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quinta-feira, 1 de março de 2018
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Com direitos e sem deveres | José de Souza Martins
A agressão violenta de um aluno de 15 anos de idade contra uma professora em Santa Catarina traz à tona a questão de fundo das formas cotidianas de violência no Brasil. Especialmente na área da educação, nas escolas públicas, mesmo nas universidades.
Não é necessário que o professor sangre, como neste caso, para que a violência se configure. Sem contar que a violência contra os docentes esconde, de fato, um movimento difuso cuja consequência será a destruição da escola pública, laica e gratuita. Não obstante agentes dessa violência sejam jovens com cara e nome, cabe, sim, perguntar: quem está por trás deles? Qual a causa de quem conspira contra a escola pública dizendo que a defende com a violência física e moral contra o professor e a instituição?
Não é necessário que o professor sangre, como neste caso, para que a violência se configure. Sem contar que a violência contra os docentes esconde, de fato, um movimento difuso cuja consequência será a destruição da escola pública, laica e gratuita. Não obstante agentes dessa violência sejam jovens com cara e nome, cabe, sim, perguntar: quem está por trás deles? Qual a causa de quem conspira contra a escola pública dizendo que a defende com a violência física e moral contra o professor e a instituição?
sábado, 6 de maio de 2017
Charles Darwin escreveu sobre a escravidão no Brasil
Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato:
“Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais.
“Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais.
quarta-feira, 8 de março de 2017
"Cultura da corrupção torna difícil mudar sistema"
Diretor da Fundação Konrad Adenauer diz que, após três anos, Lava Jato não gerou mudança na política brasileira. Em parte, segundo ele, devido à aceitação por parte da sociedade de que regras e leis sejam violadas.
Quase três anos após seu início, a Operação Lava Jato ainda não conseguiu gerar uma mudança de comportamento dos políticos e partidos brasileiros, afirma o jurista alemão Jan Woischnik, diretor da Fundação Konrad Adenauer no Brasil.
Quase três anos após seu início, a Operação Lava Jato ainda não conseguiu gerar uma mudança de comportamento dos políticos e partidos brasileiros, afirma o jurista alemão Jan Woischnik, diretor da Fundação Konrad Adenauer no Brasil.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
O que é a vulgaridade do poder?
“... luxo, sem cultura, era dramaticamente vulgar, pois, não se justificando pelo gosto, ele se tornava violência pura: um esbanjo que só servia para exibir o privilégio.(...)O poder é vulgar de duas formas básicas, que se misturam facilmente. Há a vulgaridade do poder sem cultura e há a vulgaridade do poder sem questões e dilemas morais.”
Contardo Calligaris
Volto a uma história de minha adolescência. Talvez hoje eu consiga entender plenamente sua significação.
No começo dos anos 1960, na Itália, eu simpatizava com os partidos de esquerda. Meu pai era um social-democrata sem afiliação partidária, mas ele tinha participado da resistência ao fascismo, durante os últimos anos da Segunda Guerra.
Contardo Calligaris
Volto a uma história de minha adolescência. Talvez hoje eu consiga entender plenamente sua significação.
No começo dos anos 1960, na Itália, eu simpatizava com os partidos de esquerda. Meu pai era um social-democrata sem afiliação partidária, mas ele tinha participado da resistência ao fascismo, durante os últimos anos da Segunda Guerra.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Sociedade da corrupção: o que leva políticos e empresários a se entregar à indecência escancarada?
No Brasil, corromper se tornou modo de vida, apoiado no tripé impunidade, vício e banalidade. Mas o que levou uma legião de políticos, servidores e empresários a se entregar à indecência escancarada?
Jurandir Freire Costa
É de Thomas Jefferson a frase: “Estremeço por meu país quando reflito que Deus é justo; que Sua justiça não pode dormir para sempre”. Deixemos de lado o tom religioso do apelo feito a Deus por um dos artífices da democracia ocidental. No discurso de Jefferson, o que salta à vista é o temor de que certas iniquidades atropelem a justiça mundana e exijam uma força transcendente para barrar sua expansão.
Jurandir Freire Costa
É de Thomas Jefferson a frase: “Estremeço por meu país quando reflito que Deus é justo; que Sua justiça não pode dormir para sempre”. Deixemos de lado o tom religioso do apelo feito a Deus por um dos artífices da democracia ocidental. No discurso de Jefferson, o que salta à vista é o temor de que certas iniquidades atropelem a justiça mundana e exijam uma força transcendente para barrar sua expansão.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Zaidan: O ministro da ave...cultura!
Michel Zaidan Filho
Por acordos fisiológicos, Mendonça Filho (DEM/PE) assume Ministério da Educação e Cultura
Permaneci esse tempo todo intrigado com o modo como ficou indicado o deputado pernambucano José Mendonça Filho (o “Mendoncinha”). No início, pensei que fosse uma retribuição pelo seu ingente trabalho conspiratório contra a Presidente da República, mesmo desmerecendo com isso a importância da Educação, nesse ministério de “homens, brancos e ricos”, como disse a nossa Presidenta.
domingo, 15 de maio de 2016
‘Sem festa’, por Caetano Veloso
Músico diz que a extinção do Ministério da Cultura é ato retrógrado e rejeita argumento de que artistas famosos vivem do dinheiro do Estado
RIO — Parece que há quem queira festejar. Eu, neste primeiro momento do governo Michel Temer, só tenho mesmo é uma grande queixa a fazer: a extinção do MinC é ato retrógrado.
segunda-feira, 14 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
O pretexto é a corrupção. Mas o ódio contra o PT é por causa da inclusão social
Crise no Brasil vista por jornalistas e intelectuais brasileiros
Paulo Portugal
Pedimos a vários jornalistas e intelectuais brasileiros para partilharem connosco a sua visão pessoal sobre o que se está a passar com Lula da Silva. Chamar-lhe ‘Lula-gate’ pode ser uma força de expressão, e foi a que nos ocorreu para descrever a força arremessada pela justiça.
Pelas ondas de choque provocadas e pela campanha em alguns órgãos de comunicação, que logo foi refutada por uma onda de protestos, decidimos auscultar aqueles que estão habituados a lidar com a comunicação e a informação, para perceber os contornos de um dos momentos mais tensos da política e da sociedade brasileira.
domingo, 3 de janeiro de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
Nova OAB/PB dará fim à cultura do coronelismo pós-moderno espraiado em entidades urbanas e rurais.?
Paulo Maia gesta uma nova Cultura na OAB/PB
Ainda nem começou de fato, posto que ainda precisa tomar posse lá pelos meados de fevereiro, mesmo assim os primeiros movimentos de bastidores produzidos pelo advogado Paulo Maia, eleito presidente da OAB/PB de forma surpreendente, já intuem o nível do que pode se configurar na mais forte mudança de conceitos e de gestão na Ordem.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Podemos, a cultura enquanto política
O programa de política cultural do Podemos é um claro avanço no entendimento do cultural como território de participação e realização cívica.
Rui Matoso - Esquerda.net
No nos cansamos de repetirlo: sin tomarse la cultura en serio, no hay cambio político.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Michel Zaidan Filho: As mentiras piedosas
Um dos maiores críticos da Cultura Ocidental, Frederico Nietzsche, disse uma vez que “as verdades” são como velhas moedas que perderam o seu valor e que se colocaram no lugar daquilo que representavam: ou sejam elas não representam mais nada, a não ser elas mesmas. Coerente em sua visão retórica do conhecimento humano, dizia o filósofo as verdades são mentiras convencionalmente aceitas pela comunidade. Um dia, alguém grita: “o rei está nu”, e as mentiras estabelecidas como verdades vêm abaixo. Os pensadores modernos foram pródigos em levantar a suspeita sobre o conhecimento.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
O poeta que abriu a universidade aos quadrinhos
O marxista Cirne foi um dos primeiros a rejeitar equiparação das HQs a “mero entretenimento”
Apaixonado por cultura popular e revolução, Moacy Cirne desafiou acadêmicos a examinar gênero literário que muitos tratavam com desprezo. Sua “semiologia materialista” sugeria repensar papel do artista
sábado, 15 de agosto de 2015
Rios, Pontes e Overdrivers; Música, Chico Science
Porque no rio tem pato comendo lama?
Porque no rio tem pato comendo lama?
Porque no rio tem pato comendo lama?
Rios, pontes e overdrives - impressionantes esculturas de lama
domingo, 12 de julho de 2015
Brasil: uma cultura da violência?
Márcia Pinna Raspanti.
“Não castigar os excessos que eles (os escravos) cometem seria culpa não leve, porém estes se hão de averiguar antes, para não castigar os inocentes e, se hão de ouvir os delatados e, convencidos, castigar-se-ão com açoutes moderados ou com os meter em uma corrente de ferro por algum tempo ou tronco. Castigar com ímpeto, com ânimo vingativo, por mão própria e com instrumentos terríveis e chegar talvez aos pobres com fogo ou lacre ardente, ou marcá-los na cara, não seria para se sofrer entre bárbaros, muito menos entre cristãos católicos”,- Cultura e Opulência do Brasil, de André João Antonil (pseudônimo do jesuíta João Antônio Andreoni).
No trecho acima, Andreoni, no início do século XVIII, pedia aos senhores que tivessem moderação e não castigassem seus escravos com “ânimo vingativo”. O religioso não era contra as punições físicas, mas recomendava que se evitasse a crueldade extrema e que se tomasse muito cuidado para não castigar os inocentes.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Disputar o povão: neopentecostalismo como luta de classes
Edemilson Paraná.
Como não tivessem sido suficientes as leituras e releituras do fenômeno do lulismo em nossa história política recente, os últimos meses não nos tem sido leves à respeito: está na mão do “povão”, das maiorias sociais como minorias políticas, o destino político do Brasil. Por mais óbvia e rudimentar que pareça esta afirmação, trata-se de algo que segue negado, implícita ou explicitamente, há décadas pela direita e por largos setores das esquerdas no Brasil. Eis uma das principais razões pela crise em que estamos metidos.
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