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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Wanderley G. dos Santos: Um Grande Momento

Wanderley Guilherme dos Santos

Contra uma reação desesperada não se blefa. Inesperada conjugação de acasos facilitou a expulsão da centro-esquerda do circuito de poder na esteira do impedimento de Dilma Rousseff. Desde então o acaso virou trama, sem necessidade de consulta prévia, entre proprietários de meios de comunicação, facção de juízes em posições de poder, a escumalha do estamento político e seus patrocinadores financeiros. O viciante crack que os aglutina é conhecido: impedir o retorno à disputa pelo poder de representantes dos miseráveis, dos remediados e do heterogêneo conjunto anticolonial da sociedade. É desconhecida a extensão em que o sequestro das instituições ainda conta com apoio no enorme contingente do Judiciário e na silente corporação das forças armadas. Por ora, o Judiciário em geral e as corporações militares mantêm-se de acordo com o figurino, contidas pela disciplina hierárquica e obedientes às decisões dos que mandam.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Rene Carvalho: Golpe civil e eleições.

Sem Lula,  eleição é fraude 
As interrupções do funcionamento democrático utilizaram-se tradicionalmente na América Latina do desvirtuamento de um dos monopólios constitutivos do aparelho de estado: o monopólio da força. A evolução recente da região tem mostrado que golpes podem se originar também do desvirtuamento de outro monopólio: o da interpretação e aplicação da lei. Podemos ter assim golpes militares e golpes civis. Outro componente essencial do aparelho de estado, o legislativo, pode ser associado aos golpes pela coação, cassações de mandato e diktats dos que assumem o poder executivo ou por negociações e compras de votos.

Os golpes, militares ou civis, têm por objetivo aplicar programas que seriam derrotados em eleições livres e criar novas institucionalidades que dificultem ou impeçam a participação política dos movimentos de esquerda ou mesmo progressistas. Não são objetivos que possam ser atingidos em prazos curtos o que faz com que os golpes tendam a criar raízes, até que sejam derrubados ou “convidados” a se retirar.

domingo, 5 de novembro de 2017

Lula perdoa os golpistas ? Uma polêmica para todos os gostos


"Quando Lula disse no seu discurso em Belo Horizonte que estava 'perdoando os golpistas', ele não estava aceitando o golpe, mas buscando estreitar a base de apoio social e político do comando golpista. Como Fidel Castro, um gigante da tática, Lula olha com profundidade o momento político e passa um recado de grande impacto para aqueles golpistas arrependidos, que caíram no conto do 'se tirar Dilma, vai melhorar'”, diz Val Carvalho, militante do Partido dos Trabalhadores

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

As caravanas, de Chico e Lula

Caravanas, colunas ...
Guilherme Santos Mello

Buarque poderia ser um grande músico erudito, mas aí não seria Chico; Luiz Inácio poderia ser um grande líder somente da esquerda, mas aí não seria Lula. Suas contradições são as contradições do Brasil, onde moderno e atrasado convivem, entre harmonia e conflito

Nos últimos dias, o Brasil vem sendo sacudido de cima a baixo por duas caravanas há muito aguardadas. A primeira, uma caravana musical/artística de Chico Buarque, que após seis anos lança seu novo álbum, recheado das tradições e inovações que marcam a carreira daquele que talvez seja o maior artista brasileiro vivo. Nesta caravana, passeamos pelo Brasil atual tão tristemente atrasado, com temas que versam sobre o preconceito, a intolerância, o futebol e a homossexualidade. Os ritmos mais variados se misturam e se sucedem, servindo como base para um lirismo rico e recheado de referências, contrapondo-se à música puramente comercial que domina as rádios brasileiras e se impõe sobre os ouvintes.

sábado, 26 de agosto de 2017

Lula justifica alianças políticas: ‘Gostaria que a esquerda tivesse mais força’

Campo progressista precisa mais cadeiras no parlamento, mais votos.
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à imprensa alternativa de Pernambuco. (Foto: Instituto Lula)

Rede Brasil Atual

Em entrevista coletiva concedida à imprensa alternativa de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (25), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou justificar a formação de alianças políticas para vencer eleições e governar. Questionado sobre a presença de Renan Calheiros em eventos públicos da caravana em Alagoas e a respeito de um eventual apoio a Katia Abreu no Tocantins, ele defendeu a aproximação, ressaltando que composições similares puderam viabilizar diversas iniciativas em seus dois mandatos. “Acho que é importante que o movimento social e a esquerda se preocupem com isso. Quando um partido como o PT procura fazer alianças políticas, só procura fazer essas alianças porque tem clareza de que, sozinho, não ganha as eleições, e, se ganhar, não tem como governar se não tiver maioria no Congresso Nacional. Esse é o dado concreto.”

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Lula, Renan e você tem razão

“Têm muita razão os setores populares que criticam a presença do Renan no palanque de Lula (…) Por outro lado, também têm razão os que defendem sua presença ao lado do ex-presidente”.

Por Otavio Augusto Nunes

Conta o anedotário da política brasileira que certa vez o então governador Tancredo Neves viajava pelo estado de Minas Gerais quando, em encontro com sem terras, ouviu duras críticas do movimento aos fazendeiros, ao que respondia: “Vocês têm razão, vocês estão cheios de razão”. Pouco depois, ao encontrar fazendeiros, ouviu críticas à atuação dos sem terra e respondeu prontamente: “Vocês têm razão, estão cobertos de razão”.

Ao final do segundo encontro um assessor mais próximo questionou o governador: “Tancredo, o senhor disse que os sem terra tinham razão, depois disse que os fazendeiros também tinham razão”. Tancredo prontamente respondeu: “Você tem razão também, tem toda a razão”.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Lula atua como fio condutor da nação consigo mesma

O cientista político Gilberto Maringoni, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), retrata com nitidez a caravana do ex-presidente Lula pelo Nordeste; "Lula fura todas as bolhas e parece galvanizar uma vontade coletiva dos que perderam a esperança, numa espécie de retomada de um fio condutor da Nação consigo mesma", diz Maringoni; "Desesperançados e desesperados se ligam em sua pessoa, na busca de incertos "bons tempos" existentes no imaginário coletivo e no diferencial do que é a hecatombe do governo Temer com seus anos no Planalto"

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lula lá na Paraíba


O fedor da força bruta

Indestrutível 
Wanderley Guilherme dos Santos

O Golpe de 2016 expulsou a representação popular do circuito legal do poder executivo. A violência continua, exonerando técnicos de governo por suspeitada simpatia pelas teses econômicas e sociais progressistas. Evitar a qualquer custo o retorno legítimo de representantes populares ao Executivo resume a cláusula pétrea do breviário golpista. Atenção para o “evitar a qualquer custo”. Não se trata de recurso estilístico de mau gosto: indica o compromisso prioritário dos reacionários com a manutenção da liderança golpeada no ostracismo. Antes ou depois da vitória eleitoral da oposição popular.

domingo, 20 de agosto de 2017

Lula atravessando o Mar Vermelho, segundo as redes sociais

Tal qual o profeta Moisés, o ex-presidente Lula foi flagrado atravessando o Mar Vermelho.


A narrativa vem das redes sociais: “Um homem atravessando Mar Vermelho para libertar seu povo da escravidão!”.


A foto é do craque Ricardo Stuckert, do Instituto Lula.

Face
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