segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Comandante do Exercito deve ser exonerado e punido imediatamente. Constituição exige.



Coimbra: Barroso não respeita a Democracia


"Os 200 milhões de cidadãos não valem o pequeno punhado de juízes que os dominam"
Ministro operário-padrão da Globo é um sucesso na Globo Overseas

O Conversa Afiada reproduz da Carta Capital antológico artigo de Marcos Coimbra sobre o neo-autoritário, o neo-Oliveira Vianna:

Sem voto e sem razão

Na sexta-feira 31 de agosto, o mês mais aziago de nossa história política, aconteceu um embate entre duas visões do Brasil no Tribunal Superior Eleitoral. Em um dos cantos do ringue, a defesa de Lula representava, através de seu cliente, o sentimento da maioria do País.

No outro, um grupo de magistrados, chefiados pelo ministro Luis Roberto Barroso, expressava os desejos da parte menor da sociedade, mas daquela que detém o poder econômico, a força política e que dirige as instituições culturais hegemônicas, em especial a “grande” imprensa.

Bolsonaro e a aliança judicial-militar, por Aldo Fornazieri


O atentado contra Bolsonaro não altera, substantivamente, os contornos que a campanha eleitoral vinha assumindo, mas acelera um aspecto fundamental que estava sendo desenhado por detrás do pano do teatro político: a consolidação de uma aliança judicial-militar tendo Bolsonaro como ponto de convergência e agregando setores amplos das polícias militares, civis, Polícia Federal e Ministério Público. Bolsonaro tornou-se, efetivamente, o candidato do Partido do Estado que luta para desalojar, criminalizar e prender o mundo dos partidos e dos políticos. Mais do que a facada, esta é a mudança efetiva e perigosa que este momento da campanha vem consolidando.



Rebobinando: Regras da Vida (1999)


Antes de mais nada acho válido lembrarmos que Tobey Maguire não atuou apenas na trilogia de Homem-Aranha (2002-2007), o ator também protagonizou ótimos filmes que hoje praticamente caíram no esquecimento de vários cinéfilos. Entre eles, está o filme homenageado hoje no Rebobinando. Hoje em dia somos todos apaixonados por filmes indicados e vencedores do Oscar e de outros festivais, acompanhar os maiores sucessos de crítica é bem interessante para quem gosta de ficar por dentro das produções mais premiadas, mas de vez em quando sempre deixamos passar alguns filmes que apesar de serem aclamados e premiados, não alcançam uma fama que perdura décadas. Esse é o caso do filme de hoje, mas não é apenas o sucesso de crítica e o poderoso elenco que me chama a atenção nele, mas sim sua bela e comovente história. O clássico da vez é…

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

'Lucky' é tributo à arte de Harry D. Stanton


Longa usa a ideia de rotina para exaltar a vida e avaliar legado do ator

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

Jack Nicholson, com quem Harry Dean Stanton dividiu um apartamento quando jovem - drogas, mulheres e rock’n’roll -, dizia que o amigo não era um gozador de verdade porque se preocupava demais com as coisas. “Harry sempre foi uma das raras entidades imprevisíveis do planeta”, sentenciou. E para Sam Shepard, outro amigo, outro admirador, que escreveu para ele o papel de Travis em Paris, Texas, de Wim Wenders, o personagem imortalizado por Harry era o rei da ‘raggedy’. Um eterno maltrapilho, físico e emocional.

Michel Zaidan Filho: Os desafios do PT


Aos poucos, vai se delineando o quadro das candidaturas efetivamente postas à escolha do eleitor nas eleições presidenciais que se avizinham. A estratégia de isolar a candidatura de Ciro Gomes, persuadir o PCB a retirar sua candidatura à Presidência da República e conseguir uma relativa neutralidade do PSB na corrida presidencial, parece ter dado certo, mesmo a custa do doloroso processo de alijar a vereadora Marília Arraes da disputa pelo Governo de Pernambuco. O que, aliás, deixou sequelas. A questão que se coloca neste momento é como viabilizar uma candidatura petista, no curto período das propaganda eleitoral e da exposição prévia dos demais candidatos no horário eleitoral gratuito. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A derrota eleitoral das candidaturas do golpe será desenlace extraordinário e espetacular


Valerio Arcary

Claro que uma derrota eleitoral das candidaturas do golpe – Bolsonaro, Alckmin, Marina Silva, Meirelles, Álvaro Dias, Amoêdo - seria um desenlace extraordinário e muito positivo. Na verdade, seria espetacular e surpreendente. Seria espetacular porque teria alguma justiça poética. Afinal, teria sido muito previsível uma derrota eleitoral do PT em 2018, se o governo Dilma Rousseff tivesse cumprido seu mandato até o fim, em função tanto do agravamento da recessão prolongada iniciada em 2014, quanto da repercussão da Lava Jato.

Judiciário contra a Democracia




Face a Face com o Eleitor

Wanderley Guilherme dos Santos

O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.

A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

O "fenômeno" Bolsonaro


Michel Zaidan Filho:

Viajei, neste fim de semana, com 3 jovens, trabalhadores autônomos, que votam em Jair Bolsonaro e são encarniçadamente. Fiquei imaginando o que leva essas pessoas tão jovens e de escassa experiência na vida política brasileira a defender a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República e a anatemizar a figura do ex-presidente LULA, isso numa cidade que é majoritariamente lulista, mas que também realiza nesses próximos dias um Congresso Eucarístico Nacional. É quando me lembro da foto de um outro congresso, o congresso dos integralistas, realizado em 1937. Teria a religião - numa modalidade de fé fundamentalista, ultramontana e conservadora - sido responsável pela formação de uma mentalidade pequeno-burguesa tão reacionária, sobretudo entre os mais jovens.? Fiquei com uma interrogação na cabeça e pus-me a refletir sobre as fontes que alimentam o 'fenomeno' bolsonarista.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Cartas na Mesa (Wanderley Guilherme)


Wanderley Guilherme dos Santos 


A euforia petista facilita demarcar divergências em relação a outras vertentes progressistas. Não é em momento de depressão ou de reduzido prestígio social do PT, mas quando dirigentes e militantes antecipam possível vitória no primeiro turno de Lula/Haddad, que faço um descarrego pessoal.


O vício de origem do processo que encarcerou o candidato Lula/Haddad não basta para cobranças de adesão a qualquer decisão emanada da direção do PT ou do próprio Lula. 

Eu voto no Partido dos Trabalhadores


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ESTOMAGO: NA HORA DA MESA, HÁ DIFERENÇA ENTRE OS QUE QUEREM MATAR A FOME E OS QUE SACIAM SEU PALADAR


Wagner Batista

Nos anos 1970, Celso Furtado, paraibano de Pombal, discorreu sobre carências. Sobre a profunda diferença que existe entre a falta de uma garrafa de vinho e um naco de pão numa mesa familiar. O decisivo em eleições não é o estomago dos que têm fome, mas o apetite insaciável dos pantagruéis que definem o cardápio político, a agenda do judiciário, as regras e o resultado do jogo de cartas marcadas..

Razão não depende de geografia

No imaginário nacional, o Nordeste segue como a terra que vota com o estômago

Fabiana Moraes 

Somos um país de pobres que detesta a pobreza. Aprendemos que ela é abjeta e que em seu interior há pouca chance de dignidade. “Cara de pobre”, “coisa de pobre”, “pobreza pega”. O que é dito como brincadeira guarda seus enunciados de verdade. Logo, é comum soltar um “os pobres precisam parar de ter filhos”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...