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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Bolsonaro e a aliança judicial-militar, por Aldo Fornazieri


O atentado contra Bolsonaro não altera, substantivamente, os contornos que a campanha eleitoral vinha assumindo, mas acelera um aspecto fundamental que estava sendo desenhado por detrás do pano do teatro político: a consolidação de uma aliança judicial-militar tendo Bolsonaro como ponto de convergência e agregando setores amplos das polícias militares, civis, Polícia Federal e Ministério Público. Bolsonaro tornou-se, efetivamente, o candidato do Partido do Estado que luta para desalojar, criminalizar e prender o mundo dos partidos e dos políticos. Mais do que a facada, esta é a mudança efetiva e perigosa que este momento da campanha vem consolidando.



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A derrota eleitoral das candidaturas do golpe será desenlace extraordinário e espetacular


Valerio Arcary

Claro que uma derrota eleitoral das candidaturas do golpe – Bolsonaro, Alckmin, Marina Silva, Meirelles, Álvaro Dias, Amoêdo - seria um desenlace extraordinário e muito positivo. Na verdade, seria espetacular e surpreendente. Seria espetacular porque teria alguma justiça poética. Afinal, teria sido muito previsível uma derrota eleitoral do PT em 2018, se o governo Dilma Rousseff tivesse cumprido seu mandato até o fim, em função tanto do agravamento da recessão prolongada iniciada em 2014, quanto da repercussão da Lava Jato.

Face a Face com o Eleitor

Wanderley Guilherme dos Santos

O golpe de 2016 impediu Dilma Rousseff e expulsou as forças populares do circuito do poder. Fiz esse diagnóstico em Democracia Impedida, publicado em 2017. Desde então o tabuleiro foi sacudido e nenhuma das pedras conquistou posição invulnerável.

A fórmula conservadora sustenta que é preciso mudar alguma coisa para que tudo permaneça como está. Minha fórmula para identificar os progressistas liberais é a de que, para eles, “tudo precisa continuar como está para algo mudar”. Parece a mesma, mas na fórmula dos conservadores são eles que dizem o quê e como mudar; na dos liberais progressistas, são estes que decidem o que continuará como está.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Cartas na Mesa (Wanderley Guilherme)


Wanderley Guilherme dos Santos 


A euforia petista facilita demarcar divergências em relação a outras vertentes progressistas. Não é em momento de depressão ou de reduzido prestígio social do PT, mas quando dirigentes e militantes antecipam possível vitória no primeiro turno de Lula/Haddad, que faço um descarrego pessoal.


O vício de origem do processo que encarcerou o candidato Lula/Haddad não basta para cobranças de adesão a qualquer decisão emanada da direção do PT ou do próprio Lula. 

Eu voto no Partido dos Trabalhadores


terça-feira, 31 de julho de 2018

A Ópera Triste


Wanderley Guilherme dos Santos 

A declaração do Partido dos Trabalhadores de que o candidato indicado será a sombra de Lula é uma declaração indecente. A naturalização da figura de “poste de Lula” como legítimo representante da população é acintosa. Trata-se de convite explícito ao eleitorado a que cooneste uma farsa, descrita com requinte. Segundo membros da Executiva do PT, o indicado terá que ser leal e limitar-se a ser o intermediário da palavra de Lula. Na campanha, dirá que todas as suas decisões serão decisões de Lula. Ora, jamais um candidato das forças populares teve a ousadia de se apresentar como boneco falante. As declarações, transcritas pelo jornalista Luiz Nassif, não foram contestadas.

Bolsonaro é ameaça real, não espetáculo folclórico


Bolsonaro é a maior ameaça à nossa Democracia nesses 30 anos


Guia: Como Derrotar Bolsonaro nas Eleições 2018


quarta-feira, 25 de julho de 2018

A Sedução da Tirania

Wanderley Guilherme dos Santos

A eleição presidencial de 2018 esteve ganha pela oposição enquanto a única referência dos conservadores era a associação com o monumental desastre de Michel Temer. 

Hoje, “Michel Temer” virou espantalho a ser inflado e agitado durante a campanha eleitoral. Mas não está claro se o eleitorado votará contra os conservadores por sua conexão ao golpe parlamentar ou se os favorecerá na renovada expectativa de derrotar um candidato, imbatível há quatro disputas, sustentado nuclearmente por PT, PSB, PDT e PC do B. 

Hoje, dilacerou-se o conjunto quatro vezes vencedor: o Partido dos Trabalhadores, hegemônico, não contará com os votos unânimes dos partidos que sempre o apoiaram e nem mesmo com a totalidade de seu próprio eleitorado. 

Hoje, a nuvem da política mudou drasticamente de silhueta.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Dilemas do PT da Paraíba

O PT, que não vem sendo convidado para nenhum diálogo a respeito das eleições deste ano, terá condições de participar de uma chapa composta por políticos que estão vetados inclusive por seu VI Congresso?

David Soares

Pesquisa do Datafolha, divulgada após a prisão política do presidente Lula, aponta que 20% dos brasileiros têm simpatia ou preferência pelo PT, mantendo o Partido dos Trabalhadores em primeiro lugar no ranking.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

'Eleitores' de Lula ensinam política à Folha

Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A “pesquisa qualitativa” realizada pela Folha com uma amostra dos potenciais eleitores de Lula é uma lição de política dada aos comentaristas do “pragmatismo puro” que dizem que, não indicando de imediato alguém que vá ser o seu candidato nas eleições de outubro, o PT está perdendo seus espaços políticos.

Ao contrário, se o fizesse, aí é que os estaria perdendo.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Plano B, transferência de votos e palanques estaduais


Jaldes Meneses

A ideia de “Plano B” é um equívoco, tanto pela maneira que foi articulado, nitidamente visando rebaixamento programático pós-golpe e o retorno a um acordo com uma burguesia perdida, como também por não corresponder ao anseio presente da militância de esquerda (ver a interessante entrevista, que serve como pesquisa qualitativa, publicada ontem na Folha de S Paulo, com 10 eleitores de Lula, escolhidos aleatoriamente). Essa militância, bem como os eleitores mais fieis, estão focados nas lutas e campanhas pela saída de Lula da cadeia. Para esses, por bons motivos, só existe “Plano L”.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Wanderley Guilherme: a Hora do Lobo de Luiz Inácio

Wanderley G. dos Santos 

A direita só chegará à presidência da República com o auxílio involuntário do Partido dos Trabalhadores. A estratégia do PT obedece às diretivas de Lula. Segue-se que o obstáculo a que Joaquim Barbosa – o cavalo de Troia que a direita busca contrabandear – impeça a reconstituição democrática, encontra-se no discernimento do ex-presidente Luiz Inácio. Submeter a plebiscito algumas das aberrações decretadas por Temer, por exemplo, jamais seria cogitado por tal demofóbico. No momento, fragmentar a esquerda equivale a criar inesperada oportunidade a uma direita sem rumo. Não é centralizando frentes de siglas sem voto ou efetiva representatividade que se evitará o abismo autofágico. Ao contrário, este talvez resulte da ambição de parasitas inoculados em movimentos de massa. Lula pode implodir a manobra de concentração burocrática, ou submeter-se a ela, vencido pelo estalinismo historicista que o cerca.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Boulos, o PSol e o fio da navalha

Cid Benjamin *


O PT não vai desaparecer, mas - assim como o atual PMDB é uma caricatura do MDB dos anos da ditadura - tornou-se uma caricatura do que já foi. Ficou parecido com os partidos que, na sua origem, criticava. Poucos acreditam que possa ser ainda instrumento na luta pelas reformas estruturais que um dia defendeu. Seu projeto original morreu. Seu esforço parece se concentrar na defesa dos dirigentes ameaçados de prisão, em especial Lula.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Ciro e Haddad: unidade é a única forma de impedir o avanço da direita

Ciro e Haddad avaliam união da esquerda

Macário Batista

A bordo do Estadão, bato de frente com um jantar realizado esses dias, no apartamento do ex-deputado Gabriel Chalita (PDT), onde o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, (PT) e o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, discutiram a criação de condições para uma aproximação entre partidos de centro-esquerda ainda antes do início formal da campanha eleitoral e dos registros das candidaturas, em agosto.


Em Defesa da Democracia e de Lula Candidato


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