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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Michel Zaidan Filho: Os desafios do PT


Aos poucos, vai se delineando o quadro das candidaturas efetivamente postas à escolha do eleitor nas eleições presidenciais que se avizinham. A estratégia de isolar a candidatura de Ciro Gomes, persuadir o PCB a retirar sua candidatura à Presidência da República e conseguir uma relativa neutralidade do PSB na corrida presidencial, parece ter dado certo, mesmo a custa do doloroso processo de alijar a vereadora Marília Arraes da disputa pelo Governo de Pernambuco. O que, aliás, deixou sequelas. A questão que se coloca neste momento é como viabilizar uma candidatura petista, no curto período das propaganda eleitoral e da exposição prévia dos demais candidatos no horário eleitoral gratuito. 

terça-feira, 31 de julho de 2018

A Ópera Triste


Wanderley Guilherme dos Santos 

A declaração do Partido dos Trabalhadores de que o candidato indicado será a sombra de Lula é uma declaração indecente. A naturalização da figura de “poste de Lula” como legítimo representante da população é acintosa. Trata-se de convite explícito ao eleitorado a que cooneste uma farsa, descrita com requinte. Segundo membros da Executiva do PT, o indicado terá que ser leal e limitar-se a ser o intermediário da palavra de Lula. Na campanha, dirá que todas as suas decisões serão decisões de Lula. Ora, jamais um candidato das forças populares teve a ousadia de se apresentar como boneco falante. As declarações, transcritas pelo jornalista Luiz Nassif, não foram contestadas.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Luiz Couto esclarece que é candidato a deputado federal


A propósito de muitas especulações e mesmo distorções de declaração sua, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) esclareceu que seu projeto político é a disputa pela reeleição para a Câmara Federal. Para que não pairem dúvidas sobre o que disse o parlamentar, ele citou textualmente que sua pré-campanha está orientada no sentido de manter a representação do PT da Paraíba e dos setores progressistas na Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

As circunstâncias da guerrilha e da contra-guerrilha no domingo de escaramuças em torno de Lula

Alon Feuerwerker

A guerra em torno da liberdade ou não de Lula é assimétrica. Os inimigos dele têm larga vantagem em forças convencionais. Têm hegemonia no Judiciário e na imprensa, e por enquanto maioria nas pesquisas feitas no conjunto da sociedade. É uma correlação de forças que lhes tem permitido manter preso e inelegível o ex-presidente.

É natural portanto que as forças lulistas acabem levadas a táticas de guerrilha, como a que buscou neste domingo libertar o ainda pré-candidato do PT à Presidência. E os efeitos da escaramuça precisam ser vistos à luz de dois critérios: 1) o resultado militar propriamente dito e 2) a resultante propagandística e militar no cenário geral da guerra.


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Lula e a penúltima ilusão

Aldo Fornazieri *

Desde que se iniciaram as articulações do golpe para derrubar Dilma Rousseff da presidência da República e para impedir a candidatura Lula nas eleições presidenciais, no início de 2015, setores amplos do campo progressista, principalmente petistas, foram criando uma longa cadeia de ilusões que, uma a uma, foram sendo postas por terra. Esta cadeia foi constituída pelas seguintes ilusões:

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Pernambuco é teste decisivo para o PT ( aliança com o PSB ? )


Disputa eleitoral em Pernambuco promete ser um teste de fogo para o PT, uma vez que o bater do martelo sobre uma possível aliança com o PSB em nível estadual terá repercussões na aliança nacional e em diversos outros estados em que o partido enfrenta dificuldades; em Pernambuco, a indefinição fica por conta do PT lançar o nome da vereadora Marília Arraes, que aparece com 15% nas pesquisas, ou se a legenda deve apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), que aparece tecnicamente empatado com ela; senador Armando Monteiro (PTB) também aparece com 15%; busca de aliados em torno da candidatura presidencial do ex-presidente Lula também vem sendo analisada pelo PT; detalhe é que, como o PSB apoiou o golpe, como explicar isso ao eleitorado?


PT e as candidaturas estaduais


Michel Zaidan Filho

Qual seria a estratégia nacional do PT? - submeter todas as articulações políticas (candidaturas) regionais ao objetivo de eleger o presidente da república?

Não queremos mais assistir às intervenções do Diretório nacional em Pernambuco. Que sejam respeitadas as instâncias internas de seus diretório locais. Não é possível atropelar candidaturas legítimas e representativas, em razão de alianças com os adversários de vésperas. Quem traiu uma vez, trairá sempre. Não vamos ser arrastrados para uma coligação política duvidosa e sem futuro.

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Plano B, transferência de votos e palanques estaduais


Jaldes Meneses

A ideia de “Plano B” é um equívoco, tanto pela maneira que foi articulado, nitidamente visando rebaixamento programático pós-golpe e o retorno a um acordo com uma burguesia perdida, como também por não corresponder ao anseio presente da militância de esquerda (ver a interessante entrevista, que serve como pesquisa qualitativa, publicada ontem na Folha de S Paulo, com 10 eleitores de Lula, escolhidos aleatoriamente). Essa militância, bem como os eleitores mais fieis, estão focados nas lutas e campanhas pela saída de Lula da cadeia. Para esses, por bons motivos, só existe “Plano L”.

As razões que levam PT estudar candidatura própria na Paraíba

Isolado de conversas com socialistas, para PT, candidatura própria faz o partido ao menos sair de pé em 2018

Nove em cada dez petistas paraibanos se ressentem do papel irrelevante na eleição de 2018 a que o partido fora condenado pelo seu principal aliado no Estado, o PSB do governador Ricardo Coutinho.


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Candidatura própria do PT na Paraíba,


Pouco tempo atrás eu contestava as decisões que o PT da Paraíba poderia tomar em relação a 2018, após ver essa imagem hoje, vejo a necessidade extrema de tomarmos uma posição veementemente contrária ao que isso representa.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Três polêmicas sobre a tática na atual conjuntura

Valério Arcary, Colunista do Esquerda Online

A lisonja é incompatível com a nobreza de carácter.

A humildade só é virtude quando não revela fraqueza.

Sabedoria popular portuguesa


Cuidado, porque as ideias contam, e o programa vale muito. Já surgiu uma especulação sobre uma possível candidatura única de esquerda. Receio decepcionar muitos milhares de ativistas, os da primeira linha, os mais sinceros, os melhores, os mais combativos, mas é preciso preservar a honestidade na esquerda. A pressão pela candidatura única não vai unir a esquerda, vai dividi-la. Pior, vai fragmentá-la ainda mais.

Estamos unidos na defesa dos direitos de Lula, na luta contra os neofascistas. Mas não teremos a mesma candidatura este ano. Manuela e Boulos têm legitimidade em se apresentar, ou seja, o direito de defender seus programas. As ideias contam. A existência de três candidaturas de esquerda no primeiro turno corresponde a três projetos.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Boulos, o PSol e o fio da navalha

Cid Benjamin *


O PT não vai desaparecer, mas - assim como o atual PMDB é uma caricatura do MDB dos anos da ditadura - tornou-se uma caricatura do que já foi. Ficou parecido com os partidos que, na sua origem, criticava. Poucos acreditam que possa ser ainda instrumento na luta pelas reformas estruturais que um dia defendeu. Seu projeto original morreu. Seu esforço parece se concentrar na defesa dos dirigentes ameaçados de prisão, em especial Lula.


domingo, 31 de dezembro de 2017

A entrevista de Freixo


Jaldes Meneses

Último dia do ano é tempo de por as barbas de molho, descansar uns três dias do debate político que o ano quente de 2018 vem por aí e ninguém é de ferro. Mas chegou a entrevista de Marcelo Freixo à Folha e o debate agitou em dias mornos. Evidentemente, a entrevista mostra um personagem circunstancialmente deslumbrado consigo mesmo, cujo narcisismo foi aproveitado por uma repórter esperta. Haveria muita coisa a comentar, a exemplo da opinião ingênua e unilateral de Freixo sobre as mobilizações de junho de 2013; da maneira “caseira” pela qual ele se acha o fiador da candidatura de Guilherme Boulos à presidente da república pelo PSOL, etc.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Rene Carvalho: Golpe civil e eleições.

Sem Lula,  eleição é fraude 
As interrupções do funcionamento democrático utilizaram-se tradicionalmente na América Latina do desvirtuamento de um dos monopólios constitutivos do aparelho de estado: o monopólio da força. A evolução recente da região tem mostrado que golpes podem se originar também do desvirtuamento de outro monopólio: o da interpretação e aplicação da lei. Podemos ter assim golpes militares e golpes civis. Outro componente essencial do aparelho de estado, o legislativo, pode ser associado aos golpes pela coação, cassações de mandato e diktats dos que assumem o poder executivo ou por negociações e compras de votos.

Os golpes, militares ou civis, têm por objetivo aplicar programas que seriam derrotados em eleições livres e criar novas institucionalidades que dificultem ou impeçam a participação política dos movimentos de esquerda ou mesmo progressistas. Não são objetivos que possam ser atingidos em prazos curtos o que faz com que os golpes tendam a criar raízes, até que sejam derrubados ou “convidados” a se retirar.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A candidatura Lula

Aldo Fornaziere

As pesquisas do Ibope e do instituto Ipsos, divulgadas no final de semana, confirmam a liderança de Lula na corrida eleitoral e ascensão de sua respeitabilidade e credibilidade. As lembranças de seu governo em contraste com o desastroso e anticivilizatório do governo que está aí, a autenticidade popular de sua liderança, a falta de provas das acusações lançadas contra ele, a ação persecutória da Lava Jato e a saciedade que as acusações provocaram na opinião pública são fatores que fazem a sociedade rever o seu juízo acerca do ex-presidente.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A resiliência de Lula e a transferência de votos

Jaldes Meneses

As pausas e os silêncios são fundamentais e dizem muito, tanto em música como em psicanálise. O fato de a mídia tradicional brasileira fazer ouvidos de mercador aos resultados da pesquisa MDA-CNT divulgados ontem são bastante sintomáticos. Trata-se de um silêncio que grita.

Foi preciso um jornal inglês e dirigido ao mercado financeiro, o Financial Times, acusar o golpe e abrir o jogo. Para o Financial, o “mercado” pode ir tirando o cavalinho da chuva: na hipótese da interdição do Lula, não serão os tucanos os beneficiados (a popularidade deste partido está na lona), mas Jair Bolsonaro. E ainda por cima o Financial adverte que o “paraíso” da gestão Temer tem prazo de validade: até 31/12/2018.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização

Aldo Fornazieri

O impasse político-jurídico que faz de Lula um candidato e não-candidato, só será equacionado pela correlação de forças que o desdobramento da atual crise e novos eventos produzirem. Depois da indignação inicial pela condenação do ex-presidente, as forças políticas progressistas voltaram ao seu estado de letargia. Delegaram a Lula e à sua defesa a tarefa de tentar reverter a condenação. Lula, viajando pelo país e, sua defesa, trabalhando nos tribunais. A decisão do Congresso do PT de defender Diretas Já, mesma bandeira assumida pelos demais partidos de esquerda e por movimentos sociais, não se transformou em movimento de ruas. O "Fora Temer", mesmo que o presidente ilegítimo tenha apenas 5% de apoio, está circunscrito ao Congresso e às redes sociais.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Charliton Machado diz que PT possui conteúdo para a disputa eleitoral deste ano



Desde a divulgação da Resolução da Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de João Pessoa na última segunda-feira, 18, que determinou a candidatura própria nas eleições para a Prefeitura de João Pessoa deste ano, o presidente estadual do PT/PB, Charliton Machado, está sendo questionado sobre a possibilidade de ser o nome escolhido pelo partido.

sábado, 26 de julho de 2014

Política ou luta livre na lama ?


Pegadinha

Rubens Nóbrega

Inteligente até dizer basta, Ricardo Coutinho (PSB) não deve ter tomado conhecimento antecipado e por inteiro dos procedimentos e elementos da denúncia que sua assessoria fez anteontem em João Pessoa sobre a ‘compra de prefeito’ do interior pela campanha de Cássio Cunha Lima (PSDB). Acredito mesmo que o governador desautorizaria e abortaria a operação, que consistiu numa pegadinha telefônica onde um ex-secretário de Estado se passa por uma terceira pessoa e tenta fechar um pacote de adesões com um suposto prefeito, que estaria se vendendo junto com o seu vice e quatro vereadores à candidatura do senador tucano ao Governo do Estado.
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