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domingo, 15 de julho de 2018

A nova (des)ordem mundial

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Publicado na quarta-feira 4 de julho no jornal Valor, o artigo de Martin Wolf, editor do Financial Times, denuncia as manobras de Donald Trump para implodir a ordem mundial. “São características destacadas do comportamento de Trump suas invenções, sua autocomiseração e sua prática da intimidação: os outros, inclusive os aliados históricos, estão “zombando de nós” em relação ao clima ou “nos enganando” em relação ao comércio exterior. A União Europeia, argumenta ele, “foi implantada para tirar proveito dos EUA, certo? Não mais... Esse tempo acabou”.


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Paulo Kliass: O chororô da carga tributária

O quadro de dificuldades proporcionadas pela crise fiscal tem oferecido um vasto cardápio de interpretações a respeito das alternativas a serem adotadas para a superação do quadro atual. A cada dia que passa parece ampliar-se o entendimento mais adequado a respeito das principais causas que levaram ao aprofundamento da situação de desequilíbrio nas contas públicas.

Por Paulo Kliass*

Ao contrário do que vinha sendo propalado aos quatro ventos pelos porta-vozes dos interesses do financismo, o déficit orçamentário dos anos recentes não pode ser explicado por imagens tão apelativas quanto irreais, a exemplo de “explosão descontrolada de gastos” ou “populismo bolivariano”.


sábado, 16 de junho de 2018

O Brasil não quebrou

Paulo Nogueira Batista Jr.

O governo Temer caminha para um fim melancólico. O golpismo desmoraliza-se cada dia mais. Posso arriscar, leitor, algumas previsões eleitorais? É uma temeridade, bem sei. Em política, vale com força especial a advertência de Keynes: “The expected never happens; it is the unexpected always” (O esperado nunca acontece; é o inesperado sempre).

sábado, 12 de agosto de 2017

Brasil, o paraíso dos rentistas

– Porque o Brasil das "reformas" não vai sair do buraco
– Classificação mundial dos juros reais

Ana Araujo e José Martins [*]

Não refrescou nada a recente redução para 9,5% ao ano da taxa básica nominal de juros da economia brasileira, a popular SELIC . A taxa nominal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa nominal menos inflação projetada para os próximos 12 meses) não sai do lugar.

O crédito não aumentou nem um tostão para o consumo individual e nem para o consumo das empresas (investimento). Sem o aquecimento dessas duas estratégicas variáveis anticíclicas não haverá chance de retomada do emprego e da produção. A economia brasileira vai continuar no buraco. Para sair do sufoco atual seria necessário agir emergencialmente no aumento dos gastos públicos em investimento (grandes obras de infraestrutura) e redução rápida da taxa real de juros da economia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O Rombo é o pagamento dos Juros

Juros: R$ 4 trilhões em 2 décadas

Previdência Social ou Juros?

Ao contrário do que o financismo nos faz crer, não é a rubrica previdenciária aquela se apresenta como a maior deficitária na contabilidade da União.

Paulo Kliass*

A entrada em 2017 também pode ser encarada pela ótica de uma busca desesperada por afirmação de alguma rota de coerência e credibilidade do governo Temer. Afinal, o passar do tempo veio desconstruindo, pouco a pouco, toda aquela falsa expectativa criada em torno das vantagens do “golpeachment”. O canto de sereia dos “putschistas” assegurava que, uma vez consumada a retirada de Dilma do Palácio do Planalto, tudo seria resolvido e o Brasil entraria em um verdadeiro céu de brigadeiro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Governo Temer perdoa R$ 900 bilhões em dívidas de grandes empresas

Em plena crise, governo Temer/PSDB acertam perdão de mais de R$ 900 bilhões em dívidas de grandes empresas

Devedores terão perdão de 90% das multas, juros e encargos

O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversaram ontem (5.dez.2016) e decidiram que é mesmo necessário aprovar rapidamente um programa de socorro a empresas endividadas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Sobre governos e casas...

André Perfeito

Eu não sei vocês, mas eu aprendi que um trabalhador gasta o que ganha, e um empresário ganha o que gasta...

Essa insistência de alguns economistas em dizer que o governo é como uma casa (uma família) pode servir bem como argumento retórico, mas no geral é errado, isso para não dizer que é uma falácia lógica.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Herança Petista: compare


A marcha dos insensatos e a sua primeira vítima (I)

Mauro Santayana

Segundo os chamamentos que estão sendo feitos nesse momento, no WhatsAppe nas redes sociais, pessoas irão sair às ruas, no domingo, porque acusam o governo de ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país.

Se estes brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para fazer tomar suas decisões, como o FMI - Fundo Monetário Internacional - e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Para reconstruir a responsabilidade fiscal


Marcos Lisboa e Ana Paula Vescovi

Nos últimos anos, assistiu-se à expansão acelerada das despesas correntes nos estados, em geral na folha de pagamentos, sem a contrapartida de melhora dos serviços públicos.

Diversas regras implicam o aumento dos gastos públicos nos momentos de crescimento da economia, sem instrumentos para ajuste nos períodos de queda das receitas. Na atual crise fiscal, quase a totalidade dos gastos estaduais é obrigatória ou vinculada por lei, e com regras que ainda resultam na sua expansão.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Žižek: Um novo começo para a Europa?


O “NÃO” inesperadamente forte do referendo grego marcou uma resolução histórica, lançada em uma situação de desespero. Em minha obra, frequentemente me valho da conhecida piada soviética da década passada sobre Rabinovitch, um judeu que quer emigrar. O burocrata do departamento de emigração pergunta o motivo, e ele responde: “Bem, há dois motivos. O primeiro é que temo que os comunistas percam o poder aqui na União Soviética, e que consequentemente o novo governo venha a colocar sobre nós, judeus, toda a culpa pelos crimes dos comunistas – inaugurando uma nova leva de pogroms anti-semitas…” “Mas que bobagem”, interrompe o burocrata, “nada vai mudar na União Soviética. O poder dos comunistas durará para sempre!” “Pois então, esse é o meu segundo motivo”, responde Rabinovitch tranquilamente.

terça-feira, 21 de abril de 2015

“Evasão fiscal é um problema muito mais grave do que corrupção”


BBC BR

Mesmo antes da disparada na cotação do dólar, US$ 280 bilhões já seria um número impressionante.

Segundo uma pesquisa da Tax Justice Network (rede de justiça fiscal, em tradução livre, organização internacional independente com base em Londres, que analisa e divulga dados sobre movimentação de impostos e paraísos fiscais), este é o montante que o Brasil teria perdido, apenas em 2010, com a evasão fiscal – em 2011, ano de divulgação do estudo, isso equivalia a R$ 490 bilhões.

sábado, 19 de outubro de 2013

Bancada ruralista: tudo pela terra

Calote de 70 bilhões 

Najar Tubino

É a maior bancada do Congresso Nacional. Oficialmente conta com 162 deputados e 11 senadores, sob a sigla de Frente Parlamentar da Agropecuária. Para se registrar como frente é necessário um terço dos congressistas (198). Porém, a bancada conta com uma legião de adeptos de última hora. A pesquisadora da USP Sandra Helena G. Costa pesquisou a vida de 374 deputados e senadores para fazer a tese “Questão agrária e a bancada ruralista no Congresso Nacional”. Inclusive com o histórico familiar e a participação na política brasileira na formação das oligarquias regionais.

domingo, 8 de setembro de 2013

Resposta correta


Delfim Netto

É importante manter uma política cambial adequada que sustente os investimentos nos setores exportadores, onde se pode esperar a retomada mais rápida do desenvolvimento. O câmbio é uma variável da maior importância para o desenvolvimento econômico de qualquer país.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como o Ocidente se perdeu


A ganância tomou conta da cultura ocidental.

Paulo Nogueira

Uma série interessante está passando na BBC. Robert Peston, o editor de Economia, foi à China para tentar entender e depois passar ao público os motivos pelos quais, nos últimos 30 anos, a pujança mundial se deslocou do Ocidente para o Oriente.

Todos sabemos que o ponto de partida para a arrancada chinesa foi a decisão do premiê Deng Xiao Ping de permitir aos cidadãos que montassem seus próprios negócios. Nasceu daí uma mistura vitoriosa de socialismo com capitalismo – primeiro negada no Ocidente, depois desdenhada, a seguir admirada e agora temida.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ensino superior privado: De cemitério a berçário de sonhos


Jandira Feghali

“O campus parece um cemitério”, suspira o estudante de medicina Rafael Collado, em singular ponto de vista, ao mirar o pátio vazio da universidade Gama Filho, na Zona Norte do Rio. Desde a ocupação feita por ele e outros 100 estudantes no prédio da reitoria, um cenário desolador da educação superior privada fluminense expõe-se à luz do dia. A crise na instituição, que se assemelha a vivida pela UniverCidade, na Zona Sul, é a mostra de que o futuro é mais incerto do que se imaginava para mais de 30 mil estudantes.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Saúde: Por que 10% da receita bruta da União ?


Por que 10% da receita bruta da União têm de ir para a saúde

O financiamento do SUS e a vinculação de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde

Sulanis Dain

Passados 25 anos desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a conquista de suficiência e estabilidade dos recursos para o sistema público de saúde reveste-se de extraordinária urgência, visando corresponder tanto às necessidades do sistema como aos legítimos anseios da população, materializados no clamor das ruas, em torno à defesa do direito constitucional à Saúde e da promessa de acesso universal e igualitário às ações e serviços do SUS.
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