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quinta-feira, 21 de junho de 2018

A Ponte para o Futuro é o abismo nosso de cada dia"

Dilma não pagou apenas por seus acertos

No livro “Lulismo em Crise” (Companhia das Letras, 2018), André Singer analisa exaustivamente as condições políticas que levaram ao que chamou de “ensaio republicano” e “ensaio desenvolvimentista” do governo de Dilma Rousseff e, posteriormente, à sua derrubada.

A demissão de membros corruptos do alto escalão do governo e da Petrobras seria consequência, segundo o autor, da percepção de que “apenas um Estado republicanizado seria capaz de reindustrializar o Brasil”.

No âmbito da política econômica, o objetivo da reindustrialização teria se refletido na redução da taxa de juros básica pelo Banco Central, no uso de bancos públicos para reduzir spreads bancários, na desvalorização do real e no controle de tarifas de energia elétrica.

terça-feira, 22 de maio de 2018

’‘O Processo’, ou o Brasil que Kafka não viu


Documentário de Maria Augusta Ramos mostra os bastidores do processo de impeachment sofrido pela presidente Dilma Rousseff em 2016. Premiado no exterior, o filme entra hoje em cartaz em 60 salas em todo Brasil.

Luiz Zanin Oricchio

O título do documentário de Maria Augusta Ramos delimita um campo e faz alusão a uma obra clássica. O Processo diz que vai se restringir ao andamento parlamentar e jurídico que depôs a presidente Dilma Rousseff e que este muito se assemelha ao que descreve Franz Kafka em sua obra famosa.

Desse modo, o filme não toca, pelo menos não diretamente, na concertação de forças que permitiu a deposição de uma presidente que havia recebido 54 milhões de votos nas urnas. Restringe-se ao tortuoso percurso parlamentar e jurídico desenhado para dar ares de legalidade a um julgamento já feito de antemão, a um jogo já jogado antes mesmo de começar.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Políticos Laicos


Wanderley Guilherme dos Santos

Na rota entre BR-2002 e BR-2018 operou-se a transformação de um país em que todos ganhavam em outro no qual todos perdem.

Em 2002, após três tentativas, Lula conseguiu persuadir o eleitorado de que os planos econômicos fracassariam enquanto não houvesse significativa promoção social dos pobres e muito pobres.


A desigualdade extrema permitiu que a primeira das várias medidas com modesto gasto público, o programa bolsa-família, proporcionasse sensível aumento na renda familiar. O impacto no consumo aliviou parte da capacidade ociosa da indústria voltada para consumo de massa sem massa para consumir.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Do boom ao caos econômico: erros e acertos da política petista.

Entrevista especial com Laura Carvalho

Patricia Fachin

Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Perder para ganhar?

Ricardo Cappelli

No final de 2015 o fantasma do impeachment rondava o Planalto. Dificuldades econômicas sinalizavam a possibilidade real de retrocessos nas conquistas da era Lula. As escolhas feitas por Dilma afastavam o governo de sua base social.

Analisando este cenário, alguns dos radicais de hoje, nos bastidores, diziam que era melhor Dilma cair, deixar a crise estourar no colo do PMDB e do PSDB para que Lula voltasse nos braços do povo em 2018.

sábado, 21 de abril de 2018

Sobre Aécio Neves e a natureza da Lava Jato


Imparcialidade da Justiça no combate à corrupção ??  

Legitimar o golpe parlamentar e a prisão sem provas de Lula.??

Tucanos entregam os anéis para preservar os dedos

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Minúsculo Tribunal Federal


Supremo ou pequeno?

Guilherme Boulos

O STF tem se apequenado faz tempo, desde que admitiu as arbitrariedades da Lava Jato e o golpe contra Dilma Rousseff

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Operação Zelotes; Comando da Aeronáutica nega irregularidades na escolha de caça sueco para FAB


Diante da reabertura das investigações do Programa F-X2 pelo Ministério Público, militares afirmam que opção pelo Saab Gripen NG seguiu critérios exclusivamente técnicos 

Por Edmundo Ubiratan em 11 de Fevereiro de 2016 às 16:00 

O Ministério Público Federal reabriu as investigações sobre o processo de compra do caça Gripen NG, dentro do programa F-X2. A suspeita de irregularidades surgiu durante a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga a compra de Medidas Provisórias durante o governo Lula. Os procuradores acreditam haver indícios de que o contrato firmado entre o governo brasileiro e a empresa sueca Saab possa ter sido influenciado pelos lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, que tinham acesso privilegiado ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Documentos recém-descobertos apontam que Marcondes atuou como lobista da empresa sueca junto ao governo brasileiro durante o programa F-X2. A suspeita do Ministério Público é a de que a atuação possa ter envolvido corrupção e tráfico de influência. 

Em contato com a reportagem de AERO Magazine, o Comando da Aeronáutica reafirma que todo o processo foi conduzido pela COPAC (Comissão Coordenadora do programa Aeronaves de Combate) de forma independente e completamente técnica. O relatório com mais de 37 mil páginas produzido pela COPAC aponta o Gripen NG como preferido pelos militares. Segundo o documento, o caça sueco é a melhor opção operacional, logística, industrial e tecnológica. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Lula contra a desigualdade social

A desigualdade do capital

Marcio Pochmann  

Quando as políticas públicas começavam a desenhar uma ação para atacar a desigualdade extrema do capital, o condomínio de interesses em torno do Projeto para o futuro destitui a presidenta democraticamente eleita. No seu lugar, emergiram as reformas contra os pobres e os segmentos de rendimentos intermediários, o que tem favorecido ainda mais as rendas do capital.

Controvérsia

 


terça-feira, 4 de julho de 2017

Roberto Cavalcanti, do Sistema Correio de Comunicação, irresponsável, caluniou Lula e Dilma Rousseff



"Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade coletiva - isto é, exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela embute uma ética, mas a ética não é inocente. Ela é uma ética de classe." 

 [Antonio Gramsci]
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