O crime organizado é uma das principais ameaças. Entrevista especial com Daniel Aarão Reis
Patricia Fachin
Para além da crise política, “o crescimento exponencial do crime organizado (tráfico e milícias) tornou-se, hoje, uma das principais ameaças à democracia brasileira”, diz o historiador Daniel Aarão Reis à IHU On-Line. Segundo ele, “o caos urbano e a violência indiscriminada são incompatíveis com um regime de liberdades democráticas. O assassinato de Marielle Franco é uma trágica evidência neste sentido, suscitando a convicção de que o crime organizado faz o que quer, quando, como e onde quer. Esta situação, aliás, é um dos principais ingredientes no processo de fortalecimento de uma extrema-direita violenta, excludente, racista e antidemocrática”.
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sábado, 28 de abril de 2018
domingo, 8 de abril de 2018
Chico de Oliveira: "A esquerda reformista ainda tem futuro"
Apesar das reformas do governo Temer, que visam destruir de vez a era varguista, Oliveira soa otimista em relação ao futuro
Por Sergio Lirio
“Meu nome é longo: Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira. Sou pernambucano, estou com 84 anos, descendo a ladeira mais rápido do que eu gostaria”, brinca o sociólogo durante os preparativos da gravação.
Na manhã da entrevista, Chico de Oliveira parece recomposto da hemodiálise semanal. Está bem disposto e afiado. Faz piada de si mesmo e do cenário político. Transpira, na verdade, a essência de seu mais recente livro, “Brasil: Uma Biografia Não Autorizada”, uma coletânea lançada pela Boitempo que mescla textos inéditos com artigos publicados nos anos recentes.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Desigualdade, desenvolvimento e alianças políticas
Cláudio de Oliveira
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o economista Thomas Piketty defendeu a redução da desigualdade social como condição necessária para o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo ele, pela experiência dos países desenvolvidos, um forte mercado interno é um motor imprescindível para o crescimento [1].
Para alcançar tais objetivos, propôs o caminho clássico da social-democracia europeia: a constituição de um Estado democrático de Bem-Estar Social financiado por um sistema tributário progressivo, especialmente a taxação das altas rendas.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Aliança com o centro é necessária para governar
As provocações de Quaquá
Miguel do Rosário
Esse artigo de Quaquá* deve ter irritado alguns desavisados, que só leram o título. Então vai um spoiler, para quebrar o gelo e fazer o leitor se aproximar de um texto deveras interessante para se analisar a conjuntura nacional: o tal partido “lulista, burguês e reformista” não seria o PT, e sim um outro partido, novo ou velho, de orientação ideológica centrista, que serviria para atrair setores da burguesia insatisfeitos com o atual rumo do governo Temer, e saudosos do pacto social inaugurado por Lula, que fez todos ganharem.
Miguel do Rosário
Esse artigo de Quaquá* deve ter irritado alguns desavisados, que só leram o título. Então vai um spoiler, para quebrar o gelo e fazer o leitor se aproximar de um texto deveras interessante para se analisar a conjuntura nacional: o tal partido “lulista, burguês e reformista” não seria o PT, e sim um outro partido, novo ou velho, de orientação ideológica centrista, que serviria para atrair setores da burguesia insatisfeitos com o atual rumo do governo Temer, e saudosos do pacto social inaugurado por Lula, que fez todos ganharem.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Por um partido lulista, burguês e reformista!
Por Washington Siqueira Quaquá
O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscinta o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.
O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência.
O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscinta o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.
O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Teoria política da corrupção
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| A igualdade jurídica não elimina a desigualdade sócio-econômica |
Armando Boito (*)
A questão da corrupção está na ordem-do-dia nos países da América Latina. O uso político conservador e moralista desse tema tem sido feito, em graus distintos, pelas oposições de direita aos governos superficialmente reformistas do Partido dos Trabalhadores no Brasil e do Partido Justicialista na Argentina e aos governos reformistas mais ambiciosos como o de Rafael Correa no Equador. Na conjuntura atual, é no Brasil que a questão da corrupção e do seu uso político adquiriram uma importância maior. Apoiados em manifestações massivas da camada superior da classe média, os partidos da oposição de direita – PSDB, DEM, PPS e Solidariedade – definiram como estratégia obter algum tipo de condenação por crime de corrupção ou aparentado do Governo Dilma Roussef para poderem abrir um processo de impeachment contra a presidenta da República.
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