Diante da reabertura das investigações do Programa F-X2 pelo Ministério Público, militares afirmam que opção pelo Saab Gripen NG seguiu critérios exclusivamente técnicos
Por Edmundo Ubiratan em 11 de Fevereiro de 2016 às 16:00
O Ministério Público Federal reabriu as investigações sobre o processo de compra do caça Gripen NG, dentro do programa F-X2. A suspeita de irregularidades surgiu durante a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga a compra de Medidas Provisórias durante o governo Lula. Os procuradores acreditam haver indícios de que o contrato firmado entre o governo brasileiro e a empresa sueca Saab possa ter sido influenciado pelos lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, que tinham acesso privilegiado ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Documentos recém-descobertos apontam que Marcondes atuou como lobista da empresa sueca junto ao governo brasileiro durante o programa F-X2. A suspeita do Ministério Público é a de que a atuação possa ter envolvido corrupção e tráfico de influência.
Em contato com a reportagem de AERO Magazine, o Comando da Aeronáutica reafirma que todo o processo foi conduzido pela COPAC (Comissão Coordenadora do programa Aeronaves de Combate) de forma independente e completamente técnica. O relatório com mais de 37 mil páginas produzido pela COPAC aponta o Gripen NG como preferido pelos militares. Segundo o documento, o caça sueco é a melhor opção operacional, logística, industrial e tecnológica.