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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
sábado, 29 de dezembro de 2018
Daniel Aarão Reis: Ninguém solta a mão de ninguém
- O Globo
A melhor atitude é se preparar para a luta. Haverá que lidar com as políticas do novo governo, defender-se delas, lutar contra elas
Diante de um perigo iminente, várias alternativas podem ser imaginadas. A primeira, a mais fácil, é a fuga. O problema é que nem sempre a fuga é possível. A segunda é ignorar o risco, fingir que não existe. Não costuma funcionar. O perigo tem uma existência objetiva, não desaparecerá se for ignorado.
A melhor atitude é se preparar para a luta. Haverá que lidar com as políticas do novo governo, defender-se delas, lutar contra elas
Diante de um perigo iminente, várias alternativas podem ser imaginadas. A primeira, a mais fácil, é a fuga. O problema é que nem sempre a fuga é possível. A segunda é ignorar o risco, fingir que não existe. Não costuma funcionar. O perigo tem uma existência objetiva, não desaparecerá se for ignorado.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Face a Face com o Eleitor
Wanderley Guilherme dos Santos
O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.
A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.
O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.
A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Paulo Kliass: O chororô da carga tributária
Por Paulo Kliass*
Ao contrário do que vinha sendo propalado aos quatro ventos pelos porta-vozes dos interesses do financismo, o déficit orçamentário dos anos recentes não pode ser explicado por imagens tão apelativas quanto irreais, a exemplo de “explosão descontrolada de gastos” ou “populismo bolivariano”.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Fratura em frente neodesenvolvimentista decretou queda de Dilma, avalia Boito Jr.
Livro de cientista político analisa cenário que precedeu impeachment
Marta Avancini
Passados cerca de dois anos do impeachment de Dilma Rousseff, predominam duas teses sobre a deposição da presidente. A primeira a entende como efeito da retomada do poder pelas elites. A segunda leitura atribui sua queda à intensificação dos conflitos entre os blocos políticos e ideológicos da direita e da esquerda.
Para Armando Boito Jr., professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nenhuma dessas leituras é capaz de apreender os processos que desencadearam uma das maiores crises políticas da história recente do país.
Marta Avancini
Passados cerca de dois anos do impeachment de Dilma Rousseff, predominam duas teses sobre a deposição da presidente. A primeira a entende como efeito da retomada do poder pelas elites. A segunda leitura atribui sua queda à intensificação dos conflitos entre os blocos políticos e ideológicos da direita e da esquerda.
Para Armando Boito Jr., professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nenhuma dessas leituras é capaz de apreender os processos que desencadearam uma das maiores crises políticas da história recente do país.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Ivandro Sales: para pensar o Brasil, recomendações de Marx
(Uma homenagem)
Ivandro da Costa Sales [1]
1. É necessário e urgente tentar Identificar os objetivos, as estratégias, os desejos, os sonhos, as táticas, vitórias e derrotas os grupos econômicos importantes. São grupos econômicos importantes: os trabalhadores masculinos, femininos, autônomos, empregados, desempregados, sub-empregados, trabalhador coletivo, trabalhador universal e os empresários (grandes e pequenos, nacionais e internacionais) das finanças, das indústrias, do comércio e da agricultura. Cuidado! É comum esquecer que os trabalhadores são grupos econômicos importantes. E lembrar que ser trabalhador é uma honra, enquanto ser mercadoria e nem conseguir se vender como força de trabalho, é uma desgraça.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Hora de sangue frio, e cabeça erguida
Valério Arcary e Gabriel Casoni
Após dez dias de paralisação nas estradas, a crise política e social está instalada no país. Embora haja sensível redução da greve de caminhoneiros, que caminha para o fim após forte repressão do Exército e da polícia, o cenário é de enorme instabilidade e incertezas.
Após dez dias de paralisação nas estradas, a crise política e social está instalada no país. Embora haja sensível redução da greve de caminhoneiros, que caminha para o fim após forte repressão do Exército e da polícia, o cenário é de enorme instabilidade e incertezas.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
A centralidade do petróleo no golpe de 2016
Washington têm necessidade dramática de fontes de energia baratas e vê como inadmissível um país com imensas reservas aliado à China e Rússia, no contexto dos BRICS
José Álvaro de Lima Cardoso
Quem não entender que o petróleo está no centro do processo golpista em operação no Brasil terá dificuldade de compreender a conjuntura econômica e política nacional. Os EUA, que dão as coordenadas principais do golpe no Brasil, têm uma necessidade dramática de fontes de suprimentos, na medida em que é o maior consumidor de petróleo do mundo, mas não em quantidade suficiente para suprir o consumo do país.
José Álvaro de Lima Cardoso
Quem não entender que o petróleo está no centro do processo golpista em operação no Brasil terá dificuldade de compreender a conjuntura econômica e política nacional. Os EUA, que dão as coordenadas principais do golpe no Brasil, têm uma necessidade dramática de fontes de suprimentos, na medida em que é o maior consumidor de petróleo do mundo, mas não em quantidade suficiente para suprir o consumo do país.
Globo estimula clima de caos no país
Fernando Brito
A cobertura da Globo – a Globonews mal toca em qualquer outro assunto – mostra como o poder da mídia se exerce sem qualquer pudor.
É claro que há problemas com a greve dos caminhoneiros, mas são menores que a sensação de caos que está sendo incutida na população.
Incutida, mais que mostrada.
Nota do PT: Governo entreguista criou crise dos combustíveis
“A saída para mais esse desastre do governo golpista está na recuperação da Petrobras e do papel estratégico que nossa maior empresa sempre exerceu”
A paralisação do transporte rodoviário no país é resultado direto da política irresponsável de preços de combustíveis da Petrobras sob o governo golpista, que atingiu primeiramente a população mais pobre, com os aumentos escandalosos do gás de cozinha.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Políticos Laicos
Wanderley Guilherme dos Santos
Na rota entre BR-2002 e BR-2018 operou-se a transformação de um país em que todos ganhavam em outro no qual todos perdem.
Em 2002, após três tentativas, Lula conseguiu persuadir o eleitorado de que os planos econômicos fracassariam enquanto não houvesse significativa promoção social dos pobres e muito pobres.
A desigualdade extrema permitiu que a primeira das várias medidas com modesto gasto público, o programa bolsa-família, proporcionasse sensível aumento na renda familiar. O impacto no consumo aliviou parte da capacidade ociosa da indústria voltada para consumo de massa sem massa para consumir.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Do boom ao caos econômico: erros e acertos da política petista.
Entrevista especial com Laura Carvalho
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
Patricia Fachin
Em Valsa brasileira: do boom ao caos econômico (Todavia, 2018), a economista Laura Carvalho propõe algumas explicações para entender como a economia brasileira passou de um boom econômico entre 2006 e 2010 para uma das piores recessões econômicas da sua história. Para além dos reflexos positivos e negativos da conjuntura internacional, a economista sugere que o período de 2006 a 2015 seja analisado a partir de erros e acertos dos governos petistas. Na avaliação dela, o “principal acerto” do governo Lula “foi perceber que a redução das desigualdades brasileiras poderia funcionar como um motor do desenvolvimento econômico”. Além disso, frisa, ele “entendeu perfeitamente que o mercado interno, em um país continental como o nosso, tem um papel fundamental, que precisava redistribuir renda e fazer investimentos públicos, investindo em infraestrutura física e social”.
sábado, 28 de abril de 2018
Daniel Aarão: A democracia brasileira está 'balançando'
O crime organizado é uma das principais ameaças. Entrevista especial com Daniel Aarão Reis
Patricia Fachin
Para além da crise política, “o crescimento exponencial do crime organizado (tráfico e milícias) tornou-se, hoje, uma das principais ameaças à democracia brasileira”, diz o historiador Daniel Aarão Reis à IHU On-Line. Segundo ele, “o caos urbano e a violência indiscriminada são incompatíveis com um regime de liberdades democráticas. O assassinato de Marielle Franco é uma trágica evidência neste sentido, suscitando a convicção de que o crime organizado faz o que quer, quando, como e onde quer. Esta situação, aliás, é um dos principais ingredientes no processo de fortalecimento de uma extrema-direita violenta, excludente, racista e antidemocrática”.
Patricia Fachin
Para além da crise política, “o crescimento exponencial do crime organizado (tráfico e milícias) tornou-se, hoje, uma das principais ameaças à democracia brasileira”, diz o historiador Daniel Aarão Reis à IHU On-Line. Segundo ele, “o caos urbano e a violência indiscriminada são incompatíveis com um regime de liberdades democráticas. O assassinato de Marielle Franco é uma trágica evidência neste sentido, suscitando a convicção de que o crime organizado faz o que quer, quando, como e onde quer. Esta situação, aliás, é um dos principais ingredientes no processo de fortalecimento de uma extrema-direita violenta, excludente, racista e antidemocrática”.
terça-feira, 13 de março de 2018
Gaúcha vence na Justiça batalha para recuperar bens doados à Igreja Universal: 'Lavagem cerebral'
Letícia Mori
'Não sei o que me deu... Eu estava desesperada', diz Carla Dalvitt, que tenta reaver bens doados a igreja | Foto: Jonas Samuel Betti/BBC Brasil
A gaúcha Carla Dalvitt estava com problemas financeiros quando começou a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus, onze anos atrás. A pequena loja que tinha com o marido estava com pouco movimento, e havia várias prestações para pagar - ela e o marido, João Henrique, tinham acabado de comprar um Palio para levar o filho pequeno dos dois à escola. O casal queria construir uma casa, mas, sem dinheiro, estava morando na residência dos pais dela.
A gaúcha Carla Dalvitt estava com problemas financeiros quando começou a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus, onze anos atrás. A pequena loja que tinha com o marido estava com pouco movimento, e havia várias prestações para pagar - ela e o marido, João Henrique, tinham acabado de comprar um Palio para levar o filho pequeno dos dois à escola. O casal queria construir uma casa, mas, sem dinheiro, estava morando na residência dos pais dela.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Conceição: Restaurar o Estado é preciso
Maria da Conceição Tavares
'Só consigo enxergar alguma possibilidade de cura desse estado de astenia e de reordenação das bases democráticas a partir de uma maciça convocação e ação dos jovens'
Vivemos sob a penumbra da mais grave crise da história do Brasil, uma crise econômica, social e política. Enfrentamos um cenário que vai além da democracia interrompida. A meu ver, trata-se de uma democracia subtraída pela simbiose de interesses de uma classe política degradada e de uma elite egocêntrica, sem qualquer compromisso com um projeto de reconstrução nacional – o que, inclusive, praticamente aniquila qualquer possibilidade de pactação.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
sábado, 16 de dezembro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Três didáticos casos de guerra híbrida e bombas semióticas que a esquerda finge não ver
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| Mitologia meritocrática legitima reformas |
Três didáticos casos sobre o alcance da atual guerra híbrida que a esquerda parece fingir que não existe, encastelada na sua “estratégia política” ao dar corda para o desinterino Temer supostamente se enforcar: o porquê das panelas não baterem mais; o “conto maravilhoso” do ex-executivo que virou sem teto; e a minissérie da TV Globo “Sob Pressão”. Três pequenos casos exemplares de como as bombas semióticas, mobilizadas pela guerra híbrida, constroem a atual mitologia meritocrática que vige no País legitimando as reformas do ensino, trabalhista e previdenciária – uma mitologia que não nega a realidade, mas a pontua através da ficção, despolitizando o debate e normatizando a crise como fosse mais um desses desafios que surgem em nossas vidas, somente superados pelo esforço pessoal.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Bacelar: " nossa elite é interessante, todos liberais e dependentes do estado"
A cientista social e economista pernambucana Tânia Bacelar priorizaria investimentos em infraestrutura e Educação para reduzir os efeitos da crise no Nordeste. Para ela, o impacto negativo só não foi maior em razão da pujança econômica do governo Lula na região, o que ainda segurou alguns indicadores.
Referência entre os especialistas na área social e econômica, Tânia é conhecida pela defesa de políticas públicas em favor da parte debaixo da pirâmide social brasileira. A convite do ex-presidente Lula, participou do conselho político criado nos governos do PT com técnicos de vários segmentos para contribuir com sugestões e criticas.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Jornalismo assume papel de protagonista nesta crise
Francisco Paes de Barros
A política brasileira vive a maior crise ética e moral da sua história. Os brasileiros estão descrentes de tudo e de todos.
É uma situação que me fez lembrar os ensinamentos encontrados no livro “Por uma civilização do amor” (Paulinas), do renomado escritor, teólogo e politicólogo italiano Bartolomeo Sorge, jesuíta. Seus ensinamentos são inspirados na proposta social da Igreja. Um dos capítulos do livro é sobre a maneira de fazer política como cristão. Aborda também a crise moral e ética da política de então, 1996.
A política brasileira vive a maior crise ética e moral da sua história. Os brasileiros estão descrentes de tudo e de todos.
É uma situação que me fez lembrar os ensinamentos encontrados no livro “Por uma civilização do amor” (Paulinas), do renomado escritor, teólogo e politicólogo italiano Bartolomeo Sorge, jesuíta. Seus ensinamentos são inspirados na proposta social da Igreja. Um dos capítulos do livro é sobre a maneira de fazer política como cristão. Aborda também a crise moral e ética da política de então, 1996.
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