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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Lula, o inconciliável


Qual é a relação entre o ódio de uma parcela dos brasileiros contra o maior líder popular da história recente e a fratura do projeto de conciliação que ele representou nos anos que ocupou o poder?

Lembro duas cenas da conciliação que Lula promoveu no Brasil da primeira década do século.


Na primeira, ocorrida durante a campanha presidencial de 2002, só há três testemunhas. Uma delas sou eu. É uma cena pequena, mas ela sempre teve uma enormidade para mim, porque não acredito nem em deus nem em diabo, mas acredito que ambos vivem nos detalhes.


Lula é um preso político do golpe


Esquerdaonline

A prisão do ex-presidente dividiu o país. Uma parcela significativa da população, especialmente entre os trabalhadores e os mais pobres, considera a prisão uma injustiça. É crescente a opinião de que Lula foi preso sem provas, em um processo marcado por irregularidades. Mesmo entre os que não se opõem à prisão, aumenta a percepção de que há “dois pesos e duas medidas” quando se trata das ações da Lava Jato. Enquanto o petista é condenado e preso rapidamente, Alckmin, Aécio, Temer, Serra, entre outras figuras da direita envolvidas em denúncias de corrupção, seguem livres e exercendo seus cargos políticos.


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Aliança e “conciliação” de classes para enfrentar o fascismo e o atraso.

Será possível enfrentar a reação e isolar os fascistas sem aliança entre democratas e progressistas ; ou seja com uma nova versão da conciliação de classes ?



sábado, 2 de setembro de 2017

A burguesia brasileira e o golpe do Impeachment

Jaldes Meneses

Na bela síntese “A burguesia brasileira” o historiador Jacob Gorender (112-13) constata que os estudos sobre a burguesia brasileira oscilaram entre dois extremos: aqueles, influenciados pelas teses dominantes na Internacional Comunista, apostaram na possibilidade de existência de uma burguesia nacional que poderia ser interpelada numa aliança nacional-popular de longo prazo de natureza “antifeudal” e “antiimperialista”. No Brasil, o grande interprete desta vertente foi Nelson Werneck Sodré. Em outro diapasão, soi-disant se puserem autores que tenderam a anular qualquer papel autônomo à burguesia nascidas nos trópicos, a não a associação e a subordinação às burguesias dos países do centro, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso, Luciano Martins e uma grande fauna de autores ligados à Quarta Internacional.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Aliança com o centro é necessária para governar

As provocações de Quaquá

Miguel do Rosário

Esse artigo de Quaquá* deve ter irritado alguns desavisados, que só leram o título. Então vai um spoiler, para quebrar o gelo e fazer o leitor se aproximar de um texto deveras interessante para se analisar a conjuntura nacional: o tal partido “lulista, burguês e reformista” não seria o PT, e sim um outro partido, novo ou velho, de orientação ideológica centrista, que serviria para atrair setores da burguesia insatisfeitos com o atual rumo do governo Temer, e saudosos do pacto social inaugurado por Lula, que fez todos ganharem.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

As Dinastias do Poder e a Luta de Classes

Fernando Horta

A Ciência não é neutra. Nada, aliás, o é. Mas a Ciência, de todas as formas de aquisição de conhecimento, é a mais objetiva e a que tem tido os melhores resultados práticos. Desde 1620, quando foi publicado o livro Novum Organum de Francis Bacon, a estruturação de uma metodologia científica tem propiciado um intenso desenvolvimento da humanidade. A aquisição de conhecimento e sua validação atingiram também a própria Ciência que se critica e reconstrói a todo o momento.

É claro que vivemos um momento de anti-intelectualismo, em que o conhecimento consolidado precisa lutar por legitimidade com vídeos ou notícias apócrifas na rede mundial de computadores. E esta luta é inglória, pois o juiz frequentemente carece de ferramental cognitivo para fazer a função de julgar. Fica tudo na opinião pessoal, como se nada dali em diante pudesse ser verificado.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Lulismo e conciliação de classes

O mesmo, o mais e o nada, por Fernando Horta

O professor Luis Felipe Miguel escreveu claríssimo texto sobre o que se pode esperar de um novo mandato de Lula. Quem não leu, por favor está aqui. Luis Felipe Miguel além de referência na área de Ciência Política no Brasil, é um sólido pensador de esquerda ancorado em um profundo conhecimento acadêmico. Nada poderia ser melhor para todos nós do que a presença crítica de sua voz ante às incertezas que rondam o país. Também é preciso reconhecer que tanto Miguel quanto eu militamos no mesmo lado, temos um compromisso inarredável com valores como igualdade social, ampliação da participação política e conscientização do indivíduo e do seu papel na sociedade e economia.


terça-feira, 18 de abril de 2017

" Política sem conciliação de classes”.

Radicalização é a arma da direita, não a do interesse popular

Fernando Brito 

Vejo pipocarem, aqui e ali, artigos de companheiros da esquerda que pregam que, “agora, temos de fazer uma política sem conciliação de classes”.

Perdão, mas ouço esta história desde o movimento estudantil e nunca vi sair dela qualquer avanço para o nosso povão.

Todas as vezes que, na história, conseguimos caminhar em direção ao desenvolvimento e à justiça social foi, ao contrário, quando conseguiu-se estabelecer um pacto, verdade que informal e avalizado pela figura de um governante com propósitos firmes, visão de Estado e de Nação.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A periferia não binária

Ivana Bentes

Pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela como o imaginário da periferia explode as bolhas e não cabe no ideário liberal nem no esquerdista

O MBL foi o primeiro a comemorar: “Pesquisa do PT mostra que periferia é de direita”, seguido por páginas, sites e comentaristas das mídias conservadoras que usaram a pesquisa da Fundação Perseu Abramo, “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”, para reforçar “o que já sabiam”: que a derrota do PT na prefeitura de São Paulo e o impeachment seriam a expressão de uma “periferia liberal” que emergiu nos últimos anos e que só o PT ainda não tinha se dado conta dessas mudanças.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desmascarar os “especialistas” e seus interesses de classes


Luiz Fernando Ribeiro da Luz


Os dispositivos ideológicos acionados pelos “especialistas de mercado” que hegemonizam as redações dos grandes meios de comunicação, quando atingem a efetividade concreta, têm efeitos destrutivos de massa. Estes novos soldados da guerra econômica são em tudo parecidos com os soldados que operam as armas mais sofisticadas da indústria bélica mundial; ambos não veem as pessoas reais atingidas pelas suas armas potentes: sejam os projéteis disparados dos cockpits seguros destes, ou os projetos econômicos disseminados das confortáveis salas de redação daqueles. Em suas miras milhões de vidas humanas são apenas pontos de coordenadas virtuais. 
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