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terça-feira, 26 de março de 2019

Como a China subverte a ortodoxia econômica

Governo gasta, sistematicamente, mais do que arrecada. Para as teorias convencionais, país estaria quebrado. Mas tornou-se uma superpotência global. Haverá algo errado com as velhas fórmulas de “austeridade”?

MERCADO X DEMOCRACIA

por David Deccache

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A culpa é da esquerda


A culpa é um afeto pouco transformativo. Assim como criticar tornou-se o mesmo que desqualificar e agredir, autocrítica tornou-se sinônimo de admissão de culpa.

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

Agora que o castelo de areia criado pelo ódio e pela desinformação começa a ser varrido pelas ondas de corrupção e lama que vêm caracterizando as primeiras semanas do governo Bolsonaro, talvez tenha chegado a hora da autocrítica da esquerda. Qual parte lhe cabe nesse latifúndio de miséria, ignorância e regressão? Imagino que vários outros (bem mais qualificados em ciência política e no entendimento de processos institucionais, que efetivamente comandam o chão de fábrica da política) tenham muito mais e melhor a dizer do que eu. Mas aqui vai minha contribuição lateral para esse começo de conversa que teve bons e maus motivos para ser adiada.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Por dentro do esquema do WhatsApp que pode eleger Bolsonaro

Gabriel Ferreira e João Pedro Soares, Agência Andante

Listas telefônicas em papel, chips importados, grupos segmentados e hibridismo entre militantes e disparadores pagos. Essas foram algumas das estratégias utilizadas pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para criar sua extensa rede de comunicação paralela via WhatsApp. Na reta final da eleição, Época conversou com pessoas que mergulharam ou participaram ativamente da construção do sistema, marcado pela circulação de notícias falsas e financiamento duvidoso. Um dos ouvidos pediu anonimato por temer retaliações.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O campo sutil e a ação política


Por que a racionalidade não nos defendeu do pior, em 2018? As especulações holístico-xamânicas e técnicas como a constelação familiar poderão dizer algo?

Por Débora Nunes

Diante do resultado das eleições do Brasil tem-se feito análises profundas, pertinentes e importantes para nossa história política e para nosso futuro. Mas a pergunta “por que a racionalidade saiu de campo e não nos defendeu do pior?” continua martelando sem uma resposta clara. Analisar a influência do campo sutil pode ajudar a ver como chegamos até aqui no Brasil e sobre o que nos aguarda, pois muito do que aconteceu não está no campo da racionalidade vigente. O paradigma holístico-sistêmico-ecológico traz o reconhecimento da dimensão imaterial do mundo como novo campo de conhecimento. Quando a dimensão material foi dissecada com competência pelo paradigma cartesiano e pelo materialismo histórico e dialético, que é parte dele, e mesmo assim restam tantas perguntas, é hora de ir além.


domingo, 4 de novembro de 2018

Vitória de Bolsonaro reflete força de emissoras evangélicas

... se erguia dessas ruínas centenas de emissoras de TV e rádio evangélicas... 

...Estima-se que 40% das redes de rádios existentes no Brasil estejam ligadas a igrejas ou com algum tipo de relação com a fé....

Intervozes

A rede de fake news certamente teve peso na movimentação eleitoral de 2018 e foi feita de maneira ilegal, mas não é a explicação suficiente

A Record, de propriedade da Igreja Universal, é composta por mais de cem emissoras de TV no País

O caminho mais fácil e menos dolorido para explicarmos uma derrota é colocar a responsabilidade em algum agente externo e incontrolável. Isso nos exime da maior parte da responsabilidade e nos posiciona confortavelmente em uma zona meramente acusatória. A rede de notícias falsas certamente teve peso na movimentação eleitoral de 2018 e foi feita de maneira ilegal, mas não é a explicação suficiente.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os valores e metáforas do universo Bolsonaro

Gabriel Bayarri

“Pai Estrito”. “Masculinidade”. “Guerra Justa”. “Punição”. “Sucesso”. Como o ex-capitão articulou os valores arcaicos da sociedade brasileira num discurso eficaz. Por que a esquerda precisa reconstruir seu campo semântico

Uma série de justificativas escondidas em forma de metáforas se reproduziam nas portas da casa de Jair Bolsonaro no bairro carioca da Barra da Tijuca, no domingo 7 de Outubro — primeiro turno das eleições presidenciais.


sábado, 27 de outubro de 2018

Presença da polícia em universidade afronta a autonomia universitária


Presidente do Supremo e procuradora-geral cobram liberdade às universidades

Toffoli diz que universidades são autônomas; Dodge vê indícios de excesso em ações

Reynaldo Turollo Jr.; Letícia Casado

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, cobraram nesta sexta-feira (26) autonomia e liberdade nas universidades, após ações policiais e da Justiça Eleitoral proibirem discussões sobre democracia e fascismo e retirarem faixas com dizeres antifascistas, ​sob a justificativa de coibir propaganda eleitoral irregular em prédios públicos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Como lutar contra um fascista sem se tornar um deles


A necessidade da ficção no Brasil hoje, ou como lutar contra um fascista sem se tornar um deles

Beatriz Bracher


Talvez o que nossa sensibilidade consiga captar, de forma inconsciente, seja uma substância que ainda não se mostrou em história, não pode ser abraçada ou contestada, mas está presente e interfere na nossa relação uns com os outros. Como uma membrana em nossa córnea, um peso amarrado no tornozelo, uma coleira no pescoço com uma corda muito longa, mas finita, sentimentos coletivos inapreensíveis por nossa consciência diuturna. Às vezes até somos capazes de ouvi-los ou vê-los, mas não há como apreendê-los e, por isso, nos escorrem pelas mãos.


Falar da necessidade da ficção no Brasil em 2018 é, para começo de conversa, falar da relação entre realidade e ficção, um tema discutido, pelo menos, desde Sócrates.


Como chegamos a esse estado de coisas?



Para psicanalista, Bolsonaro ‘extrai de nós o que temos de pior como ser humano’


O clima agressivo e por vezes violento que domina o cenário político brasileiro já chegou aos divãs dos psicanalistas de todo o Brasil. Mas uma pergunta que muitos se fazem ao deparar com o clima algo bélico do processo eleitoral de 2018 é como chegamos a esse estado de coisas?


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Belisario: Discurso de Ódio incentiva a Violência

Discurso de ódio incentiva a violência diz Belisario 

Remelexo da notícia:  22 de outubro de 2018 
Por Eleonora de Lucena e Rodolfo de Lucena

Em um segundo, na hora do voto, o país pode consolidar uma situação que provocará um tropeço histórico que poderá durar anos. É o que avalia o advogado Belisario dos Santos Jr. ao falar da eleição ao TUTAMÉIA. Junto com centenas de personalidades do mundo do direito, ele assinou um manifesto em favor de Fernando Haddad (leia o conteúdo ao final deste texto). Para ele, hoje, “não há espaço para omissão”.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ESTOMAGO: NA HORA DA MESA, HÁ DIFERENÇA ENTRE OS QUE QUEREM MATAR A FOME E OS QUE SACIAM SEU PALADAR


Wagner Batista

Nos anos 1970, Celso Furtado, paraibano de Pombal, discorreu sobre carências. Sobre a profunda diferença que existe entre a falta de uma garrafa de vinho e um naco de pão numa mesa familiar. O decisivo em eleições não é o estomago dos que têm fome, mas o apetite insaciável dos pantagruéis que definem o cardápio político, a agenda do judiciário, as regras e o resultado do jogo de cartas marcadas..

Razão não depende de geografia

No imaginário nacional, o Nordeste segue como a terra que vota com o estômago

Fabiana Moraes 

Somos um país de pobres que detesta a pobreza. Aprendemos que ela é abjeta e que em seu interior há pouca chance de dignidade. “Cara de pobre”, “coisa de pobre”, “pobreza pega”. O que é dito como brincadeira guarda seus enunciados de verdade. Logo, é comum soltar um “os pobres precisam parar de ter filhos”.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Renda Mínima Universal. Valério Arcary avalia.


Tem muita gente honesta, e até radical na esquerda brasileira, fascinada com a ideia de uma renda mínima universal. A proposta tem como argumento a experiência de um Fundo Permanente no Alasca que distribui, desde 1982, uma parte dos dividendos gerados pela exploração do petróleo para todos os residentes, independentemente, de qual seja a sua renda. Você pode pensar: pagar para alguém querer morar no Alasca parece algo razoável como compensação pelo clima glacial. Mas não é. Porque o tema é mais complicado.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O eclipse da ética na atualidade



"A ética da responsabilidade universal, ou assumimos juntos responsavelmente o destino de nossa Casa Comum ou então percorreremos um caminho sem retorno. Somos responsáveis pela sustentabilidade de Gaia e de seus ecossistemas para que possamos continuar a viver junto com toda a comunidade de vida", escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Como discutir com os reacionários?


Uma questão que se coloca para todos nós é saber se é ou não necessário discutir com reacionários. Como devemos fazer a luta política? Será que vale a pena?

Valério Arcary

O cenário é ruim. Um candidato neofascista, Jair Bolsonaro, pode chegar ao segundo turno das eleições presidenciais, pela primeira vez, desde o fim da ditadura militar. A bandeira da “intervenção militar” adquiriu influência real. Ou seja, a situação é grave. Mas as eleições estão, totalmente, indefinidas.

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