta de emprego estar em alta, não houve provisão pública em educação e saúde que lhes desse um certo fôlego. As classes médias têm gastos crescentes para se manterem como classe média, manterem seu status. São despesas com pagamento de escola e universidade para os filhos, aluguel, despesas de saúde que, no Brasil, são majoritariamente out of pocket (ou seja, independem de adesão a plano de saúde)”.
Qual é o saldo das políticas públicas na trajetória macroeconômica brasileira entre 2003 e 2017? Ao responder a essa questão, a economista Lena Lavinas é categórica ao afirmar que elas não foram suficientes para atender às demandas das famílias por mais bem-estar e segurança socioeconômica. As chamadas “classes médias” que estavam em ascensão, pondera, “permaneceram vulneráveis”, porque “quanto mais ganhavam, mais dispendiam, pois apesar de a oferta de emprego estar em alta, não houve provisão pública em educação e saúde que lhes desse um certo fôlego. As classes médias têm gastos crescentes para se manterem como classe média, manterem seu status. São despesas com pagamento de escola e universidade para os filhos, aluguel, despesas de saúde que, no Brasil, são majoritariamente out of pocket (ou seja, independem de adesão a plano de saúde)”.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
ESTOMAGO: NA HORA DA MESA, HÁ DIFERENÇA ENTRE OS QUE QUEREM MATAR A FOME E OS QUE SACIAM SEU PALADAR
Wagner Batista
Nos anos 1970, Celso Furtado, paraibano de Pombal, discorreu sobre carências. Sobre a profunda diferença que existe entre a falta de uma garrafa de vinho e um naco de pão numa mesa familiar. O decisivo em eleições não é o estomago dos que têm fome, mas o apetite insaciável dos pantagruéis que definem o cardápio político, a agenda do judiciário, as regras e o resultado do jogo de cartas marcadas..
Razão não depende de geografia
No imaginário nacional, o Nordeste segue como a terra que vota com o estômago
Fabiana Moraes
Somos um país de pobres que detesta a pobreza. Aprendemos que ela é abjeta e que em seu interior há pouca chance de dignidade. “Cara de pobre”, “coisa de pobre”, “pobreza pega”. O que é dito como brincadeira guarda seus enunciados de verdade. Logo, é comum soltar um “os pobres precisam parar de ter filhos”.
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Renda Mínima Universal. Valério Arcary avalia.
Tem muita gente honesta, e até radical na esquerda brasileira, fascinada com a ideia de uma renda mínima universal. A proposta tem como argumento a experiência de um Fundo Permanente no Alasca que distribui, desde 1982, uma parte dos dividendos gerados pela exploração do petróleo para todos os residentes, independentemente, de qual seja a sua renda. Você pode pensar: pagar para alguém querer morar no Alasca parece algo razoável como compensação pelo clima glacial. Mas não é. Porque o tema é mais complicado.
domingo, 15 de julho de 2018
A nova (des)ordem mundial
Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:
Publicado na quarta-feira 4 de julho no jornal Valor, o artigo de Martin Wolf, editor do Financial Times, denuncia as manobras de Donald Trump para implodir a ordem mundial. “São características destacadas do comportamento de Trump suas invenções, sua autocomiseração e sua prática da intimidação: os outros, inclusive os aliados históricos, estão “zombando de nós” em relação ao clima ou “nos enganando” em relação ao comércio exterior. A União Europeia, argumenta ele, “foi implantada para tirar proveito dos EUA, certo? Não mais... Esse tempo acabou”.
Publicado na quarta-feira 4 de julho no jornal Valor, o artigo de Martin Wolf, editor do Financial Times, denuncia as manobras de Donald Trump para implodir a ordem mundial. “São características destacadas do comportamento de Trump suas invenções, sua autocomiseração e sua prática da intimidação: os outros, inclusive os aliados históricos, estão “zombando de nós” em relação ao clima ou “nos enganando” em relação ao comércio exterior. A União Europeia, argumenta ele, “foi implantada para tirar proveito dos EUA, certo? Não mais... Esse tempo acabou”.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Paulo Kliass: O chororô da carga tributária
Por Paulo Kliass*
Ao contrário do que vinha sendo propalado aos quatro ventos pelos porta-vozes dos interesses do financismo, o déficit orçamentário dos anos recentes não pode ser explicado por imagens tão apelativas quanto irreais, a exemplo de “explosão descontrolada de gastos” ou “populismo bolivariano”.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Laura Carvalho: "Distribuir renda no Brasil sem mexer nos impostos é quixotesco"
No livro, você destaca o papel do investimento público no crescimento, chamado por você de "milagrinho" econômico, aliado a políticas de valorização do salário mínimo.
No livro 'Valsa brasileira', uma análise da economia durante os governos petistas, a economista propõe mais impostos para ricos e que investimentos em inovação e serviços andem juntos
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Temer desmonta a indústria nacional
Marcio Pochmann
A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária. Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.
A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária. Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.
domingo, 17 de junho de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
O Brasil não quebrou
Paulo Nogueira Batista Jr.
O governo Temer caminha para um fim melancólico. O golpismo desmoraliza-se cada dia mais. Posso arriscar, leitor, algumas previsões eleitorais? É uma temeridade, bem sei. Em política, vale com força especial a advertência de Keynes: “The expected never happens; it is the unexpected always” (O esperado nunca acontece; é o inesperado sempre).
O governo Temer caminha para um fim melancólico. O golpismo desmoraliza-se cada dia mais. Posso arriscar, leitor, algumas previsões eleitorais? É uma temeridade, bem sei. Em política, vale com força especial a advertência de Keynes: “The expected never happens; it is the unexpected always” (O esperado nunca acontece; é o inesperado sempre).
Terra, Trabalho e Teto contra a idolatria ao dinheiro
O sistema financeiro sob o prisma ético, segundo o Vaticano
Guilherme Costa Delgado
O sistema midiático corporativo brasileiro, com as exceções de praxe, resolveu aplicar a tese do ‘silêncio obsequioso’ sobre um tema que o Papa Francisco vem tratando repetidamente, ainda que de passagem, em vários pronunciamentos: ‘a nova idolatria ao dinheiro’.
O sistema midiático corporativo brasileiro, com as exceções de praxe, resolveu aplicar a tese do ‘silêncio obsequioso’ sobre um tema que o Papa Francisco vem tratando repetidamente, ainda que de passagem, em vários pronunciamentos: ‘a nova idolatria ao dinheiro’.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
A psicologia de massas do fascismo ontem e hoje: por que as massas caminham sob a direção de seus algozes?
“situação econômica e a situação ideológica das massas não coincidem necessariamente”. (Wilhelm Reich)
Por Mauro Luis Iasi.
“o fascismo, na sua forma mais pura, é o somatório de todas as reações irracionais do caráter do homem médio”
W. Reich
“queriam que eu falasse do agora mas, o presente que procuro está preso em um passado que insiste em ser futuro”
M. Iasi
terça-feira, 8 de maio de 2018
Do boom ao caos econômico: erros e acertos da política petista.
Entrevista especial com Laura Carvalho
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
sábado, 28 de abril de 2018
Belluzzo: Descaminhos da globalização
Luiz Gonzaga Belluzzo
CartaCapital nasceu em 1994, ano do Plano Real, com o mundo e o Brasil em êxtase desde os 80 com as pregações da nova economia. Crises financeiras fustigaram o Japão em 1989, o México em 1994, iriam abalar a Ásia em 1997 e o Brasil em 1999, mas, na visão de muitos, a economia global vivia os confortos da “Grande Moderação”.
CartaCapital nasceu em 1994, ano do Plano Real, com o mundo e o Brasil em êxtase desde os 80 com as pregações da nova economia. Crises financeiras fustigaram o Japão em 1989, o México em 1994, iriam abalar a Ásia em 1997 e o Brasil em 1999, mas, na visão de muitos, a economia global vivia os confortos da “Grande Moderação”.
domingo, 8 de abril de 2018
Chico de Oliveira: "A esquerda reformista ainda tem futuro"
Apesar das reformas do governo Temer, que visam destruir de vez a era varguista, Oliveira soa otimista em relação ao futuro
Por Sergio Lirio
“Meu nome é longo: Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira. Sou pernambucano, estou com 84 anos, descendo a ladeira mais rápido do que eu gostaria”, brinca o sociólogo durante os preparativos da gravação.
Na manhã da entrevista, Chico de Oliveira parece recomposto da hemodiálise semanal. Está bem disposto e afiado. Faz piada de si mesmo e do cenário político. Transpira, na verdade, a essência de seu mais recente livro, “Brasil: Uma Biografia Não Autorizada”, uma coletânea lançada pela Boitempo que mescla textos inéditos com artigos publicados nos anos recentes.
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