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terça-feira, 31 de julho de 2018

Brasil: um País sem futuro


Aldo Fornazieri

Ao se estudar a história particular de cada país se verá uma variedade de situações e de circunstâncias que aproximam algumas e distanciam outras. Uma dessas situações diz respeito ao fato de que alguns países são inovadores, conseguem superar as condicionalidades de um passado difícil e se modernizam com igualdade, justiça e progresso, enquanto que outros não conseguem se desenvolver e permanecem prisioneiros das determinações do passado e se tornam cativos da desigualdade, das injustiças e do atraso. O Brasil, certamente, é do segundo tipo. Aqui o passado determina o presente e bloqueia o futuro e os mortos governam os vivos.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Žižek: Escolhas na era do terror

"É preciso mobilizar o maior e mais amplo público internacional possível a fim de criminalizar diretamente qualquer falatório sobre o uso de dispositivos nucleares e outras armas de destruição em massa. Líderes e Estados que sequer considerem isso devem ser tratados como párias, como monstros obscenos sub-humanos."

Slavoj Žižek.

Desde sua estreia em Berlin em 2015, a peça Terror, de Ferdinand von Schirach vem se tornando o mais novo hit global, com centenas de montagens em todo o mundo e provocando uma interminável enxurrada de debates éticos na mídia de massas. Trata-se de um drama jurídico que narra o julgamento contra um piloto de caça alemão que derrubou um avião da Lufthansa que havia sido sequestrado por um terrorista. O avião se deslocava rumo a um estádio lotado com 70.000 pessoas (que assistiam a uma partida entre Alemanha e Inglaterra) e a decisão pragmática do piloto de caça, Lars Koch, foi a de quebrar a lei constitucional e terminar com a vida das 164 pessoas a bordo do avião sequestrado, a fim de evitar que o terrorista matasse um número muito maior de pessoas se tivesse chegado ao estádio. No final da peça, a plateia deve votar: culpado ou inocente? Cada espectador recebe um pequeno apetrecho com dois botões – 1 (culpado) ou 2 (inocente) – e os espectadores proferem seu veredito… Como era de se esperar, a maioria (ao menos nos teatros ocidentais) proclama a inocência de Koch.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Teste: Estado Islâmico ou Violência Brasileira? A vida do pobre é um terror

Quem  é  perigoso ?
Leonardo Sakamoto

Atentados podem ocorrer durante os Jogos Olímpicos no Rio? A probabilidade é baixa, apesar de não totalmente descartada. E o governo brasileiro, que deveria transmitir segurança, demonstra não fazer ideia do que seja terrorismo. Pelo contrário, dando publicidade desmesurada a ações que prendem grupos ou indivíduos sem provas consistentes, pode estar fomentado a ação de lobos solitários ou malucos em busca de fama.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Faremos com vocês o que vocês fazem na Síria” gritavam os terroristas



Após a meia-noite (por volta das 21h de Brasília) da sexta-feira, na casa de espetáculos parisiense Bataclan foram ouvidos até sete disparos e seis detonações. A polícia acabava de entrar. Os agentes temiam que os agressores que estavam fechados na sala com centenas de pessoas que assistiam um show da banda Eagles of Death Metal acabassem mandando-a pelos ares. Mas o massacre já havia sido feito muito antes.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O Ustra está morto. Viva a tortura!



O coronel Ustra teve a finalização das funções de seu corpo físico. Contudo, a máquina de triturar corpos e produzir medo, em meio à democracia, permanece
  Edson Teles*

 Morreu o coronel Ustra, comandante por quatro anos do maior centro de torturas do Exército brasileiro durante a ditadura, o Doi-Codi da rua Tutoia em São Paulo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Agamben: Sobre Segurança e Terror


Artigo extraído do livro As multidões e o império: entre globalização da guerra e universalização dos direitos

Por Giorge Agamben

A segurança como princípio condutor da política de estado remonta ao nascimento do estado moderno. Ela é já mencionada por Hobbes como o oposto do medo, o qual compele os seres humanos a se reunirem ao interior de uma sociedade. Mas só no século dezoito a ideia de segurança adquire um sentido próprio. Numa conferência de 1978 no Collège de France (ainda a ser publicada), Michel Foucault mostrou como a prática política e econômica dos fisiocratas opõe segurança à disciplina e à lei, como instrumentos de governo.
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