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terça-feira, 31 de julho de 2018

Brasil: um País sem futuro


Aldo Fornazieri

Ao se estudar a história particular de cada país se verá uma variedade de situações e de circunstâncias que aproximam algumas e distanciam outras. Uma dessas situações diz respeito ao fato de que alguns países são inovadores, conseguem superar as condicionalidades de um passado difícil e se modernizam com igualdade, justiça e progresso, enquanto que outros não conseguem se desenvolver e permanecem prisioneiros das determinações do passado e se tornam cativos da desigualdade, das injustiças e do atraso. O Brasil, certamente, é do segundo tipo. Aqui o passado determina o presente e bloqueia o futuro e os mortos governam os vivos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

'O Nordeste é uma invenção das elites agrárias'

O historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior é uma referência nacional na área de identidade, gênero e subjetividades. Professor do curso de História da UFRN, conhece o Nordeste como poucos. Aliás, descobriu que a região localizada entre o Norte e o Leste do mapa é, na verdade, uma invenção da elite agrária brasileira.

Desse achado, nasceu um de seus sete livros já publicados. A Invenção do Nordeste e Outras Artes, que ganhou os palcos em 2017 em texto adaptado pelo filósofo Pablo Capistrano em parceria com ator e diretor Henrique Fontes, do grupo Carmim de Teatro.

Em entrevista à agência Saiba Mais, 29-10-2017, o historiador fala sobre as origens da região Nordeste, a seca como arma das elites, as subjetividades atacadas pelo capitalismo e sobre o avanço do conservadorismo no Brasil.

domingo, 29 de outubro de 2017

José Dirceu e o nacionalismo

Valter Pomar

Não estou de acordo com a abordagem feita no texto de José Dirceu sobre o nacionalismo

Obviamente concordo em criticar o “nacionalismo” das elites.

Assim como concordo em criticar o “globalismo”, que na verdade expressa os interesses do nacionalismo das grandes potências.

Onde divirjo?

Acho um erro contrapor, ao “globalismo” e ao “nacionalismo” das elites, um nacionalismo “genérico”.

Mais adiante explicarei porque considero “genérico” o nacionalismo defendido por Dirceu.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O grande acontecimento da história do Brasil ainda não aconteceu

Jaldes Meneses

Em pleno apogeu dos anos de chumbo, na primeira metade dos anos 70, o grande historiador, comunista convicto e general cassado pela ditadura Nelson Werneck Sodré foi convidado para um evento - de fato, um ato de resistência -, pelo Centro Acadêmico de História da USP. Lá pelas tantas uma mocinha dirige uma pergunta ao historiador: - General, qual o grande acontecimento da história do Brasil? Do alto de sua sabedoria, Nelson Werneck respondeu algo assim: - o grande acontecimento da história do Brasil ainda não aconteceu.

sábado, 25 de março de 2017

Para o país que os ricos estão desenhando não haverá muros suficientes

O muro que separa os ricos do Morumbi dos pobres da favela de Paraisópolis, em São Paulo. O país que o governo Temer está desenhando. Foto: Tuca Vieira

Eduardo Fagnani é um professor dos bons. Ilumina o que está à frente, a partir da experiência passada; ensina que é preciso escolher um lado, e escolheu o dele -o dos pobres lascados; é rigoroso com o estudo, a necessidade de profundidade; sabe que conhecer é um caminho de humanidade e poesia.Tornou-se o maior especialista na malfadada reforma da Previdência Social pretendida pelo governo golpista.

terça-feira, 14 de março de 2017

Viva a polarização

Aldo Fornazieri

Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diversas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade, ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Casa Grande, os R$ 45 bi dos bancos; e os 12 milhões de escravos libertos sem trabalho

O conforto com os lucros dos bancos é uma das faces da indignação das elites com a libertação da escravidão

Há dois recursos discursivos que as elites usam para enrolar os pobres do país, tratando-os sempre como crianças: o primeiro é dizer que os assuntos são complicados demais e que não dá para entender, como acontece no caso dos juros da dívida pública; o segundo é simplificar e distorcer para agitar fantasmas no imaginário das pessoas, como é o caso da história tosca de que a economia do país seria como a de uma família. Na verdade, há um terceiro recurso discursivo, para situações extremas: a Polícia Militar e agora, como o demonstra o Espírito Santo, o exército.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

"Super-Ricos", pequena elite que não paga impostos



 Eles ganham acima de R$ 300 mil mensais, mas recolhem apenas 7% — muito menos que a massa dos assalariados. Seu segredo: a docilidade do Congresso Nacional com as elites.

Site da ONU no Brasil

Os brasileiros super-ricos pagam menos imposto, na proporção da sua renda, que um cidadão típico de classe média alta, sobretudo o assalariado. Isso viola o princípio da progressividade tributária, segundo o qual o nível de tributação deve crescer com a renda.

Essa é uma das conclusões de artigo publicado em dezembro pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Data Popular: classes C e D veem impeachment como “briga da elite"


As classes C e D enxergam a discussão sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como uma disputa de poder, uma briga da elite, avalia o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles; “As classes C e D são muito menos presentes nas passeatas do que são na população brasileira”, diz ele

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

As classes C e D enxergam a discussão sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como uma disputa de poder, uma briga da elite, avalia o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Para desvendar o elitismo do Judiciário brasileiro



Tese de doutorado começa mapear a teia de relações aristocráticas e capitalistas que torna Justiça tão favorável ao poder e hostil aos pobres

Por Cida de Oliveira, na RBA

Há, no sistema jurídico nacional, uma política entre grupos de juristas influentes para formar alianças e disputar espaço, cargos ou poder dentro da administração do sistema. Esta é a conclusão de um estudo do cientista político Frederico Normanha Ribeiro de Almeida sobre o Judiciário brasileiro. O trabalho é considerado inovador porque constata um jogo político “difícil de entender em uma área em que as pessoas não são eleitas e, sim, sobem na carreira, a princípio, por mérito”.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Elites negam-se a dar sua contribuição para resolver a crise econômica e social


Desdém

Elza Fiúza  

Economista Marcio Pochmann afirma que frente ao esgotamento das políticas anticíclicas país precisa pensar em reformas estruturais, mas que essas esbarram nos ricos e no Congresso dominado pelo capital    

sábado, 30 de agosto de 2014

Chico Mendes, Elite ?


O PT ainda é uma força alternativa às elites?


 Amílcar Salas Oroño

Nas três últimas eleições presidenciais – 2002, 2006, 2010 – que deram a coalizão do Partido dos Trabalhadores (PT) como vencedor, houve segundo turno entre os dois candidatos mais votados. Não seria uma novidade, nem uma anomalia política que esta situação voltasse a se repetir neste ano. O que a morte do aspirante à presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, trouxe é, talvez, não um cenário completamente diferente, mas sim algumas incertezas em relação às próximas circunstâncias em que as eleições presidenciais podem acontecer.

domingo, 29 de junho de 2014

Copa de Todas as Elites


Marcelo Rubens Paiva

"Senta!" Tomei um susto quando escutei na primeira vez em que assistia a um jogo de Copa do Mundo "no campo", como dissemos, na arquibancada do jogo do Brasil, se é que se pode chamar aquela plateia de arquibancada, que no passado era de cimento batido (Maracanã) ou concreto mal finalizado (Vila Belmiro, Morumbi). "Paguei caro, senta!", insistiu o torcedor brasileiro com muito orgulho e amor.

sábado, 12 de abril de 2014

As Elites Urbanas do Sertão em Mossoró e alhures



Mossoró: entre as eleições e a perspectiva da velha política*


Mossoró vivencia uma séria instabilidade política há cerca de quase sete meses. Fruto de um processo eleitoral viciado, eivado de problemas jurídicos, éticos e políticos. As eleições de 2012 foram marcadas pela continuidade de velhas práticas que perduram ainda no cenário eleitoral brasileiro e, notadamente potiguar.


Mossoró não foi exceção. Seguiu a regra retumbante e malazartiana (e não maquiavélica?) de que, na política, tudo pode para se chegar ao poder. Abuso de poder econômico, uso de mídias de forma exclusiva, uso de aparelho estatal e outras mais acusações mais cabeludas perduram sobre os principais atores das eleições municipais de 2012.
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