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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Christian Dunker: o inimigo dá sentido para sua vida


A verdade é que: dificilmente você chegará ao fim desta entrevista tendo lido exatamente o que está escrito. Ante de uma possível incapacidade de interpretar texto, está, infelizmente, a tão urgente necessidade de escutar o outro. Christian Dunker, psicanalista pós-doutor pela Manchester Metropolitan University, conversa com a FAUSTO com exclusividade sobre, talvez, o maior mal de nosso tempo. Professor Livre Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, autor do recém lançado Reinvenção da Intimidade – Políticas do Sofrimento Cotidiano, Dunker convida para sairmos de nós mesmos. Mas será mesmo possível? Imperdível!

domingo, 4 de dezembro de 2016

“Ou dialogamos com os que têm formas diferentes de amarrar o Kichute ou abriremos uma avenida para a turma do empalamento. “

Menos piquete e mais Piketty

Antonio Prata

Sempre que vejo notícias sobre torcedores espancados pela torcida rival, sou tomado pelo mesmo assombro. Times de futebol não são como grupos étnicos ou religiões, universos fechados onde as pessoas, ao conviverem somente com semelhantes, idiotizam-se a ponto de acreditar que quem mora do lado de lá da montanha, reza pra um Deus careca em vez de um Deus cabeludo, come pimentão cozido em vez de pimentão assado e amarra o cadarço do Kichute por baixo da sola em vez de enrolá-lo na canela merece morrer empalado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você

“As redes sociais são uma armadilha”

Ricardo de Querol entrevista Zygmunt Bauman (Trecho)

R.Q.: As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Zaidan: A demonização do outro


Michel Zaidan
  A quem interessa as consequências da internacionalização da guerra civil na Síria, no Iraque, na Líbia e no Afeganistão? - Aos árabes, aos iraquianos, aos muçulmanos, aos cristãos, aos judeus? - Claro que não. Ninguém está interessado em levar as chamas dessa beligerância pseudo-religiosa para Europa, os Estados Unidos ou América do Sul. A extensão da coalização liderada pelos EUA (Austrália, França, Iraque e outros) só beneficia mesmo aos interesses geopolíticos das grandes potências que disputam a sua hegemonia na Oriente Médio e na Ásia Central.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Olhar no olho do outro



Maria Rita Kehl

O outro é, bem ou mal, um semelhante. Aí residem seu valor, seu poder perturbador e seu caráter problemático. O que temo, na proximidade com o semelhante, é o mesmo que temo em mim
 
Viver junto é viver nas cidades. Não é viver em família, nem entre amigos. Viver junto não é um problema da vida privada, mas da vida pública. Só a vida urbana nos obriga a conviver com uma multidão de desconhecidos; estamos permanentemente na dependência do contato com pessoas que não escolhemos.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Calma aí, seu Guarda !


“O que justifica a redução é uma raiva que a gente tem dessa molecada na rua”
Para procurador Roberto Tardelli, quem defende a redução da imputabilidade penal não acredita que ela chegue a sua casa. Ele provoca: você vai imaginar seu filho internado num instituição correcional porque um dia ele cometeu um furto com arma de brinquedo?

domingo, 17 de maio de 2015

A difícil tarefa de perceber o outro


Victória Monteiro
 
“O império do eu” foi uma expressão utilizada pelo filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) para descrever o fato de que, em última instância, durante toda nossa existência estamos presos a um imperativo: nós mesmos, e nosso esquecimento pragmático e constante de que somos apenas mais um daqueles que, entre milhares, se arrastam pela superfície do globo. E ainda que possamos entender sua filosofia como o “exercício de pensar contra si mesmo”, Cioran já nos advertiu, em sua obra Breviário de decomposição:

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