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quarta-feira, 25 de julho de 2018

A Sedução da Tirania

Wanderley Guilherme dos Santos

A eleição presidencial de 2018 esteve ganha pela oposição enquanto a única referência dos conservadores era a associação com o monumental desastre de Michel Temer. 

Hoje, “Michel Temer” virou espantalho a ser inflado e agitado durante a campanha eleitoral. Mas não está claro se o eleitorado votará contra os conservadores por sua conexão ao golpe parlamentar ou se os favorecerá na renovada expectativa de derrotar um candidato, imbatível há quatro disputas, sustentado nuclearmente por PT, PSB, PDT e PC do B. 

Hoje, dilacerou-se o conjunto quatro vezes vencedor: o Partido dos Trabalhadores, hegemônico, não contará com os votos unânimes dos partidos que sempre o apoiaram e nem mesmo com a totalidade de seu próprio eleitorado. 

Hoje, a nuvem da política mudou drasticamente de silhueta.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Em nota, partidos de esquerda defendem presença na chapa majoritária de Azevedo

Em nota divulgada nesta segunda-feira (16), partidos de esquerda na Paraíba defendem presença na chapa majoritária do pré-candidato ao Governo do Estado, João Azevedo (PSB). 

Leia na íntegra:

MANIFESTO

Os presidentes dos partidos que subscrevem este manifesto, comprometidos com a causa da democracia, o respeito à liberdade, os direitos sociais e garantias individuais, dirigem-se ao povo paraibano para expressar seu entendimento comum em razão das eleições que se avizinham em nosso Estado:

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Aliança no segundo turno


....E mesmo que não houvesse possibilidade de unificar este arco desde o primeiro turno, o que me parece neste momento quase impossível, que estes candidatos não se massacrem mutua e deslealmente, como aconteceu em 2014. Que se aproximem, conversem, articulem-se para uma aliança no segundo turno, de forma transparente, regidos por um programa que aperfeiçoe e aprofunde nossa frágil democracia. 

Daniel Aarão

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Wanderley G.S.: Quem se importa com Lula ?

Wanderley Guilherme dos Santos

A direita festejou a retumbante derrota do PT nas eleições municipais de 2016. À esquerda, volta e meia vítima de lavagem cerebral, líderes e porta vozes autorizados ou não deram início a desencontrada autocrítica. Como de hábito, o que começa como autocrítica termina em busca de bodes expiatórios. A perseguição da Lava-Jato (inegável) e a covarde difamação de Dilma Rousseff, incompetente, segundo líderes do PT, explicavam os alegados desastrosos resultados eleitorais. Só que não foi bem assim. A fragilidade dos analistas do partido os torna presa regular do noticiário conservador, daí a frequente adoção de estratégias incoerentes, em luta diária contra as manchetes do Jornal Nacional e os editoriais da Folha de São Paulo. Neste particular, operam como inocentes úteis da direita.

terça-feira, 6 de março de 2018

Manifesto pela Segurança e Defesa da Democracia *


No dia 16 de fevereiro do corrente ano, o desgoverno de Michel Temer assinou decreto de intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro, ficando as questões relacionadas à segurança pública do Rio sob responsabilidade do governo federal.

Com o início da ingerência federal no Rio de Janeiro, parlamentares aliados ao governo de Temer passaram a cogitar intervenção em outros estados, como exemplo a Paraíba, alegando resolver a questão da violência local pelas forças armadas. Mas o que está por trás do comando da Segurança Pública do Rio de Janeiro ficar com as Forças Armadas, tirando o comando do Governador, da Secretaria de Segurança, da Polícia Militar e da Polícia Civil?

sexta-feira, 2 de março de 2018

Boaventura: passos para a unidade das esquerdas


Seria possível, a partir da notável experiência portuguesa, frear a devastação neoliberal e viabilizar governos democráticos e avanços sociais? Importante: o “centro” não existe mais

Por Boaventura de Sousa Santos | Ilustração: mural do coletivo mexicano Lapiztolarte

O atual governo português, no poder desde o final de 2015, é pioneiro em termos da articulação entre vários partidos de esquerda. É ainda pouco conhecido internacionalmente porque Portugal é um país pequeno, cujos processos políticos raramente fazem parte da agenda política internacional, e porque representa uma solução política que vai contra os interesses dos dois grandes inimigos globais do aprofundamento da democracia que hoje dominam as mídias – o neoliberalismo e o capital financeiro global.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O que diz o novo manifesto dos partidos de esquerda

Unidade

PCdoB, PDT, PSOL e PT lançam documento que traz um programa mínimo das legendas, com foco em crescimento econômico e redução das desigualdades.

As fundações ligadas aos cinco principais partidos de esquerda brasileiros – PCdoB, PDT, PSOL e PT – lançaram na terça-feira 20 um manifesto cuja ideia é facilitar a união do bloco progressista, dando a essas legendas um "base programática convergente". O PSB, na reta final, decidiu não endossar o documento. O objetivo é que as diretrizes presentes no documento sejam a base de uma "nova maioria política e social" que coloque o Brasil nos rumos de "um novo ciclo político de democracia, de soberania nacional e de prosperidade econômica e progresso social".

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

União e Luta

Renato Janine Ribeiro

Mais impressões.

Saiu que na semana passada se tentou um acordo PT-PSOL. São Paulo+Rio. O Psol apoiaria Haddad em SP, o PT apoiaria Freixo no Rio. Não rolou. Dizem que Ivan Valente foi um dos que mais se opuseram.

sábado, 23 de julho de 2016

Uma outra esquerda é possível

Luiz Sérgio Henriques

Não se tem muita noção, por ora, do que restará do sistema partidário após o fulminante conjunto de ações que se originaram em Curitiba há pouco mais de dois anos e lançaram luz inédita sobre o financiamento da atividade política, tema crucial para as relações entre governantes e governados e para a própria qualidade da democracia. Constatamos, assustados, que tal sistema andava funcionando em bases praticamente autorreferenciais. Entre outras coisas, pouco se conhecia sobre financiadores, lobbies, interesses legítimos ou escusos que contribuíam para dar forma à representação.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A natureza estratégica da Frente Brasil Popular


Roberto Amaral

Desde sua origem – abril de 2015, no chamado ‘Grupo Brasil’ reunido em São Paulo por João Pedro Stédile –, a Frente Brasil Popular foi pensada como um projeto estratégico das forças populares, e uso a expressão ‘forças populares’ para evidenciar a abertura de seu espectro ideológico: para além das esquerdas, mas aberta aos partidos de esquerda, sem monopólios e sem hegemonismos; preventivamente construída de baixo para cima, pois oriunda do movimento social, e, por isso mesmo comprometida com o pluralismo e a democracia interna.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ir além dos partidos, nas eleições-2016




Centenas de ativistas articulados pelo MTST ocupam administração da Construtora Viver, em 2014, protestando contra especulação imobiliária e pelo Direito à Moradia

E se for possível, como na Espanha apresentar projetos alternativos para as cidades, com base na experiência e lutas dos que querem transformá-las?

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